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Archive for Fevereiro 18th, 2008

18 Fev 2008 Notícias do PS-Madeira
PS em campanha neste Domingo em Santa Maria Maior
18 Fev 2008 Sobre a auto-censura

Diz o Miguel Fonseca:
A AUTO-CENSURA É UM EXERCÍCIO EXTREMAMENTE DIFÍCIL E PENOSO

A minha questão é:
A auto-censura é uma violência moralmente aceitável?

A lei não permite o suicídio, não apenas pelo mal que é provocado ao próprio como pelo mal provocado à sociedade.

O mesmo se passa com a auto-mutilação…

E a auto-censura?

18 Fev 2008 Obama mania a alastrar

Basta que sim! Parece que a Obama mania está a alastrar…

http://bastaqsim.blogspot.com/2008/02/o-fenmeno-obama.html

Pelo menos o Miguel Fonseca já começou a por fotos do homem no blog…

Recomendo vivamente que vejam o video do Obama em 2004, quando ainda ninguém o conhecia…
http://melhor-do-que-o-teu.blogspot.com/2008/02/obama-em-2004.html

18 Fev 2008 Teoria da Informação
 |  Category: Informática  | 3 Comments

Um post com um título de teoria da informação pode falar de muitas coisas interessantes, mas este é sobre matemática. Vou tentar ser o menos aborrecido possível!

Que quantidade de informação tem uma frase? Muita? Pouca? Pode-se medir?

Os matemáticos dizem que sim e apesar das minhas resistências iniciais, depois de algumas explicações fiquei a concordar que sim – pode ser medido.

Dizem os matemáticos que a quantidade de informação mede-se em bits e podemos calculá-la em função da probabilidade de ocorrência.

A formula é… É neste momento que eu perco todos os leitores… Seja persistente… Faça-me um favor salte o parágrafo que se segue e continue no seguinte.

Se P for a probabilidade de um facto ocorrer. A quantidade de informação (medida em bits) necessária para transmitir essa informação é dada pelo produto de -P com o logaritmo de base 2 de P.

Tornando a coisa simples, temos a seguinte tabela que para cada probabilidade de ocorrência tem a quantidade de informação correspondente.

0% – 0,00 bits
10% – 0,33 bits
20% – 0,46 bits
30% – 0,52 bits
40% – 0,53 bits
50% – 0,50 bits
60% – 0,44 bits
70% – 0,36 bits
80% – 0,26 bits
90% – 0,14 bits
100% – 0,00 bits

A estes dados corresponde o seguinte gráfico:

O que é que isto significa? Para que é que isto serve?

Imaginem que uma pessoa pergunta à outra: “Já jantaste?”

Se as únicas hipóteses de resposta forem “Sim” e “Não” e se quer uma, quer outra tiverem a mesma probabilidade de ocorrer (50% / 50%). Então para transmitir a resposta sobre um canal de comunicação existe uma medida, que se chama entropia, e que mede o grau de incerteza. A quantidade de informação necessária para transmitir esta resposta é 0,5 bits para a primeira alternativa e outro tanto para a segunda alternativa, logo precisamos de 1 bit.

Se, no entanto, uma pessoa perguntar “Já jantaste?”, mas ambos quer o emissor, quer o receptor souberem que a probabilidade de a resposta ser sim é de 90% e a probabilidade de a resposta ser não é de apenas 10%, então, aplicando o mesmo raciocínio a entropia desta resposta é de apenas 0,47 bits (0,14+0,33).

Complicando um pouco… se existissem 4 alternativas de resposta:
A – sim
B – não
C – já comi qualquer coisa, mas não me considero jantado
D – comi qualquer coisa, mas não me apetece mais nada

E se todas as quatro alternativas tivessem uma probabilidade de 25%, então seria necessários 2 bits para transmitir a resposta (0,5+0,5+0,5+0,5).

