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Archive for ◊ Dezembro, 2008 ◊

16 Dez 2008 Abrandamento da economia chinesa
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A economia chinesa está a ter um forte abrandamento no seu crescimento, prevendo-se para 2009 um crescimento de APENAS 5%.

Eu achava que o vasto mercado interno chinês, em grande evolução, seria suficiente para que a China não tivesse problemas económicos. Por outro lado, sendo a China especialista em baixo custo, o mercado internacional tenderia a refugiar-se em produtos chineses para minimizar os custos. Pelos vistos isso não é totalmente verdade. De qualquer forma, crescer a 5% não é um problema…

Mas a notícia do forte abrandamento Chinês deixa-me preocupado. Habituamo-nos a olhar para a china como um enorme tigre adormecido que não incomoda ninguém a não ser que a incomodem…

Nenhum país faz uma revolução em períodos de grande crescimento económico… as pessoas estão ocupadas com outras coisas… Mas se a China chegar ao nível da recessão depois de ter crescido nas últimas décadas acima dos 10%, vamos ter problemas muito sérios.

Sempre pensei que uma eventual revolução chinesa aconteceria no sentido da democracia, que é/era o modelo de sucesso no mundo (EUA + Europa). Com a actual crise mundial tenho dúvidas que a China nos considere o modelo a seguir…

Tenho receio que o nacionalismo Chines, associado ao novo papel da China no mundo, associado a um eventual surgimento populista na China leve ao conflito com o mundo e em última instância à Guerra.

O abrandamento económico da China é muito perigoso! Mesmo muito perigoso…

16 Dez 2008 DropBox – Partilha e sincronização de ficheiros
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Gostava do vos apresentar uma ferramenta fantástica chamada DropBox (www.getdropbox.com)

Esta ferramenta serve para sincronizar ficheiros remotamente, ou por palavras mais simples, ter ficheiros actualizados em mais do que um computador ao mesmo tempo e partilhar os ficheiros de forma fácil com outras pessoas.

Já existem vários serviços on-line deste tipo há algum tempo (por exemplo ADrive – 50Gb de alojamento gratuíto), mas este DropBox é particularmente útil por ser eficiente no upload, funcionar como uma pasta e controlar automaticamente a necessidade de actualização.

Esta ferramenta funciona em Windows, Mac e Linux, o que também é bastante simpático.

Funciona como uma pasta normal, mas sobre cada ficheiro existe um uma imagem que indica se o ficheiro está sincronizado ou se existem actualizações por efectuar.

O funcionar como uma pasta normal também significa que podemos fazer duplo click sobre os ficheiros e abrir com a ferramenta normal e ao gravar esse documento normalmente dentro da ferramenta é detectada a mudança no ficheiro e inicia-se a sincronização remota.

A ferramenta também tem uma ferramenta web que permite restaurar ficheiros apagados por engano, bem como versões anteriores dos mesmos ficheiros, para o caso em que partes do documento são apagadas por engano.

O sistema de upload também é muito eficiente, sendo apenas enviado para a sincronização a parte do ficheiro modificada e não a totalidade do ficheiro. Isto torna a sincronização muito mais eficiente.

Uma outra componente desta ferramenta é a facilidade com que se partilham documentos on-line.
A ferramenta tem uma pasta de partilha em que todos os documentos que nela se encontram têm um endereço internet associado. Assim, é possível enviar o endereço web do ficheiro (URL) e permitir que outras pessoas acedam a essa informação. Por exemplo, este ficheiro.

É possível partilhar pastas inteiras em vez de apenas documentos individualmente. Para isso partilhamos a pasta com determinados endereços de email que recebem a informação de como aceder a essas pastas. Na realidade a pasta partilhada aparecerá na pasta DropBox das pessoas que o têm instalado, o que significa que cada utilizador do DropBox pode partilhar várias pastas com pessoas diferentes sobre assuntos diferentes, tendo todos os utilizadores capacidade para actualizar os ficheiros, colocar novos ficheiros e gerir informação partilhada.

Isto significa que posso ter pastas de fotos ou videos que partilho com diversas pessoas consoante os assuntos.
Posso ter documentos da empresa numa pasta onda apenas as pessoas da empresa têm acesso.
Posso partilhar a pasta Parapente apenas com as pessoas que partilham esse interesse.
Posso partilhar documentos de órgãos sociais apenas com as pessoas que fazem parte desse órgão.

