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29 Fev 2008 Juvenal Isidoro Carvalho
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Queda mortal nas Achadas

O Presidente da Junta das Achadas da Cruz morreu numa queda de 150 metros

Data: 29-02-2008

O presidente da Junta de Freguesia das Achadas da Cruz morreu ontem de manhã, cerca das 11h30, na sequência de uma queda de cerca de 150 metros na zona do teleférico daquela freguesia do concelho do Porto Moniz. Juvenal Isidoro Carvalho, de 73 anos, estava a trabalhar na reparação de uma conduta de abastecimento de água de rega à fajã das Achadas da Cruz quando ocorreu o acidente, que elevou para nove o número de quedas mortais naquela zona.

A vítima, que cumpria o segundo mandato à frente da Junta de Freguesia, estava a trabalhar juntamente com Francisco Gomes, tesoureiro da Junta de Freguesia, tendo este acabado por ficar ligeiramente ferido no acidente, que terá tido origem num pequeno deslizamento de terras.

A zona sobranceira à Fajã das Achadas da Cruz é propensa à ocorrência de quebradas, e foi uma delas que, este mês, danificou a conduta de água que abastece as explorações agrícolas da zona. “O Juvenal foi lá arranjar aquilo, e quando estava a limpar o entulho da zona acabou por deslizar com ele”, disse o senhor Açafrão, que explora um bar nas imediações. O deslizamento, de acordo com outro popular, causou ferimentos ligeiros em Francisco Gomes, que foi assistido no Centro de Saúde local, em estado de choque.

O corpo de Juvenal Carvalho caiu directamente para o calhau junto ao mar, e foi resgatado por populares, evitando assim que fosse levado para longe da costa pelas ondas de grandes dimensões, que são habituais naquela zona. A iniciativa de reparar a conduta danificada partiu da vítima que na qualidade de presidente da Junta de Freguesia e igualmente no papel de agricultor com terrenos na fajã, decidiu resolver o problema. A mulher encontrava-se também nas imediações do local do acidente, a preparar o almoço para o marido e o colega da Junta de Freguesia, na casa que a família tinha na fajã.

Uma família que tem passado, nos últimos tempos, por momentos de grande angústia, já que há cerca de duas semanas o filho do casal morreu na África do Sul, onde estava emigrado. Esta morte consternou a população das Achadas da Cruz para quem o presidente da Junta de Freguesia era uma pessoa muito estimada. “Era um bom homem, que ajudava os vizinhos mesmo antes de se meter em políticas”, disse uma vizinha da vítima, enquanto outro lamentava a falta de segurança daquela levada muito procurada por turistas e madeirenses para passeios a pé.

“Já morreram oito pessoas naquela zona”, disse Açafrão, acrescentando que duas dessas mortes foram de familiares de Juvenal Carvalho. Primeiro foi a sobrinha, da parte da mulher, que morreu numa queda em 1968, e mais recentemente um cunhado da vítima, que também não resistiu aos ferimentos sofridos num acidente ocorrido naquela levada.

Os Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz foram chamados, mas nada puderam fazer, pois Juvenal Carvalho teve morte imediata. Mesmo assim, o resgate do corpo e o transporte de Francisco Gomes ao Centro de Saúde foi complicado, pois os únicos acessos à fajã são a vereda onde ocorreu o acidente e o teleférico, que não estava a funcionar normalmente por estar em manutenção. Apesar disso, a presença no local de um técnico responsável pela manutenção daquele transporte, que serve turistas e agricultores, permitiu que a equipa de salvamento utilizasse o teleférico para trazer o corpo até à estrada.

A Polícia de Segurança Pública também esteve presente no local e tomou conta de uma ocorrência que enlutou a freguesia menos populosa da Região.

Freguesia, concelho e PS estão de luto

Juvenal Carvalho cumpria o segundo mandato na Junta.

