D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, afirmou ontem no início da Assembleia Plenária da referida conferência episcopal que existe uma terrivel praga branca em Portugal que é a baixa da natalidade!
Associou a essa baixa da natalidade o aborto e a facilitação do divórcio.
Ora dizer que é o aborto e o divórcio que levam à baixa da natalidade é um absurdo.
As pessoas têm menos filhos porque hoje podem fazer planeamento familiar! As pessoas acham que ter muitos filhos prejudica a sua qualidade de vida, pelo que adequam a dimensão da sua família à sua situação económica e ao estilo de vida que pretendem ter.
Este ano, se calhar em virtude das medidas pró-natalidade que o Governo de Sócrates tomou, já aumentou a natalidade em 2000 crianças, ou contrário do que faz crer D. Jorge Ortiga.
Mas por falar em estilo de vida, e utilizando a mesma linha de raciocínio absurda do Arcebispo Primaz D. Jorge Ortiga, também se poderia dizer que a culpa da baixa da natalidade é dos religiosos católicos, que escolhendo não gerar descendência, estão a contribuir decisivamente para essa baixa de natalidade.
Mas mais absurdo ainda seria afirmar que a baixa de natalidade é provocada pelo número não dispiciendo de religiosos católico em Portugal e no mundo, que demonstrando manifesta falta de educação sexual, tentam procriar com jovens em idade imprópria para a procriação e muitas vezes de um género que não é compatível com esse nobre objectivo.
Continuando na linha do absurdo, também se poderia dizer que a baixa da natalidade se deve ao grande trauma que todos esses jovens adquirem nessas experiencias juvenis…
Enfim… Duvido que o D. Jorge Ortiga alguma vez chegue a ler este texto, mas se o parágrafo anterior o vier a deixar indignado, fique sabendo que as suas declarações também provocaram em mim o mesmo efeito.

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