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Archive for ◊ Outubro, 2008 ◊

31 Out 2008 História de Vida do Barack Obama

Gostava de vos propor um pequeno teste: Quantas vezes se emocionam ao ver este filme sobre a vida de Barack Obama?

Obtido da Obama TV – http://www.barackobama.com/tv/
A primeira grande campanha do século XXI que tirou partido da tecnologia web 2.0 como nenhuma antes.

28 Out 2008 A vovó Manuela começou a falar
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Manuel Ferreira Leite já conseguiu desprender-se do neto e esta semana começou a falar!

Ainda bem! É que quando estava calada ainda podia haver quem pensasse que estava a preparar medidas fantásticas para a crise. Afinal as suas medidas são ser contra o que o PS apresentar.

O PS propõe manter os investimentos públicos estratégicos.
Manuela quer parar tudo e diz ser contra todas as obras em que seja necessário recorrer ao crédito.

O PS propõe aumentar o salário mínimo.
Manuela diz que se estivesse no lugar de Sócrates não faria.

O PS propõe um orçamento que contém o aumento dos custos.
Manuela diz que o orçamento é uma fantasia, mas faz propostas para o orçamento que custariam 1450 milhões de euros!

O PS prevê um crescimento de 0,6% do PIB.
Manuela diz que é fantasia… no máximo será 0,3% do PIB.

Santana Lopes anda por aí disponível para ser candidato a Lisboa.
Manuela não confirma nem desmente… diz que seria ridículo a um ano de eleições estar a definir candidaturas…

Até o Alberto João Jardim que dizia que no início de 2009 era necessário tirar de lá a Manuela e ir ele para o lugar dela… Já vem agora concertar a agenda para 2009 com o secretário-geral nacional e dizer que fica para Março… Contrariando a mensagem anteriormente transmitida…

Estou gostando do nível de disparates! Força Manuela! Por este andar ainda és capaz de ser pior candidata a Primeiro-Ministra do que o Santana Lopes e do que o Alberto João.

28 Out 2008 Sem vergonha na cara
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Ora, muito bem dito pelo Sérgio Rodrigues!

Alberto João Jardim recebe na Quinta Vigia o secretário geral do PSD para discutir a estratégia partidária para o próximo ano.

O Alberto diz que o Primeiro Ministro não tem sentido de Estado… Ora aqui se vê quem não sabe distinguir o que é partido e o que é cargo público.

28 Out 2008 Phallus maderensis
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O blog dos Amigos do Parque Ecológico trás-nos uma boa notícia:
Foi descoberto um novo fungo com forma e nome sugestivo: Phallus maderensis!

Isto só me faz lembrar aquela anedota da jovenzinha que ia para a floresta apanhar cogumelos… um cogumelo trálálá, dois cogumelos trálálá, três cogumelos… três cogumelos… GRRRRRRNNNH! TRÊS COGUMELOS TRÁLÁLÁ!

Não só é uma mais-valia para a ciência como já estou a imaginar o potencial turístico e económico de vender esta espécie de fungo como recordação! Uma verdadeira mina de ouro! :-)

26 Out 2008 Política no Século XXI
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O Francisco Castelo Branco no Olhar Direito lança 5 perguntas interessantes:

1. Estarão os partidos demasiado fechados?
2. Haverá espaço para mais partidos?
3. Que tipo de intervenção civica poderá funcionar?
4. Haverá espaço para os independentes serem deputados?
5. O que mudar? e como mudar?

Aqui vão as minhas respostas:

R1.
Os partidos estão abertos à participação, mas são poucos os cidadãos interessados em participar.
Penso que os cidadãos estão pouco interessados em participar:
a) Por perguiça! Participar politicamente dá trabalho, ao contrário do que muitos julgam.
b) Debater e chegar a consensos é mais difícil do que refugiar-se na opinião própria que não necessita ser confrontada ou validada com a opinião dos outros. Debater em família, com amigos ou no café não é a mesma coisa do que debater nos partidos onde além de existirem pessoas melhor preparadas também se têm de encontrar soluções para os problemas e não apenas dizer que os políticos não estão a fazer mal isto e aquilo… É preciso ter prioridades, ter soluções globalmente coerentes e exequíveis…
c) A política e os políticos não gozam de boa imagem pública, o que não favorece a participação dos cidadãos.