Esta é uma ferramenta fantástica para partilhar ficheiros entre pessoas que trabalham remotamente num mesmo projecto.

É fantástico!

O ficheiro de instalação tem 14,2Mb e pode ser obtido aqui.
E sabem que mais… é gratuíto para alojamento até 2Gb…

Digam lá se esta dica não dá um jeitão?

Já agora pagem lá (indirectamente) pelo serviço clicando num dos banners publicitários que abundam por este site. Cliquem apenas numa publicidade que vos seja útil! :-)

Obrigado!

16 Dez 2008 Que tristeza…
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São os próprios madeirenses a passar uma má imagem da Madeira… à TVI bastou fazer as perguntas e deixá-los falar.

15 Dez 2008 E se os aviões fossem grãos de areia?
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E se os aviões fossem grãos de areia no mapa mundi? Como é que se distribuiriam pelo mundo ao longo das 24 horas do dia?

Via wired

15 Dez 2008 Depois queixem-se…
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No Diário de Notícias de hoje.

Madeira
Videovigilância não prova despedimento
Data: 15-12-2008

Foi um caso que se passou num supermercado da Madeira. O patrão verificou, através das imagens de videovigilância, que a colaboradora cometeu ilícitos criminais e despediu a trabalhadora por justa causa.

Acontece que a trabalhadora impugnou o despedimento junto do Tribunal do Trabalho do Funchal (TTF), pedindo que fosse decretada a ilicitude do despedimento por ausência de factos que fundamentem a justa causa. Mais pediu que a empresa fosse condenada a pagar-lhe a quantia de 31.377,56 euros a título de diuturnidades, diferenças salariais e indemnização por antiguidade ou, em alternativa, que o patrão fosse condenado a reintegrá-la no seu posto de trabalho com respeito pela sua antiguidade, categoria, vencimento e horário de trabalho e ao pagamento dos salários intercalares.

Acontece que no decurso do julgamento, foi requerido pela empresa o visionamento de um “DVD, contendo imagens do vídeo que se encontra junto ao procedimento disciplinar “. Segundo a empresa, tal vídeo provaria o motivo pelo qual o vínculo de confiança se quebrou. É que, no supermercado onde a trabalhadora prestava serviço estão instaladas câmaras de circuito fechado de televisão, tendo em vista a segurança dos bens expostos, sendo que duas incidem em permanência sobre as caixas e as outras fazem o ‘varrimento’ de todo o estabelecimento.

Acontece que a juíza de 1.ª instância indeferiu tal visionamento alegando, entre outras coisas, que o Código do Trabalho proíbe o empregador de utilizar meios de vigilância à distância no local de trabalho, com a finalidade de controlar o desempenho profissional do trabalhador.

É que a ré sustenta o procedimento disciplinar, confessadamente, no recurso ao visionamento das imagens captadas pelas câmaras instaladas no supermercado, quando é certo que as mesmas destinam-se, tão-somente, a que seja precavida ocorrência de delitos não podendo serem utilizadas para efeitos de controle do desempenho do trabalhador. Uma coisa é a prova em processo-crime outra em processo laboral.

A juíza proferiu sentença a julgar parcialmente procedente a acção. A ré recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa que, a 19 de Novembro último, negou provimento ao agravo e confirmou o despacho proferido no TTF.

Lição: meio de prova ilícito

A utilização de videovigilância só é lícita quando tenha por finalidade a protecção e segurança de pessoas e bens ou atentas particulares exigências inerentes à natureza da actividade desenvolvida, estando a mesma sujeita a autorização da Comissão Nacional de Protecção de Dados. O bem jurídico protegido é o direito de reserva da vida privada, constitucionalmente protegido. Ou seja, a videovigilância só se justifica quando for necessária a prossecução de interesses legítimos e dentro dos limites definidos pelo princípio da proporcionalidade.

É , naturalmente, inadmissível que aquele meio seja utilizado para avaliar a capacidade profissional dos trabalhadores. Daí que sejam nulas todas as provas obtidas mediante abusiva intromissão na vida privada e violação do direito à imagem da trabalhadora.