Num outro exemplo, se as probabilidades fossem as seguintes:

A – 40%
B – 30%
C – 20%
D – 10%

Então a quantidade de informação necessária para transmitir a mensagem é 1,85 bits (0,53+0,52+0,46+0,33).

Como se pode ver quer no exemplo com 2 alternativas de resposta, quer no de 4 alternativas de resposta, quanto mais sabemos sobre o que será a resposta menor a quantidade de informação que é necessário transmitir. Pelo contrário, se todas as respostas tiverem a mesma probabilidade, então estamos no pior caso e necessitamos de mais bits.

Se ainda está a ler este post, dou-lhe os meus parabéns!

O que provavelmente ainda não percebeu é para que é que isto serve.

Já alguma vez ouviu falar em compressão de dados? Aqueles ficheiros zip que fazem com que um ficheiro ocupe menos espaço sem perder a informação? Como é que acha que se faz isso? Com os conhecimento da teoria da informação…

Vejamos um exemplo prático de compressão de dados.

Suponhamos a seguinte sequência de letras: ABRACADABRA.

Se estivermos a enviar esta mensagem pela Internet sem qualquer compressão utilizamos 8 bits para cada letra. São 8 bits porque convencionou-se uma tabela com 256 (2^8) caracteres e para cada combinação dos 8 bits corresponde uma letra ou símbolo pré-convencionada (chama-se tabela ASCII).

Logo, enviar os 11 caracteres da mensagem ABRACADABRA são necessários 88 bits (11×8).
Mas se o emissor e o receptor souberem mais coisas então é possível comprimir esta informação.
Por exemplo, se soubermos que apenas são utilizadas as letras A B R C e D então, como existem apenas 5 alternativas, podemos utilizar apenas 3 bits para dizer que letra se segue. Assim, já só necessitamos de 33 bits para transmitir a mesma mensagem, em vez dos 88 bits iniciais.

Mas podemos saber mais coisas… Se repararmos bem na mensagem ABRACADABRA podemos saber que depois de um A pode surgir um B, um C, um D ou o fim da mensagem. Mas que depois de um B vem sempre um R. E que depois de um R vem sempre um A.
Se soubermos isto tudo, então apenas precisamos de enviar a mensagem dividida em apenas 4 alternativas: ABR AC AD e A (fim da mensagem).

ABR AC AD ABR A (fim da mensagem)

Para simplificar, se as 4 alternativas tiverem a mesma probabilidade, como no exemplo acima, então necessitamos de 0,5 bits por cada um destes blocos, logo 2,5 bits no total (5×0,5), em vez dos 88 bits iniciais.

Obviamente que estou a simplificar em demasia o que faz na realidade um compressor de dados. O compressor procura padrões de repetição, zonas com determinadas densidades de ocorrências e com base nessas “descobertas” tem de não só codificar a mensagem, como enviar de forma compacta a informação dos padrões que encontrou.

Se conseguiu ler este post até ao fim dou-lhe os meus parabéns.
Faça um comentário para que fique registada a façanha… :-

18 Fev 2008 Kosovo – outra vez a brincar

Recomendo vivamento o filme Underground do Emir Kusturica de 1995.

http://www.imdb.com/title/tt0114787/

Este filme é uma paródia à história recente da Jugoslávia, onde se inclui o Kosovo, e é um fartote de rir.

É também um filme que faz pensar nos governantes loucos e megalómanos que andam por aqui perto e pelo mundo.

18 Fev 2008 Kosovo – um pouco mais a sério

O Kosovo coloca um problema muito grave por existir uma resolução das nações que não autoriza a sua existência como estado.

Obviamente pode existir uma nova resolução, mas o arcaico sistema de veto no Conselho de Segurança dá à China e à Russia o poder de veto.

Se o Kosovo for reconhecido, como vai ser, a ONU sofre mais um golpe fatal!