A notícia da morte de Juvenal Carvalho chocou todos os que o conheciam. Homem respeitado na freguesia, com fama e proveito de honestidade e trabalho, acabou por ser vítima dessa mesma dedicação à população local. Gabriel Farinha, presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz, foi um dos ficou “transtornado” com a tragédia. “É uma morte a lamentar que deixa uma profunda tristeza”, disse o autarca, que embora pertencendo a uma diferente família política – Juvenal Carvalho foi eleito pelo PS e Farinha pelo PSD – fez questão de estar presente no local e confortar os familiares a vítima. “Não existe política nestas situações”, vincou o presidente do Porto Moniz. O PS concorda, e a direcção regional do partido fez ontem saber que vai assinalar o luto com a suspensão, durante três dias, de toda a actividade política dos socialistas madeirenses. Para já, a Junta de Freguesia das Achadas da Cruz está sem liderança, mas a presidência deverá ser ocupada em breve por Miguel Rodrigues Lucas, que até agora era secretário daquele órgão autárquico e número dois na lista de Juvenal Carvalho.

Márcio Berenguer

28 Fev 2008 Estou de luto
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Juvenal Carvalho escorregou na levada quando tentava reparar conduta
Presidente da Junta das Achadas da Cruz sofre queda fatal
O presidente da Junta e Freguesia das Achadas da Cruz, Juvenal Carvalho, morreu hoje em consequência de uma queda sofrida quando procedia à reparação de uma conduta de fornecimento de água rega.
Data: 28-02-2008
Ao que o DIÁRIO apurou junto do presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz, Juvenal Carvalho, de 73 anos, terá caído de uma altura entre 140 a 160 metros após ter escorregado na levada. O autarca estava acompanhado por pelo menos um dos dois funcionários destacados pela manhã para repor o abastecimento de água que foi cortado na sequência de uma quebrada ocorrida na semana passada. Os Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz já resgataram o corpo. Assistiram ainda um funcionário da junta que presenciou o acidente. Especial na TSF às 16 horas com todas as informações disponíveis sobre este caso, que será desenvolvido na edição impressa de amanhã do DIÁRIO.
Raul Caires
28 Fev 2008 O Adamastor segundo Duarte Gouveia (foi há 1 ano)

Assembleia Legislativa da Madeira
Período Antes da Hora do Dia
28/Fev/2007

Deputado Duarte Gouveia (PS)

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados

O Presidente do Governo Regional, agora demitido,
é um mentiroso compulsivo!

Mente na Lei de Finanças Regionais
Mente nos motivos da sua demissão
Mente na situação económica e social da Madeira

Quis fazer da Lei de Finanças Regionais o Adamastor,
o monstro que tudo impede,
quando o impacto desta lei não passa de um pigmeu
de 2% do Orçamento Regional.

A Madeira atravessa hoje o Cabo das Tormentas.

A Madeira vive desde 2004 em crise económica.

A Madeira tem uma dívida directa e indirecta
que ultrapassa os 2 000 milhões de euros.

A Madeira tem 9000 desempregados,
tantos como nos anos 70.

A Madeira vive sob monopólios
em sectores chave da economia.

A Madeira tem um baixo nível de escolaridade.

A Madeira tem uma economia estatizada.

A Madeira vive dependente de subsídios.

A Madeira atravessa hoje tormentas económicas, sociais e políticas,

tormentas tão grandes e dramáticas
como as que há cinco séculos
impediam os Portugueses de chegar a novos mundos.

Mas existe um Adamastor
que provocou todas estas tormentas,

O Adamastor do Canto V,
tal como descreveu o poeta,

É uma figura esquálida, disforme e pálida.

É uma figura de olhos encovados, medonha e má.

É uma figura de cabelos crespos, boca negra e dentes amarelos.

