A manifestação dos professores juntou 100 000 pessoas, o tendo em conta que existem 140 000 professores, significa que mais de 70% dos professores estiveram em Lisboa… Obviamente não eram todos professores, ou então não eram 100 000…
Mas foi uma boa mobilização, nisso não há dúvida!
Os professores têm de ter mais cuidado na próxima manifestação porque senão aparecem mais professores a manifestarem-se do que professores no país e isso seria ligeiramente estranho…
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, é que há alguns meses elogiava o governo por se manter firme na exigência de avaliação e agora que é líder do PSD, oportunisticamente, defende que o processo deve ser suspenso…
Ora o sistema de avaliação está na Lei e se não for cumprido pelos professores então serão penalizados, para além de não progredirem na carreira. Os professores não podem por sua única iniciativa suspender uma lei do país!
Na minha opinião o modelo de avaliação dos professores só é “burocrático” e “trabalhoso” porque permite às diversas escolas definirem elas próprias como querem ser avaliadas. Se fosse uma avaliação chapa 7 seria mais rápido e simples… Mas este modelo flexível dá a oportunidade dos professores escolherem como querem ser avaliados, o que é que para eles é o mais importante.
Vi há dias um professor a queixar-se que já gastou 32 horas com este sistema de avaliação… Ora, por cada dia de manifestação em Lisboa, os professores do Porto gastam pelo menos 10 horas…
Já existiram 2 grandes manifestações, pelo que com a próxima, o tempo gasto a se manifestar deverá equilibrar o tempo gasto a por o sistema a funcionar…
Parece-me evidente que enquanto os professores não tiverem uma proposta de modelo de avaliação com que concordem maioritariamente não terão qualquer hipótese de ver a sua luta ter sucesso.
O que a maioria dos professores quer é que todos possam chegar ao topo da carreira, sem avaliação ou com avaliação mínima, e com o mínimo de complicações possíveis… Ora isso não existe para quase nenhuma profissão! Porque é que devem ser os professores privilegiados, sobretudo quando o estado geral da educação é tão mau?
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