R2.
Existem imensos partidos e podem ser criados muitos mais.
Não me parece que os novos partidos consigam afirmar-se porque é muito difícil conquistar espaço na comunicação social e ganharem a atenção e respeito dos eleitores maioritariamente desatentos e desinteressados.
A maioria dos novos partidos que surgiram em Portugal com algum sucesso relativo aconteceram por dissidência em relação a grandes partidos ou por inspiração em altos dirigentes em funções. Veja-se o caso do Partido Renovador Democrático (inspirado em Ramalho Eanes) e na Madeira o Partido da Nova Democracia (dissidentes do CDS/PP) e Partido da Terra (dissidentes do PS).
Penso que no tempo actual em que não existem posicionamentos ideológicos muito marcados e distintos é difícil marcar a diferença com novos partidos. É mais fácil que políticos com especiais qualidades consigam destacar-se nos maiores partidos do que criarem partidos de raiz com sucesso eleitoral.
A existência de uma estrutura humana torna o funcionamento de um partido muito mais fácil…
Os novos partidos não têm historicamente conseguido resultados sustentados ao longo do tempo… a ver vamos…

R3.
Os blogs são uma excelente intervenção cívica! É livre e é proporcional à disponibilidade de cada interveniente.
Eu penso que com o crescimento da utilização de blogs e a difusão dos leitores de feeds, os blogs serão uma das principais fontes de debate político.
O acesso a outros meios como rádio e televisão é muito restrito às figuras públicas… que normalmente só o são após terem desempenhado funções públicas por via dos partidos. Ou alternativamente, são jornalistas no fim/topo de carreira que já têm o à vontade de dizer o que pensam…
Por outro lado, porque a comunicação social procura a diferença e não a consonância, tendem a ser convidados para os espaços públicos de comentário político os políticos que já tendo desempenhado funções tenham maior probabilidades de serem críticos em relação ao partido que representaram.
Raramente políticos alinhados com as posições oficiais dos partidos mantêm espaços de participação pública por tempos longos.

R4.
Vários partidos têm apresentado independentes nas suas listas ao longo dos tempos com resultados diversos.

Muitos independentes acabam por se tornar militantes depois de conhecerem como funcionam os partidos e de sentirem a necessidade de serem militantes para terem acesso a outros espaços de debate, de participação e cargos executivos no interior dos partidos que só são acessíveis a militantes.
Penso que o que mais incomoda os independentes são as regras de disciplina interna, que na prática se resumem a: 1) Discutir internamente e não na praça pública as divergências. 2) Após debatida e aprovada por maioria uma linha política é dever do militante apoia-la (ou não se opor a ela publicamente) para não prejudicar a imagem pública do partido.

Noutros casos os independentes acabam por cumprir apenas um ou dois mandatos e deixar a política – ou mudar de partido.

Agora a questão pode ser vista num outro prisma: pode o sistema político funcionar sem partidos?
A minha resposta a essa pergunta dou-a na pergunta seguinte.

R5.
O que mudar? Como mudar?

A mudança decisiva só acontecerá se existir vontade por parte dos cidadãos em participarem na discussão do seu futuro colectivo. Sem isso todas as mudanças são mais difíceis.

Existem muitas outras mudanças possívels, mas todas elas passam por alterações no sistema político/eleitoral ou no sistema de funcionamento dos partidos.

Eis, sucintamente, algumas das mudanças possíveis que não me importaria nada de ver implementadas:

A – Círculos uninominais

Os círculos uninominais são círculos em que apenas é eleito um membro por oposição ao sistema de listas. Com círculos uninominais aumenta a relação eleitor-eleito.
No entanto, os círculos uninominais tendem a dar aos eleitos um peso específico próprio, o que dificulta a geração de consensos no interior dos partidos e a apresentação de propostas únicas e claras por parte dos partidos.
Também terão maior sucesso os políticos mediáticos/mais conhecidos. Pela minha experiência, ser mais conhecido não é sinónimo de ser mais conhecedor, mais trabalhador, mais eficiente, melhor comunicador, etc. Os partidos, pelo menos os grandes partidos, demoram algum tempo até trazer ao público os novos valores que surgem no seu interior…

Desde que exista um círculo de compensação suficientemente grande, a existência de círculos eleitorais pode ser uma solução interessante.

O PS a nível nacional já esteve muito interessado em implementar essa via mas agora está menos empenhado nisso.

B – Primárias nos partidos

As primárias nos partidos consistem em fazer aprovar em voto interno nos partidos em sistemas mais ou menos universais os candidatos antes de os apresentar como candidatos do partido.
Os PS e o PSD já escolhem os seus líderes por voto directo e universal de todos os seus militantes (com quotas em dia).
O sistema pode ser alargado a todos os cargos que o Partido pode indicar.
Se em relação ao líder não existem hoje grandes dúvidas em relação à sua aplicação, já em relação aos demais cargos existem grandes resistências.
Essas resistências acontecem por 3 razões:
- O poder do líder nos partidos advém em grande medida da possibilidade de escolher a lista dos que serão candidatos do partido.
- Os militantes dos partidos em larga medida não são muito diferentes dos eleitores em geral e desconhecem a maioria dos dirigentes ou o seu valor. Um sistema de primárias seria provavelmente um sistema muito conservador em termos de escolhas renovando muito pouco os representantes partidários.
- As primárias internas tendem a aumentar a conflitualidade interna nos partidos, o que é muitas vezes contraproducente em relação aos fim que se pretente, que é ter um partido unido e preparado para defrontar os adversários políticos que estão nos outros partidos.
Por vezes os partidos com primárias internas tendem a ter batalhas mais duras nas primárias internas do que nas eleições gerais propriamente ditas.