O Adamastor só mete medo
porque é feio e bruto

O Adamastor só mete medo
porque vocifera irado e cospe no chão

O Adamastor só mete medo
porque insulta tudo e todos

Ninguém quer falar com ele
Ninguém quer estar perto dele
Ninguém quer ser como ele

O Adamastor mente, engana, muda sempre de posição
O Adamastor não é estável, não é confiável

O Adamastor não passa de um aldrabão
O Adamastor é o Alberto João.

O Adamastor já não mete medo a quase ninguém.
O Adamastor já não afunda as Naus que seguem incólumes
por maior que seja a tempestade por ele criada.

E para evitar a sua queda do promontório a ruir,
é o próprio Adamastor que desce pelo seu pé.

E é de olhos nos olhos
com o seu decrépito Adamastor
que a Madeira vive hoje
um momento alto da sua história

O momento em que o povo vence o medo
e transforma as tormentas em esperança.

Este é o momento
em que se deixam para trás
os medos que fizeram a história recente deste povo
E se ruma a novos mundos
e a novas glórias.

E por muito que
os pessimistas,
os conservadores
e os reaccionários,
os Velhos do Restelo que ontem,
tal como hoje,
garantem o fracasso desta epopeia
aqui estamos determinados e confiantes
em levar esta Nau a bom porto

Senhor Presidente
Senhoras e Senhores deputados

Quando o demitido presidente
subiu ao poder
eu tinha apenas 3 anos.

Na verdade,
apenas 50% dos deputados
que compõe hoje esta Assembleia
tinham na altura idade de votar.

Toda a minha memória
é com este homem a governar a Madeira

E é por ter vivido toda a minha vida neste regime
e por conhecer muito bem a sua natureza

que é enorme a minha alegria
por ver este presidente demitido pela letra da lei.

(Diário da República em moldura)

Diário da República
Decreto do Representante da República

Demite o Governo Regional da Madeira,
por efeito do pedido de demissão
apresentado pelo Presidente do Governo Regional.

Este é um momento histórico,
este é um momento de mudança política na Madeira.

O demitido presidente
já não sabe o que fazer
para mudar a situação económica da Madeira

já não sabe o que fazer
para resolver os problema
que ele próprio criou
nos últimos 30 anos

E por isso,
coloca a fasquia eleitoral
numa altura impossível
para um projecto político caduco e cambaleante

E diz, se não saltar esta fasquia vou-me embora!

Ora, se haviam dúvidas sobre
como seria a sucessão no PSD,
aqui temos a resposta

O tiro de partida para a sucessão já foi dado,
e a única coisa certa é que o número 2 da lista
é o demitido vice-presidente.

Alguns estavam de férias,
e falharam o tiro de partida
Outros ainda nem perceberam o
que vai acontecer…

O que é certo é que nada ficará como dantes.

Passaram muitos anos!

As soluções que funcionaram no passado
já não são as soluções de hoje.

Não é com mais túneis
que a Madeira se desenvolve.

Não é com mais vias rápidas
que a Madeira crescerá

As obras já fizeram falta,
mas hoje já não são a solução para os problemas.

Mas o demitido presidente
está refém de um modelo
parece um trolha
que só tendo um martelo
pensa que todos os problemas são pregos
e se resolvem à martelada

Não é com mais cimento
que vamos vencer na
nova sociedade da informação e do conhecimento.

Mas é difícil explicar isto
a uma pessoa que nem sabe usar um computador.

Manter o modelo económico
baseado no investimento público,
na construção civil
e nos subsídios
não cria uma sociedade empreendedora, inovadora e criativa.

Uma sociedade amordaçada e subserviente
não tem hipóteses de sucesso na sociedade da informação.

Uma sociedade isolada
não consegue ter sucesso
na sociedade do conhecimento.

O demitido presidente
está a isolar a Madeira do país e do Mundo.

Ele já perdeu toda a credibilidade,
já não é solução, é o problema.

No mundo de hoje
onde precisamos trabalhar em equipa
para resolver os problemas
o Partido Socialista está em melhores condições
para governar a Madeira.

O Partido Socialista está preparado para governar a Madeira.

