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Archive for Fevereiro 27th, 2008

27 Fev 2008 7 anos – Buda do Afeganistao
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Faz hoje 7 anos que o regime Talibã que governava na altura no Afeganistão mandou destruir a estátua de Buda construída no século VI.

As estátuas estão a ser reconstruídas com o apoio da UNESCO. A lista do património mundial da UNESCO é imensa! Apesar de me poder considerar um previlegiado por já ter visitado mais de 50 locais Património Mundial, continua a faltar imenso para ver…

Ao ritmo actual e no tempo de vida que me resta, dificilmente conseguirei visitar todos…

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27 Fev 2008 Vaticano quer homilias de 10 minutos
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Segundo o correspondente do jornal ABC em Roma, o Vaticano quer que as homilias tenham apenas 10 minutos e se limitar-se ao Evangelo do dia. A motivação parece ser não aborrecer os fieis…

Parece muito estranha esta posição… A declaração foi feita pelo número dois da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos. Vamos ver se se confirma superiormente…

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27 Fev 2008 A coerência do Partido da Terra

O Agostinho Soares publicou no Pode ser Liberdade o texto “A coerência do Partido da Terra” da conferência de imprensa sobre esse “movimento”.Diz o Agostinho Soares:

 

(…)
O Partido da Terra nunca teve existência na Madeira até que dois deputados, vindos do interior do PS-Madeira e desavindos com a Direcção partidária de então, decidiram candidatar-se por esse partido de Direita.

A passagem para o outro lado da política não espanta quem nunca esperou grandes gestos de dignidade desses senhores; não espanta quem se habituou a vê-los lutar internamente pelo poder;
(…)

Esta passagem sobre coerências fez-me lembrar de umas eleições concelhias em que fui candidato contra um desses “senhores”.
E lembrei-me de quem foi que apoiou esse “senhor” nessa disputa eleitoral… de quem é que criou um “código de conduta” para que nenhum voto “escapasse” daquela escolha eleitoral tão importante…

Enfim… memórias sobre coerências

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27 Fev 2008 O emplastro dos debates políticos

O jornalista Roquelino Ornelas opina aqui sobre o debate Zapatero vs Rajoy. Já tive a oportunidade de publicar a minha opinião aqui.

Acho que o comentário do jornalista é sintomático dos ossos do ofício… Achar que num debate político entre dois candidatos deve haver destaque para o jornalista é de morrer rir.

Até parece que os políticos precisam de jornalistas para produzir conteúdos… Os jornalistas servem para filtrar conteúdos pouco interessantes. Num debate em directo entre os dois principais candidatos a presidente do governo não existem conteúdos pouco interessantes!

Na maioria dos debates os jornalistas só introduzem ruído ou pior, como acontece na Madeira, servem para dificultar a passagem da mensagem com comentários ou observações que prejudicam mais do que ajudam.

A terceira pessoa só está ali como árbitro para garantir que as regras são cumpridas. Não é necessário ser um jornalista… até podia ser um juiz, um árbitro de futebol ou simplesmente alguem respeitado por ambos os intervenientes no debate.

A maioria dos jornalistas dos nossos dias não fazem mais do que os monjes copistas da idade média. Copiam as ideias para um novo formato, mas fazem pior do que os monjes porque fartam-se de introduzir incorrecções por não entenderem o que estão a copiar e não confirmarem as fontes.

27 Fev 2008 Cartas do Leitor

Mentir, gamar e chupar

As águas mansas do arrependimento começam a arejar consciências. Aquele que, implicado com o poder, nunca mentiu, nunca gamou e nunca chupou “que atire a primeira pedra”. Perceberam já na corte o saque ao erário público que os plebeus já apregoam há anos. O comum madeirense já olha com indiferença o gamanço que se banalizou: gamar, mentir e chupar é já prática normal e quem não entra neste jogo é um pária. Como imaculado político do gamanço tarda em aparecer, atirem então a segunda pedra com força, peso e medida de forma a atingir os intocáveis gamões antes que o tempo os esqueça e antes que emigrem para o Brasil. O mínimo que se exige dos gamões é a devolução ao povo de tudo o que foi gamado do erário público nestes últimos anos. Devolvido o devido comecemos do zero. A partir dessa altura, a classe política será vista, pela população em geral, como uma classe altruísta, séria e honesta ao serviço das pessoas. Do zero chutaremos do poder o joio que embrulha os outros no embrulhado embrulho enovelado das leis para benefício próprio. Do zero, chutaremos o joio excessivamente racional que racionaliza tudo em números e mais números e mais (…). O joio que racionaliza tudo em previsões de forma a dominar os outros, adivinhar e determinar o futuro. Regras e produtividade, mas com dignidade.