Eu defendo que a elaboração de listas partidárias deve acontecer com uma votação por parte de cada um dos membros do órgão colectivo com responsabilidade de aprovação das listas.
Ao votarem apenas os militantes dos órgãos e não a generalidade dos militantes melhoramos a qualidade do voto, uma vez que são pessoas que se conhecem melhor e por isso avaliam melhor os candidatos para os cargos em questão.
Por exemplo, se a responsabilidade de aprovação da lista para a Câmara Municipal/Assembleia Municipal é da Comissão Política Concelhia, então cada um dos seus membros deveria ter um boletim de voto com escolha múltipla.
Se o partido aspira a eleger 5 vereadores então deve votar 5 votos A (efectivos) e 5 votos B (suplentes) de entre os nomes plausíveis. Os nomes plausíveis devem ser os mais abrangentes possíveis e deve ser aberta a possíbilidade de que lá estejam todos os interessados.
O boletim de voto deve ainda permitir que existam espaços em branco para preenchimento livre por parte de cada votante com outros nomes.
Uma vez que cada votante tem 5+5 votos, evita-se o efeito dos candidatos degladiarem-se entre si, uma vez que existem 5 vagas A e por isso cada eleitor pode ter uma ideia em que “cabem” muitas combinações possíveis.
Existe no entanto a possibilidade de se organizarem sindicatos de votos que pré-acordando um determinado conjunto de 5 distorçam a vontade colectiva que não se encontre previamente organizada.
Para diminuir a eventualidade do peso dos sindicatos de voto e para reforçar o poder do líder, o processo deverá ser meramente consultivo e não mandatório. Ou seja, dos resultados não é extraída directamente a lista, devendo essa função ser delegada ao líder que posteriormente a submete à aprovação final do órgão.
Este papel do líder serve também para ponderar outros critérios que podem, na opinião dele, não estar a ser devidamente ponderados. Por exemplo: a paridade; a representação das diversas freguesias; a adequação aos pelouros; a consistência/coerência da equipa; a representatividade da juventude; eventuais outros que a criatividade do líder faça surgir.
O facto do líder poder propor uma composição alternativa pode parecer um desrespeito pela vontade já expressa, mas é, na minha opinião uma grande vantagem. É que a votação prévia torna claro qual é a opinião maioritária e dá-lhe peso político. Se os critérios forem justos e coerentes o líder fará aprovar a sua lista. Se não forem dificilmente será aprovada porque é claro para todos qual é a vontade colectiva.

Curiosamente este método de escolha já foi aplicado por duas vezes no PS-Madeira. Das duas vezes em que tal aconteceu estive na origem da escolha do método porque estava em funções que me permitiam influenciar essa escolha.
Curiosamente em ambos os casos as listas escolhidas acabaram por ser o resultado da votação colectiva, mas em ambos os casos existiram fortes resistências. Num caso pelos que tiveram menos votos do que esperavam e tentaram descredibilizar o método e boicotar o processo depois de conhecer o resultado da votação colectiva. Noutro caso porque “alguém” quis impor mudanças à opinião colectiva que não estavam suficientemente justificadas… houve conflito sério, muito sério mesmo, mas acabou por vencer a solução que representava a opinião colectiva.

C – Uma pessoa Dez votos

Uma outra proposta que gostaria de ver implementada era nas eleições gerais os eleitores poderem fraccionar o seu voto. Ou dito de outra forma, em vez de cada eleitor ter 1 voto, teria 10 votos.
Ter 10 votos não significa ter 10 boletins de voto! Basta um único boletim de voto em papel… ou mais fácil ainda se for voto através de um equipamento electrónico, vulgo computador com ecrã táctil.
Para manter a compatibilidade com o sistema actual se o eleitor fizesse uma cruz no quadradinho de um partido estaria a dar os seus 10 votos a esse partido. Se distribuísse os seus 10 votos seriam contados na medida da sua vontade pelos partidos em causa.
A grande vantagem deste sistema é permitir a maior expressividade do voto. Actualmente são extraídas conclusões dos resultados eleitorais que não são verdadeiramente correctas. Por exemplo, quem disse que os eleitores queriam a coligação governativa entre o partido A e o partido B?

Actualmente os eleitores são obrigados a votar em exclusividade num só partido. Ora a maioria dos eleitores não apoia exclusivamente um partido. A maioria dos eleitores (sem filiação partidária) incorporam o relativismo da ambiguidade política. A natureza humana é ambígua e isso é uma coisa boa!
Penso que a expressividade do voto reduziria muita da dificuldade que os eleitores têm ao votar quando só têm um voto. É que os eleitores podem simpatizar com um candidato/partido, mas preferirem um outro candidato/partido para governar. Podem exprimir as suas opções com o peso relativo que pretendam.
Para um eleitor pode ser indiferente este ou aquele partido a governar, mas não querem nenhum dos outros.
Penso que este sistema traria alguns dissabores aos maiores partidos, porque em larga medida existe um grande efeito de voto útil nas votações de cada um dos eleitores.
Mas o sistema ganharia em democraticidade, em expressividade por parte dos eleitores, em interessa na análise dos grandes números nos resultados eleitorais e sobretudo motivaria os eleitores a dizerem o que verdadeiramente pensam nas eleições em vez de os fazer votar em função do que vão votar os outros (olhando para o que dizem as sondagens).

