Qual é o número que se segue na série?
1, 2, 6, 42, 1806, X ?
A resposta está nos comentários, mas tente resolver pela sua cabeça!
Archive for ◊ Novembro, 2008 ◊
Qual é o número que se segue na série?
1, 2, 6, 42, 1806, X ?
A resposta está nos comentários, mas tente resolver pela sua cabeça!
Texto fantástico de Mia Couto que tive conhecimento através do blog Câmara dos Comuns
“E se Obama fosse africano?”- por Mia Couto no Jornal “SAVANA” – 14/11/2008
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles.
Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada,
as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor.
Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me
atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista
sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África.
Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era
apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se
reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem
permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem
dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para
Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa
feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra:
sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo
a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam
motivo para festejarmos.
Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais
diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos
comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando
nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes
africanos. Quase todos chamavam Obama de “nosso irmão”. E pensei:
estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama
familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na
pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de
ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o
Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse
outro lado do mundo.
Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês,
Patrice Nganang, intitulado: “E se Obama fosse camaronês?”. As
questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me
perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e
se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano?
São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.
E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?
1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George
Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o
seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar
mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa,
se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em
África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné
Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí
fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de
20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando
terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.
2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um
candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer
campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões:
seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia
retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não
toleram a democracia.
3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte
dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que
fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a
descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda
está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos.
Convenientemente “descobriram” que o homem que conduziu a Zâmbia à
independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de
malawianos e durante todo esse tempo tinha governado ‘ilegalmente”.
Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá
nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer
política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.
4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é
mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu
próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos
que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as
elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um
“não autêntico africano”. O mesmo irmão negro que hoje é saudado como
novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo
representante dos “outros”, dos de outra raça, de outra bandeira (ou
de nenhuma bandeira?).
5. Se fosse africano, o nosso “irmão” teria que dar muita explicação
aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de
agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para
os advogados da chamada “pureza africana”. Para estes moralistas –
tantas vezes no poder, tantas vezes com poder – a homossexualidade é
um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.
6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à
mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo
negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o
perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado – a vontade do povo
expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa
mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores
africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas
dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.
Inconclusivas conclusões
Fique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos
de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos
capazes de construir uma dessas condições à parte.
Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não
seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que
fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.
A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos –
as pessoas simples e os trabalhadores anónimos – festejaram com toda a
alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e
corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para
esta festa.
Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de
Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto
daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios
dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de
estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o
bem público.
No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os
noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre
África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África
continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada
de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses
políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns
casos. Outros, a desistência e o cinismo.
Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é
lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no
nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também
vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com
esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos
em casa alheia.
Poema do Fecho Éclair
António Gedeão
Filipe II tinha um colar de oiro
tinha um colar de oiro com pedras rubis.
Cingia a cintura com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz.
Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.
Andava nas salas
forradas de Arrás,
com panos por cima,
pela frente e por trás.
Tapetes flamengos,
combates de galos,
alões e podengos,
falcões e cavalos.
Dormia na cama
de prata maciça
com dossel de lhama
de franja roliça.
Na mesa do canto
vermelho damasco
a tíbia de um santo
guardada num frasco.
Foi dono da terra,
foi senhor do mundo,
nada lhe faltava,
Filipe Segundo.
Tinha oiro e prata,
pedras nunca vistas,
safira, topázios,
rubis, ametistas.
Tinha tudo, tudo
sem peso nem conta,
bragas de veludo,
peliças de lontra.
Um homem tão grande
tem tudo o que quer.
O que ele não tinha
era um fecho éclair.
Calçada de Carriche
António Gedeão
Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu a sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada,
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce o passeio,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Lágrima de preta
António Gedeão
Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.
Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.
Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:
Nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.
Miguel Fernandes, presidente da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos pediu a resignação do cargo alegadamento por divergências sobre o papel da Entidade das Contas.
No âmbito das minhas funções de mandatário financeiro no PS-Madeira tive a oportunidade de contactar pessoalmente com este senhor e devo dizer que fico satisfeito que se tenha demitido!
Não me agradou nada a sua atitude, os seus argumentos desculpabilizadores no que respeita aos incumprimentos do PSD-Madeira e a sua perspectiva sobre a Entidade das Contas em geral.
A ver vamos que detalhes nos trazem os esclarecimentos prometidos… É que as contas das últimas eleições regionais estão neste momento a ser avaliadas pela Entidade das Contas… Eu espero que o PSD-Madeira apanhe multas bem pesadas!
Ouvi há poucos minutos uma notícia da rádio a dizer que o desemprego na Madeira baixou!