Emanuel Silva

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Porque é que as imagens de video da video-vigilância não podem ser utilizadas para avaliar o desempenho profissional? Que raio de lei é essa? Ainda por cima tendo cometido ilícitos criminais…
Como é que a empresa poderia provar que de facto foi assim? As testemunhas serão mais fiáveis do que o video? Será que esta lei beneficia os trabalhores cumpridores e responsáveis?

E a conclusão ainda é pior… como o meio de prova não é considerado a empresa tem de pagar 31.377,56 euros e reintegrar a EXCELENTE trabalhadora na empresa.

Eu não culpo o tribunal que apenas cumpre a lei e só admite como prova o que a lei preve como admissível. Eu culpo quem faz estas más leis, ou seja, os parlamentares! Neste caso da República.
Depois queixem-se de que as empresas contratam pouco ou contratam de forma precária… É uma pouca vergonha…

15 Dez 2008 Prever e errar, é só começar

Excelente artigo do Vitorino Seixas no Diário de Notícias

Vitorino Seixas
Prever e errar, é só começar

A actual crise financeira mundial trouxe para o centro das preocupações a incerteza quanto ao futuro. De repente, parece que tudo está em causa. Um dia ouvimos a previsão de que o preço do petróleo vai ultrapassar os 200 dólares até ao final de 2008 e, poucos dias depois, ouvimos a previsão de que o preço do petróleo vai descer abaixo dos 50 dólares.

Perante aquilo que Karl Popper denomina a grave e incurável imprevisibilidade do mundo, o Presidente da Galp assume uma atitude defensiva dizendo “já não faço previsões sobre a evolução do preço do petróleo. Os analistas prevêem que vai continuar a descer. Vamos aguardar para ver”. Esta atitude é natural depois da forte contestação à subida do preço dos combustíveis, em especial à política de preços da Galp. É evidente que o Presidente da Galp aprendeu a lição: não é possível prever o futuro.

No entanto, há muita gente que ainda não aprendeu a lição pois continuamos a ser bombardeados com as mais disparatadas previsões. Um dia é a previsão optimista do crescimento do PIB mas no dia seguinte surgem várias previsões pessimistas. Um dia é a previsão optimista do desemprego para 2009 mas no dia seguinte surgem diversas previsões com taxas bem pessimistas. Um dia anuncia-se o Orçamento de crescimento para 2009 mas no dia seguinte toda a oposição contesta a falta de rigor das previsões do documento. Um dia inaugura-se um investimento de 120 milhões de euros na indústria mineira, com grande pompa e optimismo, mas 6 meses depois anuncia-se o encerramento da empresa.

Como explicar tal desnorte? Para Nassim Taleb, o autor do best-seller Cisne Negro, “as pessoas e os historiadores gostam de acreditar que a evolução se faz numa progressão previsível por pequenos incrementos, pois de uma forma geral, somos incapazes de aceitar o conceito de imprevisibilidade”. Por outras palavras “os humanos são excelentes no campo da auto-ilusão”.

Para tal, recorremos a sofisticados modelos e mapas intelectuais para fazer previsões. Para reforçar a auto-engano escolhemos modelos de iluminados gurus da gestão, de preferência de Harvard ou de outra prestigiada escola de gestão. O que nenhum destes aclamados académicos nos diz são as contra-indicações dos seus modelos pois, tal como acontece com os medicamentos, também podem ocorrer efeitos secundários imprevistos de extrema gravidade. A este propósito, não deixa de ser curioso que, das 500 maiores empresas dos Estados Unidos em 1957, apenas 74 existiam 40 anos depois. Provavelmente, a maioria delas utilizava os modelos das melhores escolas de gestão.

Neste contexto, será que podemos acreditar nas previsões do défice da segurança social só porque foram utilizados modelos de académicos, alguns premiados com o Nobel? Tendo presente os erros de previsão do passado, tudo indica que não. Para Taleb, no actual cenário de incerteza, prever e adivinhar é a mesma coisa, pelo que considera escandaloso que se continuem a fazer previsões com recurso a modelos de inferência defeituosos criados por académicos “bastante publicados”, os quais não contemplam a incerteza, ou seja, excluem os acontecimentos raros como o 11 de Setembro, o furacão Katrina ou o tsunami na Ásia. A explicação é simples: como temos necessidade de reduzir a complexidade dos problemas para os tentar compreender, preferimos a ilusão das projecções do défice da segurança social até 2020. Como por magia, nas previsões os riscos desaparecem. Na verdade, trata-se de auto-ilusão.