D -Votos em branco – Lugares vazios

Uma outra mudança que deveria existir e que é compatível com o que atrás expus é a possibilidade dos votos em branco poderem corresponder a lugares não atribuídos na Assembleia.
Note-se que falo em votos em branco e não em votos nulos ou em pessoas que não vão votar.

Na minha opinião a maioria dos eleitores que não votam fazem-no por preguiça, por não acharem que o seu voto vai mudar nada de especial e por terem dificuldade em decidir em quem vão votar (em modo exclusivo).

Actualmente os votos em branco são muito diminutos e não contam absolutamente para nada. Ora os votos em branco correspondem a um grito de alerta muito significativo para os políticos. Actualmente os políticos não ouvem esse grito porque os votos em branco são lixo eleitoral.

Num sistema eleitoral de lista, os votos em branco entrariam para o método de Hondt e atribuiriam lugares vagos. Num sistema uninominal funcionaria como se o eleito tivesse ficado impedido de exercer funções e realizar-se-iam novas eleições intercalares para a vaga 6 meses depois… necessariamente com novos e melhores candidatos…

Esta é uma proposta que normalmente faz arrepiar os políticos… Não porque achem particular injusta, mas porque têm medo das eventuais consequências… Têm medo que o que José Saramago escreveu no “Ensaio sobre a Lucidez” viesse a concretizar-se…
Devo dizer que antes da publicação deste livro eu já defendia este método…

Acho que para tanquilizar as almas políticas deveria existir uma norma que limitasse o impacto do número de lugares por preencher por via dos votos brancos… Na minha opinião, só existe o risco de voto branco em massa no primeiro momento em que esta norma fosse aplicada. Se acontecesse a política e os políticos rapidamente se adaptariam às novas circunstâncias.

E – Remuneração dos Políticos

Um problema recorrente na política actual é a remuneração dos políticos.
Por um lado diz-se que os políticos ganham muito e trabalham pouco.
Por outro lado não temos outros cidadãos a querer verdadeiramente desempenhar as funções públicas dos políticos.

Eu acho que o sistema mais justo para a remuneração dos políticos é a “compensação por desempenho de funções públicas”.
Na minha opinião um cidadão que desempenhe funções públicas deveria ganhar apenas mais 20% do que ganhou pelo seu trabalho público ou privado no ano imediatamente anterior ao início do desempenho das funções públicas, naturalmente com um limite inferior de dignidade e um limite bastante mais elevado do que existe actualmente.
O valor da remuneração e o limite superior e inferior seriam actualizados anualmente em função dos aumentos da função pública.

Com este sistema de remunerações, nenhum (ou quase nenhum) cidadão interessado na causa pública deixaria de participar por a remuneração não ser interessante. Nenhum cidadão ambicionaria o desempenho de funções políticas apenas por causa da questão remuneratória.

F – Democracia directa vs Democracia representativa

Imaginemos um sistema ainda mais radical! Afinal estamos a falar da política para o século XXI…
Imaginemos um sistema em que não existem partidos tal como hoje os conhecemos. Não é assim tão dificil de imaginar… nos Estados Unidos os partidos Republicano e Democrata são pouco mais do que abstracções porque não têm um líder partidário e Estado a Estado existem candidatos uninominais para os diversos cargos.
Um candidato democrata do Texas é incomparavelmente mais “à direita” do que um candidato republicano de Nova Iorque… Os candidatos são o reflexo da ideologia política dominante desse povo. Ou seja, os partidos existem mais como referências gerais do que como estruturas com liderança clara, programa comum e linha de actuação concertada. São partidos mais ambíguos, mais humanos.

Imaginemos que utilizando as tecnologias (Internet) e o acesso à informação que hoje dispomos os cidadãos poderiam, querendo, exercer directamente o seu direito de voto sobre as mais diversas questões. Imaginemos que as eleições apenas serviam para eleger o poder executivo (governo), mas que o poder legislativo e o poder de aprovação dos orçamento permanecia no povo (que grande Leviatan…).
Imaginemos que cada cidadão eleitor poderia escolher a qualquer momento quem seria o seu representante, mas que também a qualquer momento poderia mudar de representante ou exercer ele próprio o seu direito de voto sobre todas as propostas legislativas.
Imaginemos ainda que os eleitores poderiam dar ao seu representante o poder se sub-representação, ou seja, de ele próprio poder delegar a outrem a sua posição política sobre a proposta em debate em cada momento.
Ou seja, não existiria um parlamento com membros permanentes, mas sim um espaço de debate público com regras muito diferentes das actuais em que o regimento daria a cada cidadão representante de N outros um tempo proporcional ao número de cidadãos que nesse dia ele representava.
Esses representantes seriam naturalmente os políticos a tempo inteiro ou a tempo parcial e seriam remunerados pelo seu serviço público na proporção do número de eleitores que representavam.
Estes grandes representantes teriam necessariamente de estar sujeitos a especiais regras de transparência, declaração de interesses e informação sobre património pessoal.