Deixa-me rir! Anda o mundo inteiro aflito com fechos de empresas em catadupa e querem ver que na Madeira o desemprego baixa…
Estou desejoso de ver o pinóquio Brazão de Castro em viva voz a dizer mais esta mentira…
Manuela Ferreira Leite fez hoje declarações dignas de destaque e que o PS agradece.
Disse que “não acredita em reformas em democracia“. Defende que era melhor fazer um intervalo de 6 meses à democracia, fazer as reformas necessárias e depois então voltar a ter democracia!
São declarações inacreditáveis! Então a democracia funciona por intervalos?
Não é possível fazer reformas em democracia? Que disparate! Que bela candidata a primeiro-ministro… O PS agradece! Que democrata…
A resposta do líder da bancada parlamentar do PS na Assembleia da República foi excelente. Que grande pancadaria!
Alberto João Jardim já veio dizer que concorda em parte com Ferreira Leite… Tudo o que cheirar a reduzir a democracia ele concorda!
Acho que Ferreira Leite tem agora um bom momento para sair do PSD e ir cuidar dos netos! A ver vamos…
Jardim apelou à violência em Câmara de Lobos. As palavras exactas foram:
«Mas, não posso estar em todo o lado e por isso peço ao povo que vá tratando deles enquanto eu vou trabalhando…»
O Rui Alves, o imbecil nacional, foi mais longe e pediu aos adeptos do clube para darem umas bolachadas aos jornalistas.
O Sindicato dos Jornalistas já protestou. Espero que recorram à justiça e não façam como o Deputado Coelho que hoje veio dizer que não vai processar Miguel Mendonça pelas ilegalidades que cometeu… Processe sim senhor!
Alberto João Jardim disse na semana passada:
“…não haverá comissários políticos nas escolas da Madeira…”
Com a escolha de Jorge Moreira para vice presidente do Grupo Parlamentar do PSD-Madeira em substituição de Coito Pita fiquei a pensar… Será que Jorge Moreira é um comissário político do PSD por ser Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária Jaime Moniz?
Porque é que sendo deputado há tantos anos continua a desempenhar funções executivas na Jaime Moniz? Ou será que só é deputado por causa das funções que desempenha na escola?
Coito Pita foi demitido (ou demitiu-se?) de Vice-Presidente do PSD-Madeira.
O anúncio foi feito pelo Luis Filipe Malheiro com a comparação à crise dos misseis em Cuba em que Russia e Estados Unidos estiveram à beira de um confronto total. Como comparar Coito Pita no PSD-M à Russia ou aos Estados Unidos no mundo é absolutamente risível, seguramente que a sua saída é como culpar a empregada de limpeza pelos erros de gestão. Será que as super potências eram Alberto João Jardim e Jaime Ramos? Seguramente…
Ninguém me tira da cabeça que Cavaco Silva teve influência nesta situação ao obrigar o PSD-M a recuar em toda a linha em relação aos acontecimentos recentes na Assembleia.
Como um mero Coelho consegue por a máquina laranja a saltar peças e deitar fumo negro…
Entretanto fez-se silêncio e quase nada se sabe. Afinal parece que vai mesmo ser só a empregada de limpeza (Coito Pita) a se demitir… Curioso é que Coito Pita demite-se da vice presidência do Grupo Parlamentar, mas até agora não o faz do partido onde há pouco tempo também passou a ser vice-presidente…
Seguramente Coito Pita não vai ficar calado por muito tempo… É que ele sabe que se não falar fica com o futuro comprometido. Toda a sua influência social só existe porque ele está onde até agora esteve e não fruto de qualidades intrínsecas.
Coito Pita, que se julgava delfim, pode ver assim interrompido tudo o que tem feito… Sem posição no PSD ele não fomenta bancos, não tem clientes relevantes no escritório, nem lidera qualquer associação de bairro. É a vida na Madeira… Será que ele não sabia que era assim?
Este fim de semana realizou-se a última prova do campeonato de parapente da Madeira de 2008.
O grande vencedor deste ano é o Justino Nóbrega do CSD Câmara de Lobos, com larga vantagem sobre os demais pilotos.
Em segundo lugar ficou o Miguel Sá do Clube Naval da Calheta e em terceiro o Sérgio Gouveia do CSD Câmara de Lobos.
Ainda existirão mais duas provas da liga (Novembro e Dezembro), mas que não darão pontos suficientes para alterar este cenário de pontuação.
Eu fiquei pelo modesto 18.º lugar num total de 25 pilotos em competição. No próximo ano, já como piloto de nível 4, será muito melhor!
