De vez em quando até o Luis Filipe Malheiro se escandaliza com o problema dos transportes marítimos para a Madeira.
Ver aqui:
http://ultraperiferias.blogspot.com/2008/02/combustveis-ser-mesmo.html
Archive for Fevereiro 8th, 2008
De vez em quando até o Luis Filipe Malheiro se escandaliza com o problema dos transportes marítimos para a Madeira.
Ver aqui:
http://ultraperiferias.blogspot.com/2008/02/combustveis-ser-mesmo.html
A declaração de Nilson Jardim é para mim surpreendente.
O Nilson Jardim nunca clarificou a sua passagem a independente, pelo que a declaração de hoje é para mim surpreendente.
Dizer que a passagem a independente foi por divergências com João Carlos Gouveia é para mim uma novidade. A versão que conhecia, nunca confirmada ou desmentida, era a das opções de vida pessoais.
Se a saída foi por divergência política muda completamente o cenário.
A resposta da direcção do PS-Madeira à notícia de ontem, através do Jaime Leandro, foi mostrar a BATNA (Best Alternative To a Non-Negociable Agreement).
A melhor alternativa para o PS se não houver um entendimento é a expulsão de Filipe Sousa.
Esta é uma batna eficaz para Filipe Sousa, porque ele é mesmo socialista e ser expulso seria algo muito violento para ele.
Não me parece que apresentar a BATNA seja a melhor opção para resolver o caso de Santa Cruz.
Filipe Sousa acredita numa solução com um candidato independente a liderar uma lista do PS. Já o disse anteriormente e tal foi recusado por João Carlos Gouveia.
Mas a posição de João Carlos Gouveia na defesa de um candidato-militante é incorente, por exemplo, quando convida publicamente o ex-vereador do PSD para ser candidato à Câmara do Funchal.
A solução para Santa Cruz passa pela discussão interna sobre o que é melhor para Santa Cruz e para o PS.
Jaime Leandro não deu um passo em frente para o diálogo, antes separou as águas apresentando duas visões inconciliáveis. Foi um erro! Não são as contingências da política, porque na política criam-se as contingências…
Ou muito me engano ou João Carlos Gouveia vem hoje a terreiro fazer uma declaração bombástica. O que dirá não sei… é sempre imprevisível, mas será bombástico.
Uma coisa é certa, se necessário, João Carlos Gouveia fará um combate interno como faz ao PSD – de arrasar e não ficar pedra sobre pedra… Feitios…
João Carlos Gouveia também é dos tais, como José António Cardoso, que não se encolhe perante as dificuldades evidentes e notórias. Se for para cair, “cairá como um castanheiro”.
http://www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn04010103080208
O Diário de Notícias noticia hoje que José António Cardoso foi convidado por um pequeno grupo a ser candidato independente.
Esta notícia preocupa-me mais do que a de ontem de Santa Cruz.
Antes de mais não acredito que seja um movimento “independentista” concertado. São duas movimentações totalmente separadas e com motivações diferentes, porque têm suporte em pessoas com perfis totalmente diferentes.
Enquanto Santa Cruz é um movimento que tenta pressionar o PS para uma mudança interna nas atitudes e forma de acção, a do Funchal é mais perigosa porque visa penalizar o PS numa espécie de vendetta.
José António Cardoso está desanimado porque as suas últimas candidaturas não fizeram emergir das profundezas uma onda de apoios como ele julgou que iria acontecer.
Como da primeira vez que ele foi eleito teve os votos sem praticamente nenhum esforço pessoal, ficou com a ideia que se conquistam votos internos com o estalar de dedos…
Sei perfeitamente do que falo porque fui dos poucos que esteve a angariar apoios para a candidatura dele e não para a candidatura da JS que depois apoiou Cardoso.
Mas a natureza própria de Cardoso faz com que duas palavras de Alegre ou meia duzia de incentivos na rua façam com que ele decida avançar com uma candidatura. Isso preocupa-me!
O Partido da Terra – Madeira também é capaz de entrar na onda, porque o objectivo principal do MPT é prejudicar o PS e não propriamente afirmar-se como força política.
A notícia diz também que o tal pequeno grupo era constituído por dois engenheiros, um sociólogo e um advogado, sendo aventado o nome de apenas dois deles.
Uma vez que fui vice-presidente do José António Cardoso e sou engenheiro, pode passar pela cabeça de alguém que eu esteja nesse grupo. Nada disso, jamais apoiaria uma candidatura contra o PS.
Aliás quem conhecer os meandros identifica imediatamente quem são as quatro pessoas…
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