Naturalmente que a elaboração de propostas de lei seriam realizadas de forma bastante diferente do que hoje acontece. As propostas alternativas iriam sendo construídas tentando limar as arestas para que fossem conseguindo angariar o maior número de apoios possível até que tivessem a maioria.
Penso mesmo que a maioria das leis seria aprovada por maiorias muito expressivas.
Penso que com um poder legislativo totalmente independente do poder executivo, como o que este sistema proporcionaria, teríamos melhores leis e não teríamos leis a serem aprovadas ou reprovadas por mero capricho partidário, mas sim pelo seu mérito ou demérito.
A volatilidade a que estariam sujeitos os políticos representantes seria muito alta, o que os impediria de actuarem de forma displicente ou irresponsável.
Por outro lado o poder executivo poderia estar sujeito a moções de censura e ser demitido a qualquer momento, não podendo escudar os seus erros em maiorias parlamentares de sustentação.
Parece-vos um modelo muito volátil? Pois é, parece-me que é particularmente adequado ao que já começamos a viver no século XXI.

As ideias que aqui vos apresento não são propriamente novas… Já há vários anos que as defendo e tenho vindo a amadurecer.

Quando as apresento a políticos tenho inevitávelmente a pergunta… mas em que países é que isso está implementado? Ora, ora… Mas para ter sucesso no século XXI não é necessária inovação e creatividade? Não me perguntem onde é que já existe este sistema, discutam os seus méritos e deméritos… Se os méritos compensarem os deméritos então porque não adoptar?

26 Out 2008 112 blogs madeirenses
 |  Category: Blog Madeira  | One Comment

Segundo a contabilidade do Ricardo Figueira existem 112 blogs madeirenses.

26 Out 2008 Parapente acrobático na Madeira
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Já que estou a compilar videos da Madeira aqui vão uns de parapente acrobático.
Meus caros amigos não se preocupem comigo porque eu voo sempre direitinho e não faço acrobacias destas! Deus me livre… Gente maluca! :-)


PARAGLIDING MADEIRA – JUSTACRO TEAM 2008 from RUI MARTINS on Vimeo.

26 Out 2008 Nem como piada Sra. Secretária…
 |  Category: Humor, Política Madeira, Turismo  | Comments off

A Secretária Regional do Turismo (Conceição Estudante) disse que os mosquitos de Santa Luzia e as alterações climáticas poderão ser benéficas para o turismo na Madeira porque passamos a competir com os destinos tropicais.

É preciso ter vergonha na cara!
Noutros tempos, uma piada sobre a reciclagem do alumínio na água Alentejana pôs o ministro Borrego do Ambiente fora do governo…

26 Out 2008 Há muito tempo que a Madeira é bonita
 |  Category: Economia, Prazer, Turismo  | Comments off

Com base neste post e neste no “depende das opiniães” encontrei vários outros vídeos interessantes sobre a Madeira antiga.

Imagens de 1800 a 1969

A Madeira em 1931

A Madeira em 1940 servia mote para publicidade em Inglaterra

Fotos da Madeira com música alemã(???)

Madeira em 2006

Madeira em 2007

Madeira em 2007

http://www.youtube.com/watch?v=QGZdT8bim6k

Madeira em 2008

25 Out 2008 Um estádio para o Marítimo
 |  Category: Desporto, Futebol, Politica Geral, Política Madeira  | Comments off

Fantástico post no Cantinho do mundo sobre os últimos desenvolvimentos do Estádio do Marítimo.

http://www.cantinhodomundo.com/madeira/estadio-adiado
http://www.cantinhodomundo.com/desporto/um-estadio-uma-promessa-uma-vergonha
http://www.cantinhodomundo.com/madeira/estadio-adiado-iii

25 Out 2008 O modelo Keynesiano
 |  Category: Economia, Política Madeira  | Comments off

John Keynes foi um economista britânico que nasceu em 1883 e viveu até 1946. Foi o pai da macro-economia e o seu grande contributo para o pensamento económico foi defender o intervencionismo do Estado através de políticas públicas por forma a combater as recessões e depressões, mas também os crescimentos demasiado rápidos. O objectivo do estado deve ser o de actuar em contra ciclo para evitar que a amplitude das variações económicas seja muito grande e que a economia cresça de forma contínua e estável ao longo dos anos.

Nestes tempos em que muito se fala de intervenção estatal lembrei-me das muitas vezes que já ouvimos o ainda presidente do governo regional da Madeira dizer que é Keynesiano. Essas afirmações surgiam sempre a justificar os fortíssimos investimentos públicos na Madeira, mesmo que em obras não estratégicas ou obras economicamente inviáveis. Estas afirmações tentavam aparentar um substrato de pensamento económico à actuação irresponsável da sua governação.