Aqui ficam fotos deste fim de semana de competição
Torneio de Parapente do Seixal – Madeira from Henrique on Vimeo.
O Governo Regional decidiu administrativamente atribuir BOM a todos os professores da Madeira neste ano.
Acho que isto é tão ridículo que nem vale a pena fazer mais nenhum comentário.
Ontem, numa inauguração em Câmara de Lobos, Alberto João Jardim apelou à violência e à justiça pelas próprias mãos contra o PND e José Manuel Coelho. Isto para além de lhes ter chamado fascistas…
http://ww1.rtp.pt/multimedia/?tvprog=15790
Alberto João Jardim disse ainda que a comunicação social devia fazer formação profissional para que passasse a não reproduzir declarações imbecis de alguns políticos…
Ora foi o que aconteceu com os órgãos de comunicação social do continente que não reproduziram as declarações de Jardim… Infelizmente…
Alunos e professores de uma escola de Fafe juntaram para fazer uma espera à Ministra da Educação e atirar-lhe com os ovos. Segundo os próprios alunos, todos os professores e alunos faltaram às aulas para “receberem” a ministra e lhe jogarem ovos…
O direito à manifestação existe, mas tem regras! A intenção de realizar uma manifestação tem de ser previamente anunciada para que a ordem pública não seja posta em causa.
Alguém meteu o pé na poça… e deve ser castigado por isso…
Já em artigo anterior apresentei as minhas desconfianças sobre o aproveitamento dos bancos na manipulação do valor da EURIBOR em comparação com o valor de referência do Banco Central Europeu.
Entretanto a EURIBOR tem vindo a descer paulatinamente, mas de forma manifestamente insuficiente face ao valor de referência do BCE.
Encontrei um artigo desta semana do jornalista da SIC – José Gomes Ferreira, que segue a linha de raciocínio que tinha apresentado nesse meu artigo. Finalmente vejo alguém a achar o mesmo que eu!
A manifestação dos professores juntou 100 000 pessoas, o tendo em conta que existem 140 000 professores, significa que mais de 70% dos professores estiveram em Lisboa… Obviamente não eram todos professores, ou então não eram 100 000…
Mas foi uma boa mobilização, nisso não há dúvida!
Os professores têm de ter mais cuidado na próxima manifestação porque senão aparecem mais professores a manifestarem-se do que professores no país e isso seria ligeiramente estranho…
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, é que há alguns meses elogiava o governo por se manter firme na exigência de avaliação e agora que é líder do PSD, oportunisticamente, defende que o processo deve ser suspenso…
Ora o sistema de avaliação está na Lei e se não for cumprido pelos professores então serão penalizados, para além de não progredirem na carreira. Os professores não podem por sua única iniciativa suspender uma lei do país!
Na minha opinião o modelo de avaliação dos professores só é “burocrático” e “trabalhoso” porque permite às diversas escolas definirem elas próprias como querem ser avaliadas. Se fosse uma avaliação chapa 7 seria mais rápido e simples… Mas este modelo flexível dá a oportunidade dos professores escolherem como querem ser avaliados, o que é que para eles é o mais importante.
Vi há dias um professor a queixar-se que já gastou 32 horas com este sistema de avaliação… Ora, por cada dia de manifestação em Lisboa, os professores do Porto gastam pelo menos 10 horas…
Já existiram 2 grandes manifestações, pelo que com a próxima, o tempo gasto a se manifestar deverá equilibrar o tempo gasto a por o sistema a funcionar…
Parece-me evidente que enquanto os professores não tiverem uma proposta de modelo de avaliação com que concordem maioritariamente não terão qualquer hipótese de ver a sua luta ter sucesso.
O que a maioria dos professores quer é que todos possam chegar ao topo da carreira, sem avaliação ou com avaliação mínima, e com o mínimo de complicações possíveis… Ora isso não existe para quase nenhuma profissão! Porque é que devem ser os professores privilegiados, sobretudo quando o estado geral da educação é tão mau?
O Presidente da Câmara do Funchal continua a coleccionar multas pelas infracções que cometeu no desempenho das suas funções políticas!
É uma pena que a justiça seja tão lenta… A multa a que foi condenado hoje Miguel Albuquerque deve-se à sua actuação em 2002!
