Caro Miguel Fonseca,
A minha posição sobre a discussão no interior e exterior do Partido tem sempre os mesmos pressupostos! Deve sempre ser interna a não ser que o partido recuse, bloqueie ou impeça essa discussão nos órgãos próprios.
Não é uma questão de incómodo, é uma questão de funcionamento dos órgãos e de direitos de participação dos militantes.
Se um assunto é legitimamente discutido nos órgãos internos dando aos membros a possibilidade de debater em condições normais, então o assunto não deve ser trazido para a praça pública.
Agora se “alguém” impede que o assunto seja discutido nos locais próprios do Partido, então o militante tem todo o direito de o trazer para a praça pública, naturalmente medindo as consequências, mas não se limitando no direito de intervir.
O Miguel Fonseca refere, por entre a cascata de ideias do seu post, a discussão dos candidatos ao Funchal nas eleições autárquicas aludindo à perturbação que isso poderia causar.
Ora, aproveito a oportunidade para dar mais umas informações de contexto que o Miguel Fonseca não sabe. O Baby Boy Swim também tem andado em pulgas e até, com a “ajuda” de um anónimo, já começou a criar candidatos para a zona oeste…
A Comissão Política Concelhia do Funchal reuniu ordinariamente e decidiu marcar para uma data posterior aí combinada a discussão interna sobre a candidatura à Câmara Municipal do Funchal.
Passou a data combinada e reunião nicles… Ora nessa altura o Duarte Gouveia escreve no blog que vai falar sobre o assunto neste espaço público…
Felizmente, a reunião realiza-se na semana seguinte e foi um debate muito interessante, aberto e esclarecedor sobre os diversos pontos de vista. O órgão reuniu, debateu muito mais do que é normal nestas circunstâncias e deu orientações claríssimas… Não foi nada perturbador, foi um excelente debate interno.
Essa reunião já foi há algum tempo e da minha boca não saiu mais nada sobre o que lá se passou. Também não houve qualquer fuga de informação para a comunicação social…
No entanto há situações que me preocupam!
Não fui eu que disse na convenção que os candidatos autárquicos estariam na rua em campanha muito rapidamente… Como também não sou eu que agora digo que só serão divulgados após as Eleições Europeias…
Depois de o processo ter avançado agora parece parou (ou quase).
Só espero que este “arrastar de pés” não tenha água no bico para justificar “candidaturas de emergência”…
O tempo continua a passar e se se ultrapassar o limite que considero normal e razoável irei abordar o assunto neste blog.
Sobre a questão do número de pessoas ligadas ao ensino no órgão executivo, confesso que nunca tinha sequer dado conta dessa curiosidade numérica… mas também não pensei que esse facto provocasse tanto incómodo…
O Miguel Fonseca desafia-me a explicitar os privilégios dos funcionários públicos face aos demais trabalhadores. Vou fazê-lo, não na generalidade mas na especialidade, noutro post e noutro dia porque já são 3 da manhã.
Mas Miguel deixo-te também uma questão: Serão os funcionários públicos melhores trabalhadores do que os que trabalham no sector privado ou no sector cooperativo?
Não deverão ter todos os trabalhadores no geral os mesmos direitos?
Então o problema é apenas se a igualdade é alcançada por soma ou por subtracção?





























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