Ora se o Alberto é Keynesiano como tantas vezes afirma então é nesta fase de aperto da economia que devia incrementar as obras públicas em vez de “recalendarizar” as obras, ou seja, atrasando-as.

A verdade é que a Madeira endividou-se demais fora de tempo, investiu em projectos sem rentabilidade ou viabilidade económica e accionou todos os mecanismos para maximizar as receitas e deixar os custos para a(s) geração(ões) seguinte(s).

No tempo em que a Madeira era um estaleiro de obras por todo o lado até da Ucrania vinha mão de obra para fazer subir o PIB. E essa subida do PIB aconteceu e foi isso que levou a União Europeia e o Estado Português a cortar nas transferências para essa tal “Madeira Rica”.

Agora que começam a aparecer as contas para pagar por causa dos empréstimos, a Região não tem capacidade financeira para actuar em nada. Não consegue actuar em contra-ciclo, a ausência de actuação acentua o ciclo negativo, o que vai significar muito mais desemprego, mais dificuldades para toda a economia e consequentemente ainda maiores dificuldades na conta da Região. E de quem é a culpa? Quem é que governa a Região há mais de 30 anos?

25 Out 2008 Obama vs McCain
 |  Category: Política, Política Internacional  | Comments off

Nesta página apresento os diversos gráficos dinâmicos com a evolução das sondagens para as presidenciais norte americanas.

Aqui vão as sondagens estado a estado dos maiores estados e daqueles em que o resultado está mais equilibrado. Os 17 estados abaixo apresentados correspondem a 295 grandes eleitores (55% dos 538 que existem no colégio de grandes eleitores).

Califórnia – 55 grandes eleitores

Texas – 34 grandes eleitores

Nova Iorque – 31 grandes eleitores

Flórida – 27 grandes eleitores

Ilinois – 21 grandes eleitores

Ohio – 20 grandes eleitores

Michigan – 17 grandes eleitores

Carolina do Norte – 15 grandes eleitores

Georgia – 15 grandes eleitores

Virgínia – 13 grandes eleitores

Indiana – 11 grandes eleitores

Missouri – 11 grandes eleitores

Colorado – 9 grandes eleitores

Novo México – 5 grandes eleitores

Nevada – 5 grandes eleitores

Montana – 3 grandes eleitores

Dakota do Norte – 3 grandes

25 Out 2008 Primeiras páginas dos jornais
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Para quem gosta de se manter actualizado, eis um site interessante: o Newseum (“Museu das Notícias”) em Washington, disponibliza na sua página Internet, 602 primeiras páginas de jornais de todo o mundo (55 países).

Nesses países também se encontra representado Portugal, através de vários jornais:

  • Diário de Aveiro
  • Diário de Coimbra
  • Diário de Notícias
  • Público
  • Diario de Noticias da Madeira
  • Jornal de Notícias
  • Diário Regional de Viseu

Página do Newseum

Recomendo a visita a esta página, vale a pena: http://www.newseum.org/todaysfrontpages/default.asp

25 Out 2008 O Regimento da Assembleia Legislativa da Madeira
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É a terceira revisão do Regimento da Assembleia Legislativa da Madeira que o PSD-Madeira faz em pouco mais de um ano.

A cada revisão do regimento o PSD tenta limitar a capacidade de intervenção dos partidos da oposição numa estratégia de tenaz.

Agora quer impedir que as Resoluções sejam debatidas em plenário, relegando-as para as comissões especializadas abertas ao público. Ou seja, retirando-lhes peso político e, espera o PSD, espaço noticioso.

Tem diminuído gradualmente os tempos de intervenção. O Roberto Almada (BE) disse hoje que para fazer perguntas a meia dúzia de Secretários Regionais no Orçamento da Região tinha apenas 3 minutos…

Criaram regras absurdas para os diplomas urgentes e sobre quem pode solicitar a urgência dos mesmos.

Passo a passo o PSD prossegue a sua estratégia de descredibilização do parlamento e da redução do nível democrático na Região Autónoma da Madeira que já estava nos limites mínimos.

Mas o mais impressionante disto tudo é que por muito que esperneiem os partidos da oposição no parlamento regional e fora dele, não existe qualquer manifestação pública dos cidadãos ou dos opinion makers sem conotação partidária.

Parece que para eles está bem assim… depois digam que a culpa é da qualidade da oposição…

24 Out 2008 Bancos – manipulação do mercado
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Hoje, os cinco maiores bancos portugueses anunciaram concertadamente que vão recorrer ao aval do estado conforme a lei recentemente promolgada, para garantir os seus empréstimos de médio/longo prazo.

O pressuposto de base dos bancos é correcto – se os bancos emprestam aos clientes a médio/longo prazo também se têm de financiar a médio/longo prazo.