Também Fátima Felgueiras foi condenada 9 anos depois… Ou seja, 3 mandatos depois das infracções praticadas…
É também impressionante como é que em alguns casos de perda de mandato a justiça foi tão célere e noutros os processos arrastam-se… Será uma questão de prioridades? Por causa da gravidade das infracções não é certamente…
Diz o Diário de Notícias de hoje que o Teleférico do Rabaçal já está adjudicado à ‘Etermar-Empresa de Obras Terrestres e Marítimas’ antes de existir a decisão política de fazer a obra…
É um teleférico às avessas!
http://www.dnoticias.pt/default.aspx?file_id=dn04010202121108
Diz o representante da empresa que os madeirenses estão mal informados sobre o projecto do teleférico… Talvez porque nunca ninguém informou…
Mas aproveita a oportunidade para informar que o teleférico terá uma capacidade até 200 passageiros por hora, ao contrário de um teleférico normal que transporta 2000 passageiros hora…
Diz também que isso representa 50% do actual numero de turistas neste local e que funcionará como condicionador de acesso ao local…
A conversa deste senhor até dá a entender que vai deixar de ser possível ir a pé às 25 fontes ao longo da levada…
Eu até agora ainda tinha dúvidas sobre a utilidade ou não do teleférico, mas estas informações adicionais que agora me deram fizeram-me decidir. A partir de agora sou contra!
As minhas dúvidas têm a ver com a necessidade de ter uma solução para o acesso desde o Paúl até à “casa dos guardas” no Rabaçal. O desnível acentuado e a estrada estreita e sem condições faziam-me pensar que o teleférico seria uma boa solução.
No entanto, fiquei a saber que o que querem construir não é um teleférico, mas sim dois teleféricos… Um do Paúl até à casa dos guardas e outro desse ponto até às 25 fontes. Este segundo teleférico não passa sobre o “Risco”, o que seria o elemento mais interessante de um teleférico no Rabaçal…
As “25 fontes” só são um local interessante porque existe o percurso pedestre ao longo da levada para lá chegar… Chegando de teleférico não é assim tão interessante… e não tem espaço para receber muitas pessoas…
Ora com dois teleféricos, que não passam sobre o “Risco”, que vão tornar mais caro para os utentes, que ameaça cortar o acesso pedestre, que ameaça reduzir o prazer da visita e que tem alguns impactos ambientais… Estou contra!
A TAP mostrou hoje que sabe fazer contas. Com o pretexto de equilibrar o preço das viagens para os Açores e para a Madeira, a TAP decidiu que tinha de baixar o preço ao cliente.
Como nos Açores não há liberalização do espaço aéreo e continua a haver uma comparticipação do Estado em percentagem do preço da viagem, a TAP decidiu baixar a taxa de combustível (que é um extra ao preço da viagem), o que lhe permite baixar o preço final ao consumidor sem baixar a comparticipação do Estado…
Ora tem piada, mas a taxa de combustível é para o combustível e não pode ser utilizada com esta diversidade de critérios.
Não é aceitável ter uma taxa de combustível para os Açores inferior ao que existe para a Madeira quando o combustivel gasto é manifestamente inferior na Madeira.
Inaceitável!
D. Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz de Braga e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, afirmou ontem no início da Assembleia Plenária da referida conferência episcopal que existe uma terrivel praga branca em Portugal que é a baixa da natalidade!
Associou a essa baixa da natalidade o aborto e a facilitação do divórcio.
Ora dizer que é o aborto e o divórcio que levam à baixa da natalidade é um absurdo.
As pessoas têm menos filhos porque hoje podem fazer planeamento familiar! As pessoas acham que ter muitos filhos prejudica a sua qualidade de vida, pelo que adequam a dimensão da sua família à sua situação económica e ao estilo de vida que pretendem ter.
Este ano, se calhar em virtude das medidas pró-natalidade que o Governo de Sócrates tomou, já aumentou a natalidade em 2000 crianças, ou contrário do que faz crer D. Jorge Ortiga.
Mas por falar em estilo de vida, e utilizando a mesma linha de raciocínio absurda do Arcebispo Primaz D. Jorge Ortiga, também se poderia dizer que a culpa da baixa da natalidade é dos religiosos católicos, que escolhendo não gerar descendência, estão a contribuir decisivamente para essa baixa de natalidade.
Mas mais absurdo ainda seria afirmar que a baixa de natalidade é provocada pelo número não dispiciendo de religiosos católico em Portugal e no mundo, que demonstrando manifesta falta de educação sexual, tentam procriar com jovens em idade imprópria para a procriação e muitas vezes de um género que não é compatível com esse nobre objectivo.
Continuando na linha do absurdo, também se poderia dizer que a baixa da natalidade se deve ao grande trauma que todos esses jovens adquirem nessas experiencias juvenis…
Enfim… Duvido que o D. Jorge Ortiga alguma vez chegue a ler este texto, mas se o parágrafo anterior o vier a deixar indignado, fique sabendo que as suas declarações também provocaram em mim o mesmo efeito.
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