Mais, analisar o mundo através de modelos provoca cegueira em relação ao futuro. A análise com base em modelos provoca um “efeito de túnel” ao obrigar-nos a pensar dentro da caixa, de forma fechada, desprezando os acontecimentos improváveis. Foi o que aconteceu com as previsões das instituições financeiras que não tiveram em consideração as fontes de incerteza fora do âmbito dos modelos. Não é pois de estranhar que se tenha descoberto que muitos bancos estavam sentados sobre verdadeiras bombas-relógio, de tal modo estavam expostos a um conjunto incalculável de riscos.

Entretanto, com o recente colapso de algumas instituições financeiras tornou-se evidente que a “ecologia financeira assume a forma de bancos gigantescos, incestuosos e burocráticos – quando um cai, caiem todos”. Durante anos, os especialistas defenderam a concentração bancária e o funcionamento inter-relacionado dos bancos como solução para reduzir a probabilidade de ocorrência de crises financeiras mas, em contra-partida, não previram que, em caso de crise, esta assumiria uma dimensão global e uma gravidade nunca vista. Para termos uma ideia do impacto dos acontecimentos extremos basta dizer que, nos últimos 50 anos, metade dos retornos dos mercados financeiros foram conseguidos em 10 dias extremos.

Apesar destas evidências, tudo indica que os especialistas e os analistas vão continuar a fazer previsões sobre a evolução do emprego, do PIB e da crise financeira. Este autismo, segundo Taleb, “é uma cegueira mental”. O mundo linear, que se consegue prever, é uma ideia platónica. A história confirma que o mundo não avança de forma previsível mas sim aos saltos, de fractura em fractura, com alguma turbulência. Por maioria de razão, no mundo complexo em que vivemos, onde ocorrem muitos acontecimentos extremos e improváveis, ninguém está seguro. Ninguém consegue prever o que quer que seja. O futuro já não é o que era.

“Ninguém espera que um médico saiba se haverá uma epidemia de sarampo no próximo ano ou que um biólogo diga como evoluirá a tromba dos elefantes, mas muita gente espera que um economista saiba exactamente quando será a próxima crise da bolsa ou a próxima recessão”, Timothy Taylor…

Vitorino Seixas

15 Dez 2008 As soluções para ultrapassar a crise

Tenho andado a remoer no meu cérebro qual é a solução para a crise?
A crise existe porque primeiro faltou o crédito e depois faltou a confiança em relação ao futuro.
Mesmo com as benesses que têm sido dadas aos bancos nos últimos tempos, os bancos não emprestam porque a percepção do risco é muito elevada. Ou melhor… só emprestam a quem demonstrar que não precisa do empréstimo apresentando mega garantias reais…
A confiança, como bem intangível que é, não se produz em fábrica, não se compra no mercado. Simplesmente existe porque olhávamos para o mundo e ele comportava-se como sempre se comportou – superava o teste do tempo…
Os especialistas que nos habituamos a respeitar diziam coisas que se confirmavam verdadeiras – superava o teste da autoridade…
As regras legais e de bom senso eram seguidas pelos gestores de topo (que ganhavam principescamente), pelo que os riscos estavam a ser avaliados correctamente – superava o teste da respeitabilidade.
Quando os mercados dos cereais, do petróleo, do ouro, os gestores e até os bancos começaram a se comportar de forma estranha, muita da imagem que consideravamos normal na economia ruiu.

Estou a recapitular a crise, mas o meu objectivo neste post e dizer a minha opinião sobre como se sai desta crise…

Existe um livro que li logo quando foi publicado (em inglês) do casal Tofler. Os mesmos que escreveram o choque do futuro e a terceira vaga. Neste livro, que recomendo vivamente, o casal Toffler aborda o tema da riqueza como será produzida e consumida no século XXI, tendo em consideração que já estamos a viver na sociedade da informação.