Mas a declaração simultânea de vontade de recorrer a este mecanismo não é inocente. Todos os bancos sabiam que o primeiro deles a anunciar o recurso a este mecanismo de garantias seria penalizado em bolsa pela desconfiança que lançaria…

Se os demais bancos não emprestam a esse banco em especial é porque esse banco está menos sólido do que os outros.

Ao anunciarem todos em simultâneo sem mencionar montantes ou prazos parece-me que estão todos a actuar concertadamente numa manipulação de mercado!

A garantia estatal que nenhum banco entrará em falência faz com que a actividade bancária deixe de ter risco significativo para os accionistas.

Se os bancos tiverem lucros são para os accionistas (pela valorização das acções e/ou distribuição de dividendos); se tiverem prejuízos o estado assume o prejuízo e são todos os cidadãos a pagar através dos impostos.

Um investidor que compre hoje accçõs de um banco, qualquer um deles, sem a mínima intenção de as vir a vender arrisca muito pouco porque se o banco tiver lucro ganha, se tiver prejuízo não perde.
Conclusão: privatiza-se o lucro e socializa-se o prejuízo…

Tem sido repetido à exaustão que a garantia estatal tem um custo e que se for accionada o Estado passa a ter poderes especiais na administração do banco e nos salários pagos dos mesmos – ou seja fica com uma espécie de golden share. Mas isso é suficiente?

Existirá alguma empresa neste país que não quisesse o seguinte esquema: a empresa pede dinheiro emprestado a terceiros com a garantia de pagamento do estado em caso de incumprimento. Se correr bem fica com os lucros e pagou uma comissãozinha pela garantia prestada pelo estado. Se correr mal o Estado fica com a empresa e assume os encargos… É trigo limpo e risco zero pois quem garante o pagamento do empréstimo em caso de correr mal é o Estado…

Se o Estado estender este programa a todas as empresas existentes ou a criar, em vez de o fazer apenas para os bancos, o país descobrirá rapidamente que afinal existem centenas de milhares de empreendedores por esse país fora à espera de uma oportunidade destas…

Ambrose Bierce dizia que “As empresas são um mecanismo engenhoso de permitir o lucro individual sem responsabilidade individual”.

Com este mecanismo de garantia, os bancos passarão a ser um mecanismo engenhoso de gerar lucros com base em dinheiro que não é dos accionistas ou dos depositantes, tendo o estado a pagar os eventuais prejuízos, no caso dos administradores bancários fazerem mal o seu trabalho apesar de principescamente pagos.

Mas existiam alternativas?

Sim! Se o problema era apenas garantir o acesso a empréstimos então poderia ser a Caixa Geral de Depósitos a emprestar aos demais bancos portugueses à taxa de mercado, tendo o estado apenas de garantir um eventual aumento de capital da CGD na fracção exígivel para permitir a alavancagem.

Sim! Se o problema era a falência de bancos então nesse eventual cenário a CGD poderia adquirir as acções do banco em falência a preços de saldo com posterior incorporação deste banco na CGD. Neste cenários os accionistas sairiam mais penalizados do que com o sistema que agora está em curso.
Porque se o tal accionista paciente disposto a comprar agora acções do banco viesse a vender as suas acções em caso de pré-falência não ganharia dinheiro nenhum. Se optasse pela incorporação na CGD também ficaria a perder porque essa incorporação seria sempre feita a preços de mercado.

24 Out 2008 Alan Greenspan – declarações bombásticas
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Alan Greenspan, que de 1987 até 2006 foi a cara da Reserva Federal Norte Americana, testemunhou hoje perante o Congresso Norte Americano com declarações bombásticas.

Disse estar chocado porque durante 40 anos acreditou que a livre actuação do mercado, nomeadamente dos bancos, era a melhor solução para avaliar o risco na defesa das instituições e dos respectivos accionistas.
Ou seja, Alan Greenspan vem dizer que deixou de acreditar na mão invisível do mercado e passou a defender a existência de regulação, depois de 40 anos a defender o contrário.

Pois é… continua a implosão do capitalismo! Este é um tempo para surgirem novos estadistas (ou revolucionários loucos)

22 Out 2008 Com que então…! – André Escórcio
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“Com que então…!” é o blog do deputado socialista André Escórcio que em Março de 2008 começou a participar na blogosfera. E que participação!

http://comqueentao.blogspot.com/

Desde essa altura começou a publicar artigos 100% originais com uma média de 4 por dia. O facto dos artigos serem na sua totalidade originais é o facto mais interessante deste blog que versa maioritariamente sobre viagens, política, educação e desporto.

A rubrica cidades e lugares, que já vai no número 417, mostra belas fotos da região, do país ou do mundo (de autor) e é acompanhada de textos sempre muito sugestivos. Por contrário, os demais artigos raramente são ilustrados com fotos ou vídeos. Nota-se a ausência de vídeos neste blog.

De notar que é um blog que apresenta conteúdos com o tamanho certo. Nem muito longos, nem muito curtos.