Mas para os Velhos do Restelo que possam duvidar,
não há melhor argumento
que analisar a baixa qualidade dos actuais governantes.

Imaginem, que neste momento de juízo final
vêem chegar a “barca do inferno”
carregadinha de Secretários Regionais
neste teatro à moda de Gil Vicente

Temos um Vice-Presidente que não tem
uma obra das sociedades de desenvolvimento
que se pague a si própria,
quando dizia que não iam custar nada à Região

Temos um Secretário do Ambiente
que só para funcionar necessita de um
gabinete com mais de 180 funcionários

Temos um Secretário do Turismo
que neste mandato acrescentou ZERO
a um sector em crise

Temos um Secretário das Finanças que
em vez de controlar gastos dá rédea solta

Temos um Secretário do Equipamento
que não tem uma obra dentro do orçamento inicial

Temos uma Secretária dos Assuntos Sociais
que em vez de resolver os problemas, sorri.

Não temos um Secretário da Educação.

Teria Gil Vicente encontrado nesta barca
alguma alma que valesse a pena salvar?

Não.
E a prova que nenhum destes governantes
foi competente é que, hoje,
nenhum deputa
do do PSD me irá questionardefendendo nenhum deles.

Aliás, se a escolha de secretários regionais
fosse feita por sorteio nesta casa teríamos
um governo melhor do que o agora está demitido.

Sr. Presidente
Senhoras e Senhores Deputados

A Madeira já mudou!

O PS está em condições de dar
Um novo rumo político e económico à Madeira

O Dr. Jacinto Serrão não tem clientelas ou
teias de interesses.

Com o PS,
a Madeira será muito mais
Responsável
Eficiente
e Justa

E, terminando por onde comecei,
o PS apenas tem de dizer a verdade
aos madeirenses.

E por isso, quando vierem dizer
que falta o papel higiénico nas escolas
por causa da Lei de Finanças Regionais
é preciso dizer que um dia de Jornal da Madeira
dá para 6 meses de papel higiénico
em todas as escolas da Madeira.

28 Fev 2008 O Adamastor segundo Camões
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Canto V – Os Lusiadas – Luis de Camões

Tão temerosa vinha e carregada,

Que pôs nos corações um grande medo;

Bramindo o negro mar, de longe brada

Como se desse em vão nalgum rochedo.

— “Ó Potestade, disse, sublimada!

Que ameaço divino, ou que segredo

Este clima e este mar nos apresenta,

Que mor cousa parece que tormenta?

Não acabava, quando uma figura

Se nos mostra no ar, robusta e válida,

De disforme e grandíssima estatura,

O rosto carregado, a barba esquálida,

Os olhos encovados, e a postura

Medonha e má, e a cor terrena e pálida,

Cheios de terra e crespos os cabelos,

A boca negra, os dentes amarelos.

Tão grande era de membros, que bem posso

Certificar-te, que este era o segundo

De Rodes estranhíssimo Colosso,

Que um dos sete milagres foi do mundo:

Com um tom de voz nos fala horrendo e grosso,

Que pareceu sair do mar profundo:

Arrepiam-se as carnes e o cabelo

A mi e a todos, só de ouvi-lo e vê-lo.

(Fala de Adamastor aos portugueses)

E disse: — “Ó gente ousada, mais que quantas

No mundo cometeram grandes cousas,

Tu, que por guerras cruas, tais e tantas,

E por trabalhos vãos nunca repousas,

Pois os vedados términos quebrantas,

E navegar meus longos mares ousas,

Que eu tanto tempo há já que guardo e tenho,

Nunca arados d’estranho ou próprio lenho:

- “Pois vens ver os segredos escondidos

Da natureza e do úmido elemento,

A nenhum grande humano concedidos

De nobre ou de imortal merecimento,

Ouve os danos de mim, que apercebidos

Estão a teu sobejo atrevimento,

Por todo o largo mar e pela terra,

Que ainda hás de sojugar com dura guerra.”

