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Archive for Março 4th, 2008

04 Mar 2008 Howard Dean – Chairman do Partido Democrata

Howard Dean é o chairman do Partido Democrata, o equivalente ao líder do Partido. Desconhecido? Sim, porque na política americana os políticos são eleitos uninominalmente, logo têm legitimidade própria, pelo que o líder do partido não é tão importante como nas democracias Europeias em que o líder tem na prática mais poder.

Eu preferiria que Portugal e a Europa adoptassem um modelo de eleição uninominal, sendo corrigido por um círculo de compensação para garantir a proporcionalidade.
Um destes dias ei de escrever neste blog sobre qual seria o sistema eleitoral que considero mais interessante.

Mas o que me leva a fazer este post é reportar o que vi na entrevista de Howard Dean à CNN.
Muita tinta tem sido gasta a falar da legitimidade do voto dos delegados inerentes à convenção, dos possíveis acordos para que os votos dos estados “rebeldes” contem, de haver a necessidade de uma intervenção do DNC (Democratic National Commitee) para forjar um acordo antes da Convenção. Muitos têm pedido que Howard Dean intervenha… Eu também contribui para essas discussões aqui, aqui, aqui e aqui.

Ontem, Dean finalmente falou sobre o assunto. Afirmou que regras são regras e que não se alteram as regras depois de iniciar a disputa eleitoral. Disse que todos sabiam que existiam delegados inerentes com direito livre a voto. Disse que todos sabiam que os estados da Florida e Michigan não elegeriam delegados à convenção depois de terem antecipado a data das primárias. Disse que não iria mexer uma palha no processo porque a decisão era dos eleitores.

Fica bem ao chairman reafirmar os princípios, mas se Hillary tiver esta noite as vitórias que anseia (acho improvável) e voltar a deixar a corrida em aberto, Dean terá de engolir o que ontem disse, render-se à real politic e assumir o seu papel de mediador…

04 Mar 2008 Zapatero promete criar 1.2 milhões de empregos

Os 150 mil empregos que o Sócrates prometeu na campanha têm dado muito que falar… e ainda vão dar mais que falar porque o Governo da República vai conseguir cumprir esse objectivoe ter esse trunfo eleitoral no final do mandato!

Espanha tem mais população que Portugal! Tem 40 milhões de habitantes e nós “apenas” 10 milhões, logo 4 vezes maior.
Zapatero prometeu 1200 mil empregos em Espanha com particular enfoque nas mulheres… até fiz rewind para ter a certeza que ouvi bem… 1,2 milhões de empregos é uma brutalidade!

É um objectivo duas vezes maior do que o objectivo de Portugal tendo em conta a diferença de população… Arrojado!

04 Mar 2008 Tiros de calor para controlar manifestantes
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Os americanos criaram uma nova arma para controlar manifestantes violentos. Em vez de mandar jantos de água ou gás lacrimogénio ou bastonadas, os americanos propõe agora uma arma que imite raios invisíveis que criam um calor insuportável no corpo dos manifestantes.

Parece-me que esta arma tem um problema de interface homem – máquina. É que como os raios não se veêm, os manifestantes sentem o incómodo insuportável do calor e têm que se afastar mas podem não perceber que é a polícia que o está a provocar… o que pode ser contraproducente.

Uma coisa é certa, com os raios de calor as televisões não poderão transmitir as imagens sempre incómodas das bastonadas, jactos de água ou gás lacrimogénio. Esta é uma arma de controlo de manifestantes mais “limpa”. O máximo que as TV poderão captar em imagens é os manifestantes terem um ar meio aparvalhado quando são atingidos pelo calor e fugirem… o ar aparvalhado que se pode ver no filme acima não abona para a credibilidade dos manifestantes. :-)

04 Mar 2008 A frase mortal de Zapatero

Ontem, no segundo e último debate para as Legislativas Espanholas, Zapatero disse uma frase mortal para Rajoy: “Que política de combate ao terrorismo prefere Sr. Rajoy. A dos 4 anos deste mandato com 4 mortes do terrorismo da ETA ou a dos 4 anos do mandato anterior [quando governou o PP] com 238 mortos?”

Já tinha escrito nos comentários ao debate anterior que a estratégia de Rajoy de contestar fortemente o diálogo com a ETA não tinha grande hipótese de sucesso. Zapatero disse a frase mortal e na minha opinião foi isso que lhe deu a vitória num debate em que Rajoy até começou melhor.