Bom… fatal talvez não porque gostamos de manter as aparências… foi um ippom, como se diria nos desportos de combate. Um golpe perfeito que sela a derrota do adversário. Um ippom pode ser conseguido pela mestria do golpe ou por conseguir manter o adversário imobilizado por um período longo… É o que se passa com a ONU…

18 Fev 2008 Kosovo – nasceu um novo estado

Nasceu ontem (17/Fevereiro) um novo Estado – o Kosovo.

Foi um parto difícil e sangrento, mas já nasceu. Os meus parabens à mãe Albania e ao pai Serbia.

Dou os parabens ao pai, apesar deste ser pai a contragosto e tivesse preferido o aborto desde o início.

Serbia continua a dizer que o Kosovo é sua semente, é o seu berço. Mas não o aceita como um novo ser com personalidade própria.

O pai Serbia já ameaçou! Agarrem-me senão eu mato… A avó Russia apesar de desdentada também vociferou com a força que lhe resta a apoiar este seu enteado.

Muita gente, da família e não só, tem dito que isto não é maneira de gerar filhos! Todos têm as suas próprias razões para achar que este rebento vem ao mundo ferida de imoralidade…

A avó Russia tem um problema similar com um feto chamado Tchechénia que a velha tem conseguido manter no ventre com ardilosos truques com as pernas.

A tia-avó China tem uma filha rebelde e formosa, que se chama Taiwan, e que gosta de coisas estrangeiras, apesar de ser nacionalista.

A vizinha Espanha vive num albergue espanhol, sobretudo com a filha Barcelona e o filho Euskadi, que tem um irmão gémeo a viver em França.

O vizinho Chipre tem dois filhos, e apesar de continuarem a viver ambos naquela casa apertada, um namora com a vizinha Grécia e outro com vizinha Turquia. As vizinhas não se podem ver e não perdem uma oportunidade de cortar na casaca uma da outra.

Enfim… Dizem que se vão reunir todos na Aldeia Unida para ver o que fazem com a criança.

Ainda se a mãe Albania tivesse condições para educar a criança, mas coitada da desgraçada viveu de 1944 a 1991 sob o regime ditatorial da Democracia Popular (o regime preferido da UDP) e ainda sofre as consequências desses tempos…

Vamos lá ver se a tia Europa e o tio Sam emigrado nos Estados Unidos, conseguem arranjar comida e afecto para evitar que este estado nascituro seja alvo de um infanticídio.

18 Fev 2008 Um Cavaco no Rio Jordão
 |  Category: Política  | One Comment

Cavaco Silva em visita à Jordania, foi visitar o lamaçento Rio Jordão onde cristo foi baptizado.
Então disse: “Então foi aqui que começou o cristianismo. Estou emocionado.”

Até podia estar emocionado, mas tinha a mesma expressão facial de uma colher de pau.

A jornalista ainda perguntou a Cavaco se ele não queria levar um pouco da água amarela do Rio Jordão, mas nicles… Cavaco não tem jeito para isto… Não é peixe para estas águas…

Podia ter apanhado boleia de um elefante ou hipopótamo e passear dentro do Rio Jordão e esparramado água para as câmaras, como teria feito Soares.

Podia ter feito uma corrida matinal ao longo do Mar da Galileia ou mesmo até Jerusalém que ficam “só” a 45 Km, como faria Sócrates.

Podia ter dissertado em várias línguas sobre a problematica do médio oriente, como teria feito Durão Barroso. Isso ainda podia saber a cherne…

Mas não, este Cavaco não sabe a nada, não diz uma piada, não diz uma ideia interessante, não faz uma referência histórica interessante. Tenta sorrir mas isso parece um esforço sobrenatural. Toda esta falta de empatia só me faz lembrar a cena do bolo rei e a visita ao Pulo do Lobo no Alentejo profundo.

Mas que representante de Portugal foram os portugueses escolher… e pensar que ainda faltam 9 anos para terminar o mandato…