— “Sabe que quantas naus esta viagem

Que tu fazes, fizerem de atrevidas,

Inimiga terão esta paragem

Com ventos e tormentas desmedidas.

E da primeira armada que passagem

Fizer por estas ondas insofridas,

Eu farei d’improviso tal castigo,

Que seja mor o dano que o perigo.”

27 Fev 2008 7 anos – Buda do Afeganistao
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Faz hoje 7 anos que o regime Talibã que governava na altura no Afeganistão mandou destruir a estátua de Buda construída no século VI.

As estátuas estão a ser reconstruídas com o apoio da UNESCO. A lista do património mundial da UNESCO é imensa! Apesar de me poder considerar um previlegiado por já ter visitado mais de 50 locais Património Mundial, continua a faltar imenso para ver…

Ao ritmo actual e no tempo de vida que me resta, dificilmente conseguirei visitar todos…

27 Fev 2008 Vaticano quer homilias de 10 minutos
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Segundo o correspondente do jornal ABC em Roma, o Vaticano quer que as homilias tenham apenas 10 minutos e se limitar-se ao Evangelo do dia. A motivação parece ser não aborrecer os fieis…

Parece muito estranha esta posição… A declaração foi feita pelo número dois da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. Vamos ver se se confirma superiormente…

27 Fev 2008 A coerência do Partido da Terra

O Agostinho Soares publicou no Pode ser Liberdade o texto “A coerência do Partido da Terra” da conferência de imprensa sobre esse “movimento”.Diz o Agostinho Soares:

 

(…)
O Partido da Terra nunca teve existência na Madeira até que dois deputados, vindos do interior do PS-Madeira e desavindos com a Direcção partidária de então, decidiram candidatar-se por esse partido de Direita.

A passagem para o outro lado da política não espanta quem nunca esperou grandes gestos de dignidade desses senhores; não espanta quem se habituou a vê-los lutar internamente pelo poder;
(…)

Esta passagem sobre coerências fez-me lembrar de umas eleições concelhias em que fui candidato contra um desses “senhores”.
E lembrei-me de quem foi que apoiou esse “senhor” nessa disputa eleitoral… de quem é que criou um “código de conduta” para que nenhum voto “escapasse” daquela escolha eleitoral tão importante…

Enfim… memórias sobre coerências

27 Fev 2008 O emplastro dos debates políticos
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O jornalista Roquelino Ornelas opina aqui sobre o debate Zapatero vs Rajoy. Já tive a oportunidade de publicar a minha opinião aqui.

Acho que o comentário do jornalista é sintomático dos ossos do ofício… Achar que num debate político entre dois candidatos deve haver destaque para o jornalista é de morrer rir.

Até parece que os políticos precisam de jornalistas para produzir conteúdos… Os jornalistas servem para filtrar conteúdos pouco interessantes. Num debate em directo entre os dois principais candidatos a presidente do governo não existem conteúdos pouco interessantes!

Na maioria dos debates os jornalistas só introduzem ruído ou pior, como acontece na Madeira, servem para dificultar a passagem da mensagem com comentários ou observações que prejudicam mais do que ajudam.

A terceira pessoa só está ali como árbitro para garantir que as regras são cumpridas. Não é necessário ser um jornalista… até podia ser um juiz, um árbitro de futebol ou simplesmente alguem respeitado por ambos os intervenientes no debate.

A maioria dos jornalistas dos nossos dias não fazem mais do que os monjes copistas da idade média. Copiam as ideias para um novo formato, mas fazem pior do que os monjes porque fartam-se de introduzir incorrecções por não entenderem o que estão a copiar e não confirmarem as fontes.