Riqueza Revolucionária : o Significado da Riqueza no Futuro
Alvin Toffler Heidi Toffler

Apenas duas notas que me parecem fazer todo o sentido para a situação que vivemos:
- A maior parte das actividades humanas estão suportadas na economia não monetária, ou seja, em que não actuamos perante o pagamento em dinheiro pelos nossos serviços. Criamos filhos de borla, fazemos comida, ajudamos os amigos e familiares, etc. A economia monetarista não sobrevivia um único dia se não existisse essas milhões de actividades que fazemos gratuitamente e de boa vontade.
- Cada vez mais somos produtores e consumidores do que produzimos. Vejamos o caso dos blogs… Escrevemos e lemos o que os outros escrevem sem que ninguém nos page por isso.

Assim, para ultrapassar esta crise apresentos as seguintes 10 soluções:

1. Não ficar parado!

O mais importante é não cair no imobilismo depressivo de quem acha que não pode fazer nada e que a solução tem de ser descoberta pelos outros (sobretudo pelo Estado…).

2. Analise o que é de facto importante para si

Como quer que as pessoas que são importantes para si se recordem de si quando morrer? O que quer ser? O que quer fazer? O quer é imprescindível ter?
Saber o que se quer é o mais importante para alcançar o objectivo. Se faz coisas que não são importantes e que só lhe fazem perder tempo e dinheiro então está na altura de reavaliar se as deve continuar a fazer… A crise permite justificar muitas coisas…

3. Fomentar a economia não monetária

Ajudar quem precisa, começando pela própria família, pelos amigos. Se ainda sobra tempo participar em grupos que fazem actividades que acrescentam valor moral, material ou de entretenimento.
Participar em “bancos de tempo”. Participar no rancho folclórico. Participar no clube de bridge.
O que quer que lhe faça feliz e produza valor, mesmo que não lhe dê dinheiro pelo que faz.
Leia e conte aos outros. Se lhe apeceter escrever escreva! Crie um blog!

4. Melhorar a saúde e a forma física

Aproveitar o tempo livre para cuidar da saúde e da forma física. Caminhar com ritmo pela cidade ou pelo campo. Percorrer as levadas que ainda não conheçe.
Ir ao médico fazer os checkups que já não são feitos há tanto tempo.
Emagrecer. Preparar os musculos para o próximo ciclo económico. :-)

5. Melhorar a formação

Nada melhor nestes períodos de crise do que melhorar a formação. Se os cursos são caros compre livros. Se os livros são caros procure a informação gratuítamente na Internet. Se a internet é cara vá a uma biblioteca pública.
Aproveite o programa “Novas Oportunidades”. Se puder inscreva-se na Universidade (como trabalhador estudante). Afie o seu machado!

6. Networking

Aproveite para conhecer pessoas. Cada pessoa conheçe pelo menos 500 outras pessoas, pelo que quanto mais pessoas conhecer maior facilidade terá em conseguir ajuda para resolver qualquer problema.

7. Esteja atento aos problemas e às oportunidades

Os problemas determinam como será o futuro.
As oportunidades são detectadas primeiro por quem está atento.

8. Organize-se

Faça as coisas que estão há tanto tempo por fazer, sobretudo se essas coisas lhe vão permitir ser mais eficaz ou eficiente no futuro. Organize o seu tempo. Decida prioridades.

9. Seja criativo

Fazer o que sempre fez só o levará aonde sempre foi. Atreva-se a fazer de forma diferente. Não faça sempre o mesmo caminho. Vá até onde nunca foi. Faça as coisas de forma diferente e veja se essa forma tem alguma vantagem. Não tenha medo de experimentar e inovar.
Quer fazer férias em 2009 e não tem dinheiro? Inscreva-se no Intervac e faça férias em lugares fantásticos de forma barata!

10. Espalhe sorrisos

Espalhe sorrisos, porque ao sorrir o cérebro liberta substância químicas que o fazem sentir mais faliz e fazem os outros mais felizes.
Lembre-se que ainda hoje não sabemos se os passarinhos cantam porque estão felizes ou se estão felizes porque cantam.

Estes 10 conselhos são válidos para qualquer altura, mas sendo este um momento de mudança e de oportunidades parecem-me atempado sugeri-los.