A corrupção é uma tentação, algo que vem de fora do sujeito e, não encontrando “barreiras internas”, o corrompe. Como uma doença que rói o corpo de sistema imunológico debilitado a corrupção tem de ser tratada como uma doença da atitude. Não leis, códigos de ética, lei de incompatibilidades, punição que curam essa atitude doente. Exige um “tratamento” a outro nível, um “mergulho interior” e vassalagem a uma Entidade Superior. Exige admitir a futilidade do ser humano perante o universo. Futilidade na imensidão do espaço e futilidade na intemporalidade do tempo. Exige a consciência de uma dimensão longe da terra lamacenta e longe da carne putrefacta. Exige “ferramentas impalpáveis” de luta contra as tentações e que funcionem como anjos de espada em punho na defesa da dignidade humana. O “tratamento” para a corrupção não está nos consultórios convencionais nem nas leis em geral. Está na descoberta interior e também na aberta para o reconhecimento do outro como um ser diferente e inigualável. O “tratamento” para a corrupção está, ou deveria estar, nos locais de culto, independentemente do credo. A atitude crítica apoiada na e com o auxílio dessa Entidade é essencial para alcançar as “ferramentas de protecção”. Despertar consciências, entorpecidas e anestesiadas pelas “ondas banalizadoras” e pelas manipulações que inevitavelmente invadem o indivíduo e desperta nele a sede pelas coisas da terra e pelas coisas da carne, é um imperativo social. Muitos mestres, e o Mestre em especial, alumiaram.. O apelo do contributo de todos para a construção de uma sociedade melhor, foi um golpe cruel na dignidade de todos os que deram o exemplo de honestidade nesta terra e que estiveram à margem do gamanço nestes últimos anos. Quem, que em plena consciência, não deu e dá esse contributo? É um dever e é um direito. Esse apelo visou atirar areia para os olhos de quem?

A procissão ainda vai no adro. Poeiras de mudança pairam no ar, e porque sopram ventos muito fortes, teimam em não assentar no doentio paradigma existencial. Quantos cordeiros serão ainda necessários sacrificar para que cada ser humano desta pequena e linda terra não tenha a necessidade de atirar mais uma pedra seja lá para quem for? …

J. B. Côrte

Gatunos e chupistas

Enriquecem por meios pouco claros (…) abusam do poder, lançam boatos, ameaÇam e exploram
Data: 17-01-2008

Infelizmente, nos dias que correm, esta expressão do Gato Fedorento – “É tudo um bando de mentirosos, cambada de gatunos e chupistas!”- popularizou-se em Portugal para classificar os políticos.

É notório o crescente afastamento das pessoas da política, e inclusivamente do dever de participação cívica nos diferentes actos eleitorais.

Cada vez mais, os partidos têm menos militantes activos, e a descrença perante as diferentes propostas políticas é visível. Basta ouvir os inquéritos de rua sobre o tema, ou acompanhar a abstenção nos actos eleitorais.

A corrupção é noticiada e tendemos a generalizar dizendo que o partido X ou Y é corrupto.

Pois eu acredito que devemos desmistificar esta ideia, para bem da democracia e pela credibilidade da política, como meio de exercer o poder e ajudar o cidadão a construir uma sociedade melhor. É preciso acreditar que ainda não vivemos numa Cleptocracia.

O que é preciso dizer é que esta gente, os tais corruptos e ladrões, não são militantes ou pertencem ideologicamente a qualquer partido, pois, na verdade, a única política que advogam é a de encher o bolso e a de tratar dos seus interesses e ambições pessoais. Usam os partidos e o poder que os partidos lhes conferem para fazer tudo aquilo que repudiamos e não queremos. Enriquecem por meios pouco claros, usam o nome de pessoas, abusam do poder, lançam boatos, põe em causa a honra das pessoas, ameaçam e exploram para que ninguém lhes faça frente.

No entanto, devo afirmar com convicção que a maior parte dos militantes dos partidos políticos são pessoas honestas e que têm realmente um sonho: o de fazer parte de um projecto que traga mais desenvolvimento em todas as áreas, para si e para todos, no presente e no futuro desta sociedade.

No Partido Social Democrata, quando importantes mudanças se avizinham nos próximos anos, tendo em conta a possível saída do Dr. Alberto João Jardim, é natural que todos olhem para o futuro com apreensão.

Se temos algumas dúvidas sobre quem poderá suceder-lhe, no meu caso pessoal e no de muitos militantes sabemos exactamente quem NÃO queremos e contra quem lutaremos sempre.

Sabemos que contra alguns, que se intitulam de poderosos, não será fácil ganhar, mas a maior vitória é sem dúvida a tranquilidade na nossa consciência e de estarmos ali, nem que sejamos encarados como a “pedrinha no sapato”, que não mata mas mói, sempre a lutar por princípios e valores que ao longo destes anos nos ensinaram a respeitar.

Nunca terão unanimidades, nunca terão facilidades, nunca terão todos a abanar-lhes a cabeça. Como diz o poeta: “Há sempre alguém que resiste… há sempre alguém que diz Não.” E a esses eu direi sempre NÃO!

Sara André

Uma ‘carta do leitor’, assinada por J.B. Côrte e publicada na edição de hoje do DIÁRIO de Notícias da Madeira irritou o presidente do Governo Regional.

Alberto João Jardim alega estar perante “um contínuo lançamento de suspeições e insinuações não concretizadas e fundamentadas”, pelo que o Governo Regional, “absolutamente incompatível com este tipo de miserável estratégia política”, apresentou mais uma diligência junto do Ministério Público.

Na missiva enviada ao Procurador-Adjunto da República no Tribunal do Funchal, Jardim solicita ao Ministério Público que “se digne mandar proceder às averiguações justificadas pelo conteúdo do texto, o qual indicia estar o seu autor na posse de conhecimento de situações ilícitas”. Contudo, o líder madeirense admite que o autor possa ter recorrido a um mero artifício demagógico para derramar suspeitas e acusações generalizadas, o que na sua óptica “constitui ilegalidade que corresponsabiliza os responsáveis pelo referido diário”.

O DIÁRIO só publica cartas devidamente identificadas e não publica textos de origem desconhecida.

Ricardo Miguel Oliveira

Será que Alberto João Jardim irá também processar a deputada Sara André, por proferir decla
rações em tudo semelhantes às do Sr. J. B. Côrte?!Claro que não. Coerência nunca foi uma qualidade de AJJ.