27 Fev 2008 Cartas do Leitor
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Mentir, gamar e chupar

As águas mansas do arrependimento começam a arejar consciências. Aquele que, implicado com o poder, nunca mentiu, nunca gamou e nunca chupou “que atire a primeira pedra”. Perceberam já na corte o saque ao erário público que os plebeus já apregoam há anos. O comum madeirense já olha com indiferença o gamanço que se banalizou: gamar, mentir e chupar é já prática normal e quem não entra neste jogo é um pária. Como imaculado político do gamanço tarda em aparecer, atirem então a segunda pedra com força, peso e medida de forma a atingir os intocáveis gamões antes que o tempo os esqueça e antes que emigrem para o Brasil. O mínimo que se exige dos gamões é a devolução ao povo de tudo o que foi gamado do erário público nestes últimos anos. Devolvido o devido comecemos do zero. A partir dessa altura, a classe política será vista, pela população em geral, como uma classe altruísta, séria e honesta ao serviço das pessoas. Do zero chutaremos do poder o joio que embrulha os outros no embrulhado embrulho enovelado das leis para benefício próprio. Do zero, chutaremos o joio excessivamente racional que racionaliza tudo em números e mais números e mais (…). O joio que racionaliza tudo em previsões de forma a dominar os outros, adivinhar e determinar o futuro. Regras e produtividade, mas com dignidade.

A corrupção é uma tentação, algo que vem de fora do sujeito e, não encontrando “barreiras internas”, o corrompe. Como uma doença que rói o corpo de sistema imunológico debilitado a corrupção tem de ser tratada como uma doença da atitude. Não leis, códigos de ética, lei de incompatibilidades, punição que curam essa atitude doente. Exige um “tratamento” a outro nível, um “mergulho interior” e vassalagem a uma Entidade Superior. Exige admitir a futilidade do ser humano perante o universo. Futilidade na imensidão do espaço e futilidade na intemporalidade do tempo. Exige a consciência de uma dimensão longe da terra lamacenta e longe da carne putrefacta. Exige “ferramentas impalpáveis” de luta contra as tentações e que funcionem como anjos de espada em punho na defesa da dignidade humana. O “tratamento” para a corrupção não está nos consultórios convencionais nem nas leis em geral. Está na descoberta interior e também na aberta para o reconhecimento do outro como um ser diferente e inigualável. O “tratamento” para a corrupção está, ou deveria estar, nos locais de culto, independentemente do credo. A atitude crítica apoiada na e com o auxílio dessa Entidade é essencial para alcançar as “ferramentas de protecção”. Despertar consciências, entorpecidas e anestesiadas pelas “ondas banalizadoras” e pelas manipulações que inevitavelmente invadem o indivíduo e desperta nele a sede pelas coisas da terra e pelas coisas da carne, é um imperativo social. Muitos mestres, e o Mestre em especial, alumiaram.. O apelo do contributo de todos para a construção de uma sociedade melhor, foi um golpe cruel na dignidade de todos os que deram o exemplo de honestidade nesta terra e que estiveram à margem do gamanço nestes últimos anos. Quem, que em plena consciência, não deu e dá esse contributo? É um dever e é um direito. Esse apelo visou atirar areia para os olhos de quem?

A procissão ainda vai no adro. Poeiras de mudança pairam no ar, e porque sopram ventos muito fortes, teimam em não assentar no doentio paradigma existencial. Quantos cordeiros serão ainda necessários sacrificar para que cada ser humano desta pequena e linda terra não tenha a necessidade de atirar mais uma pedra seja lá para quem for? …

J. B. Côrte

Gatunos e chupistas

Enriquecem por meios pouco claros (…) abusam do poder, lançam boatos, ameaÇam e exploram
Data: 17-01-2008

Infelizmente, nos dias que correm, esta expressão do Gato Fedorento – “É tudo um bando de mentirosos, cambada de gatunos e chupistas!”- popularizou-se em Portugal para classificar os políticos.

É notório o crescente afastamento das pessoas da política, e inclusivamente do dever de participação cívica nos diferentes actos eleitorais.