15 Dez 2008 Pluralismo na Madeira
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Obtido no Madeira4Ever.

O próprio Alberto sozinho é capaz de ter meia duzia de opiniões diferentes e contraditórias sobre o mesmo assunto e num curto espaço de tempo! Se calhar é isso a que se chama pluralismo…

Mas a maioria dos cidadãos estão apáticos e não tem opinião sobre nada, não viram, ouviram nem leram nada e não querem saber de nada…

Fazem como diz a Bíblia no salmo 23..

O Senhor é o meu pastor e nada me faltará;
Ele me faz descansar em campos verdejantes
e me leva a águas tranquilas.

15 Dez 2008 Energia eólica mais eficiente
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A empresa FloDesign Wind Turbine propõe uma inovação tecnológica nas turbinas para melhor aproveitar a energia eólica.

Com estas novas turbinas baseadas nos aviões a jacto aproveita-se melhor o vento, o equipamento é mais resistente, ocupa-se menos espaço e reduzem-se os custos de transporte e instalação das turbinas. É só vantagens!

Segundo esta empresa as turbinas tradicionais, na melhor hipótese, apenas aproveitam 59,3% do vento (limite Betz).

15 Dez 2008 Obter energia nas janelas de casa
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A empresa Rainbow Solar Inc. propõe a geração de energia colocando uma película fotoeléctrica transparentes sobre as janelas dos prédios.

Estes paineis permitem gerar apenas entre 80 a 250 Watts. Não é muito, mas sempre é melhor do que perder essa energia…

15 Dez 2008 Energia Piezoeléctricas nas Estradas
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Engenheiros Israelitas estão a iniciar um teste de geração de energia piezoeléctrica numa autoestrada.

A ideia é transformar em corrente eléctrica a energia mecanica devida ao peso, vibração e variações de temperatura dos carros que passam sobre a via.

Os cientistas esperam podem obter 400 kilowatts por cada quilometro (em duas vias), mas o artigo não diz em que período de tempo… Depende naturalmente do transito… Vou considerar que é por dia, mas é apenas uma suposição minha… Um painel fotovoltaico “caseiro” gera 15 kilowatts por dia. 400kilowatts por 1Km de estrada parece-me uma estimativa razoável.

Ora, por exemplo, a Via Expresso na Madeira tem a concessão de 80,5 Km mais 13 Km de vias de acesso. Presumindo que seria possivel ter o chão instalado em 10Km de via, isso significaria produzir 4000 kilowatts por dia e qualquer coisa como 1 056 000 kilowatts por ano.
O preço actual de compra da energia é de 0,10€ por Kilo Watt por Hora. O Decreto-Lei 363/2007 bonifica a venda por micro geração para 0,65€ por Kilo Watt Hora, mas esse não é um valor sustentável a prazo….

De qualquer forma, presumindo apenas 10Km de via com tráfego suficiente para gerar 400 kilowatts por dia temos uma receita anual potencial de 100 000€, o que não é nada de se deitar fora…
Outra questão é quanto custa este chão piezoeléctrico…

Estes dados têm demasiadas suposições… Mas fica a dica para uma melhor análise no futuro.

14 Dez 2008 Crédito = Emprego?
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Tenho ouvido repetidamente nos últimos tempos que a manutenção do actual nível de emprego depende da retoma do crédito. Não percebo porquê…

Na actual conjuntura duvido que alguém (pessoa ou empresa) vá pedir empréstimos para consumir mais do que o estritamente necessário.

Mesmo os empréstimos para investimento em algum momento na árvore de empresas e cidadãos vai ser utilizado para reduzir o montante das dívidas e não para consumir mais. Por isso não entendo a associação lógica que é feita entre retoma do crédito e manutenção do nível de emprego.

A ideia que me parece estar subjacente a esta associação é que no momento actual só é possivel manter o emprego aumentando o endividamento só para conseguir sobreviver a esta crise… Mas será que isso faz sentido?

Alguém me explica?

14 Dez 2008 Tubinas Eólicas Inteligentes
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De acordo com o Público, cientistas espanhois estão a preparar um sistema que faz parar as turbinas eólicas quando detectam aves a 750 metros.

Será que também funciona com parapentes? Dava jeito!