O blog permite comentários aos seus visitantes, normalmente com réplica por parte do autor. Não tem muitos comentários, mas o autor não entra na critica fácil e na picardia que tantas vezes surgem nos blogs. No “Com que então” só existe discussão séria.

Por tudo isto o “Com que então…!” é um blog de autor, devidamente identificado com a foto do próprio, e com grande valor para a blogosfera.

Do ponto de vista de design, o blog utiliza um dos modelos convencionais do blogger e tenta fazer corresponder as cores utilizadas nos artigos com as do design, o que é uma boa opção.

Há no entanto um uso excessivo de cores diferentes nos artigos: a data é a rosa (em vez do castanho do design); o título é amarelo (que não existe nas cores do design); o corpo do texto é verde com as frases ou palavras em destaque a branco negrito ou castanho negrito e algumas em itálico. No fundo dos artigos completa-se o festival de cores com texto a amarelo e verde, links a azul (como no design). São manifestamente cores a mais…

O blog “Com que então…!” contém alguns elementos adicionais no painel lateral, uns interessantes, outros nem por isso. Entre os menos interessantes estão a hora e o calendário. Entre os mais interessantes estão o mapa com a origem dos visitantes e o painel que mostra outros blogs com o último post de cada um deles.

Em conclusão, o “Com que então” é um dos melhores blogs madeirenses porque aposta em conteúdo original em quantidade e qualidade. Os meus parabéns para o seu autor.

21 Out 2008 Fotos da Rita em Outubro
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Não sei se já repararam, mas este post não é do Duarte… Desta vez quem escreve sobre a Rita é a mãe :) O meu nome é Ana e vou passar a publicar também neste blog. E para começar, nada melhor do que umas fotos novas da Rita!













21 Out 2008 Ultraperiferias – Luis Filipe Malheiro
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Inicio hoje a análise dos blogs madeirenses, começando pelo que tem maior volume.

De entre todos os blogs da Madeira existe um que se destaca pela quantidade de informação publicada – o ultraperiferias do Luis Filipe Malheiro – com uma média diária de cerca de 20 posts.

Não se pense que se trata de um blogger profissional. Não! É um servidor público que utiliza o seu tempo de trabalho para ir colocando coisas no seu blog. Actualmente é chefe de gabinete do Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira.

De entre os cerca de 500 posts que o Ultraperiferias faz por mês apenas 30% são conteúdos originais. Tudo o resto é copiado da imprensa regional, nacional ou espanhola. Ainda bem que o Luis Filipe Malheiro parece não saber inglês ou francês, senão imaginem quantos posts é que ele faria por dia…

Feitas estas observações em relação à quantidade, há que reconhecer que existe uma percentagem significativa de conteúdos publicados que têm interesse. Muitos por este servidor público ter acesso em primeira mão a informação privilegiada dada a função que ocupa ou aos contactos que tem no PSD (e não só).

Entre outras coisas, o Luis Filipe Malheiro – chefe de gabinete do Presidente da Assembleia – entretem-se também no seu blog a comentar e a criticar os deputados da oposição, como se o cargo que desempenha não tivesse especiais requisitos de isenção face a todos os deputados.

Analisando do ponto de vista técnico, o Ultraperiferias é um blog bastante básico.

O design limita-se a ter um fundo branco, uma faixa cor de laranja e outra amarela para o nome do blog “Ultraperiferias” e a tag-line “Um espaço pessoal de opinião, comentário e informação”. Apesar de ter como lema o comentário, é comentário unidireccional, porque não permite aos seus visitantes comentarem os seus posts.

Contém uma lista de links para outros blogs (blogroll) e links para outros sites organizados por tema. No entanto, em vez de ter os títulos das secções com mais destaque do que os links da secção, tem os títulos com menos destaque. Os títulos, apesar de não serem links, têm o sublinhado típico dos links… só para enganar. Também tem um conjunto de links com imagens e legendas minúsculas. As imagens não são todas do mesmo tamanho e algumas delas não têm o link actualizado.

No ultraperiferias existem alguns add-ons de utilidade duvidosa: a hora, um calendário do mês em curso e o número de visitantes no site sem que daí se obtenha qualquer informação relevante sobre quem são ou se permita comunicação entre eles.

21 Out 2008 A Alemanha entrou em estagnação económica

A Alemanha entrou em estagnação económica. Pode ser que seja desta que o BCE decida baixar a taxa de referência do empréstimo aos bancos e com isso ajude a fazer baixar a EURIBOR… Ou talvez não…

Eu, continuo a acreditar na teoria da conspiração dos bancos em relação à EURIBOR.

A verdade é que passaram 12 dias e a EURIBOR a 6 meses está a 1,367% de diferença da taxa de referência. Há 12 dias a diferença entre as taxas era de ~1,6% e o BCE não mudou a taxa entretanto.

De qualquer forma a notícia da Alemanha em estagnação é uma notícia muito relevante e preocupante… É que há umas economias mais importantes do que outras…