Cada vez mais, os partidos têm menos militantes activos, e a descrença perante as diferentes propostas políticas é visível. Basta ouvir os inquéritos de rua sobre o tema, ou acompanhar a abstenção nos actos eleitorais.

A corrupção é noticiada e tendemos a generalizar dizendo que o partido X ou Y é corrupto.

Pois eu acredito que devemos desmistificar esta ideia, para bem da democracia e pela credibilidade da política, como meio de exercer o poder e ajudar o cidadão a construir uma sociedade melhor. É preciso acreditar que ainda não vivemos numa Cleptocracia.

O que é preciso dizer é que esta gente, os tais corruptos e ladrões, não são militantes ou pertencem ideologicamente a qualquer partido, pois, na verdade, a única política que advogam é a de encher o bolso e a de tratar dos seus interesses e ambições pessoais. Usam os partidos e o poder que os partidos lhes conferem para fazer tudo aquilo que repudiamos e não queremos. Enriquecem por meios pouco claros, usam o nome de pessoas, abusam do poder, lançam boatos, põe em causa a honra das pessoas, ameaçam e exploram para que ninguém lhes faça frente.

No entanto, devo afirmar com convicção que a maior parte dos militantes dos partidos políticos são pessoas honestas e que têm realmente um sonho: o de fazer parte de um projecto que traga mais desenvolvimento em todas as áreas, para si e para todos, no presente e no futuro desta sociedade.

No Partido Social Democrata, quando importantes mudanças se avizinham nos próximos anos, tendo em conta a possível saída do Dr. Alberto João Jardim, é natural que todos olhem para o futuro com apreensão.

Se temos algumas dúvidas sobre quem poderá suceder-lhe, no meu caso pessoal e no de muitos militantes sabemos exactamente quem NÃO queremos e contra quem lutaremos sempre.

Sabemos que contra alguns, que se intitulam de poderosos, não será fácil ganhar, mas a maior vitória é sem dúvida a tranquilidade na nossa consciência e de estarmos ali, nem que sejamos encarados como a “pedrinha no sapato”, que não mata mas mói, sempre a lutar por princípios e valores que ao longo destes anos nos ensinaram a respeitar.

Nunca terão unanimidades, nunca terão facilidades, nunca terão todos a abanar-lhes a cabeça. Como diz o poeta: “Há sempre alguém que resiste… há sempre alguém que diz Não.” E a esses eu direi sempre NÃO!

Sara André

Uma ‘carta do leitor’, assinada por J.B. Côrte e publicada na edição de hoje do DIÁRIO de Notícias da Madeira irritou o presidente do Governo Regional.

Alberto João Jardim alega estar perante “um contínuo lançamento de suspeições e insinuações não concretizadas e fundamentadas”, pelo que o Governo Regional, “absolutamente incompatível com este tipo de miserável estratégia política”, apresentou mais uma diligência junto do Ministério Público.

Na missiva enviada ao Procurador-Adjunto da República no Tribunal do Funchal, Jardim solicita ao Ministério Público que “se digne mandar proceder às averiguações justificadas pelo conteúdo do texto, o qual indicia estar o seu autor na posse de conhecimento de situações ilícitas”. Contudo, o líder madeirense admite que o autor possa ter recorrido a um mero artifício demagógico para derramar suspeitas e acusações generalizadas, o que na sua óptica “constitui ilegalidade que corresponsabiliza os responsáveis pelo referido diário”.

O DIÁRIO só publica cartas devidamente identificadas e não publica textos de origem desconhecida.

Ricardo Miguel Oliveira

Será que Alberto João Jardim irá também processar a deputada Sara André, por proferir decla
rações em tudo semelhantes às do Sr. J. B. Côrte?!Claro que não. Coerência nunca foi uma qualidade de AJJ.

26 Fev 2008 Síntese 3:53
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So pelas imagens aereas da Madeira já vale a pena instalar o plugin e ver o filme.
Quando estiver a ver o filme carregue no canto inferior direito para ver no ecran inteiro. Os filmes têm excelente qualidade!

 

26 Fev 2008 Outro artista também na Madeira
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26 Fev 2008 Artistas do ar na Madeira
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26 Fev 2008 Debate Zapatero Rajoy

Adorei o debate de hoje entre Zapatero e Rajoy na disputa eleitoral que se avizinha em Espanha. Ambos falaram com emoção e com empenho sobre as suas opções e sobre as opções do outro.

Foi um debate fantástico porque os intervenientes estavam de corpo e alma no debate. O moderador só intervinha minimamente. Era um frente a frente, olhos nos olhos. Um excelente espectáculo político e televisivo.

Neste debate acho que ficaram todos a ganhar, especialmente os espanhois.

25 Fev 2008 Ralph Nader na corrida presidencial
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Ralph Nader anunciou que será candidato independente nas eleições presidenciais.

Más notícias para os democratas. Nader roubará alguns votos à esquerda…

24 Fev 2008 Administração Pública mais magra
 |  Category: Política  | Comments off

O Ministro das Finanças disse na passada quinta-feira que nos últimos dois anos, o Governo da República conseguiu fazer diminuir a administração pública em 39 373 efectivos.

Sairam 60 964 e entraram 21 591, ou seja, cumpriu-se largamente o racio 2:1.

E na Madeira?

24 Fev 2008 Expresso das 24h – Financiamentos dos partidos
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O expresso da meia noite abordou esta semana o financiamento dos partidos.

Eu sou fã deste programa, mas confesso que esta semana foi uma grande desilusão.
Estou habituado a ver neste programa especialistas sobre os assuntos ou pessoas com experiência na área.
Neste semana foram convidados muito fracos. Não só não estavam a par do assunto como ainda por cima desconheciam a lei actualmente em vigor…

O Luis Delgado até teve a lata de dizer que não conhecia a Lei. E então ler a lei antes de ir a um debate televisivo…

Chegaram mesmo a sugerir que a lei portuguesa passasse a ter um registo rigoroso dos donativos, coisa que não só já existe, como a nossa legislação tem a obrigação dos donativos serem feitos por via bancaria (cheque ou transferencia) para garantir a origem.

Por outro lado, os convidados só falavam de generalidades e suposições sem qualquer conexão palpável com a realidade.

Falavam de riscos e de voltar ao financiamento pelas empesas, o que considero ser um retrocesso.
As empresas são dos sócios e não dos gestores. As empresas têm interesses, mas não têm opinião política unica porque são pessoas colectivas. Os sócios podem apoiar os partidos que entenderem…

Que convidados tão maus! Horrível! Será que as pessoas que podiam dizer coisas interessentes não estavam disponíveis para aceitar o convite por receio dos processos em curso da Entidade das Contas do Tribunal Constitucional? Ou será que quem fez os convites fez asneira?

23 Fev 2008 O comunicado da SEDES
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A SEDES fez um comunicado a dizer que o mundo vai ruir em Portugal.

Eu bem sei que a associação tem muitos ex-ministros e notáveis… mas sinceramente parece-me ser apenas muita gente cheia de SEDE.

22 Fev 2008 Discurso do Presidente do PS-Madeira
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Vale a pena ler o discurso do João Carlos Gouveia, Presidente do PS-Madeira, no período antes da ordem do dia e reproduzido no blog Pode Ser Liberdade do Agostinho Soares.

Vale a pena ler não só porque está muito bem escrito, mas também porque transmite uma leitura histórica muito interessante.

22 Fev 2008 Luis Filipe Malheiro sem nenhum post hoje?
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Luis Filipe Malheiro sem nenhum post hoje no ultraperiferias?

Será que este “dedidado” funcionário pago pelo erário público teve hoje mesmo de trabalhar e não pode passar o dia a fazer posts, como habitualmente?

22 Fev 2008 Ivo Silva – um sindicalista que me irrita
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São muito poucos, mas há sindicalistas que me irritam…