14 Dez 2008 Vaticano contra fertilização in-vitro
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Será que os candidatos a pais recorrem à fertilização artificial por gosto ou porque Deus não ajudou na fertilização natural? Nem tenho paciência para fazer mais comentário… A estupidez é suficientemente clara.

Do Público
Vaticano condena fertilização artificial e engenharia genética
Instrução Dignitas Personae divulgada hoje

O Vaticano emitiu hoje um documento intitulado Dignitas Personae que revela as suas reservas sobre quase todas as formas de fertilização artificial e engenharia genética. Fica o apelo aos católicos de todo o mundo para que se oponham a estas novas técnicas da biotecnologia que, dizem, são moralmente condenáveis. Mas nem toda a pesquisa biomédica é alvo de repúdio.

14 Dez 2008 Um Parlamento Queiroziano
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Mais spin

UM PARLAMENTO QUEIROZIANO
14.12.2008, Texto Tolentino de Nóbrega

Insultos, agressões físicas e ameaças. É a Assembleia da Madeira, que de tal forma lembra Uma Campanha Alegre que foi ordenada uma décalage de cinco minutos na transmissão do plenário online. Mais ou menos democrática, a ideia foi impedir o visionamento de “cenas desprestigiantes”. Mas isso não muda a realidade. Memórias de mais de 30 anos de episódios.
A opinião tem pela Câmara dos Deputados um sentimento unânime e unanimemente declarado: o tédio. Diz-se mal da Câmara por toda a parte. Os jornais mais sérios falam constantemente da sua improdutividade. Ela é geralmente considerada como um sórdido covil de intrigas. Se se pergunta:- Que houve hoje na Câmara?- Uma farsa – respondem uns.- Uma feira – respondem outros.”Não era sobre a Assembleia Legislativa da Madeira (ALM) que escrevia Eça de Queirós, em Maio de 1871. O parlamento regional só foi criado um século depois, mas em apenas três décadas de existência, marcada por picardias nalguns casos de cariz insultuoso e acompanhadas de agressões físicas, pouco parece diferir da câmara de deputados retratada pelo escritor em Uma Campanha Alegre. O recente episódio do deputado do PND, José Manuel Coelho, a desfraldar uma bandeira com a cruz suástica no parlamento, em protesto contra o novo regimento, que restringia os direitos de iniciativa e intervenção dos partidos da oposição, colocou nas primeiras páginas dos jornais e na abertura dos telejornais o hemiciclo da Avenida do Mar. Sobretudo pela consequente “imediata suspensão” do deputado, acusado de “demência” em processo sumaríssimo e sem direito a defesa, por requerimento do PSD. No dia seguinte, prossegue Eça de Queirós, “os jornais políticos vêm cheios destas fórmulas: ‘A Câmara ontem deu um espectáculo triste para quem preza os verdadeiros princípios… ‘A Câmara está oferecendo a prova da sua falta de independência…’ ‘A Câmara salta por cima dos princípios mais rudimentares da administração’.”- O parlamento é uma vergonha – diz-se nos cafés.- Vamos aos touros! – exclama-se nas galerias (textual).- Amanhã há escândalo! – murmura-se na véspera das sessões.E houve. De facto, o deputado foi impedido de entrar no parlamento. E o líder regional do PND, Baltazar Aguiar, expulso da galeria do público por exaltados protestos contra a suspensão do “deputado do relógio”, sem prévio procedimento judicial. “Não! Isto é extremamente sério! Para que o presidente de uma Câmara mande evacuar as galerias com o motivo de elas não presenciarem as posições que os deputados estão tomando”, escreve Queirós. Depois, adianta o escritor, “aparecem contra ela panfletos satíricos”. No quinzenário Garajau, a preencher toda a capa, surge uma foto de Jardim, vestido de Hitler e bandeira nazi em fundo, com uma sua frase sobre a oposição em parangonas: “Mas não posso estar em todo o lado e por isso peço ao povo que vá tratando deles enquanto eu vou trabalhando.”Fazem-se-lhe epigramas, põem-se-lhe alcunhas. Os folhetins escarnecem-na; os jornais de notícias contam com uma singeleza dramática: “Ontem a sessão passou-se em injúrias pessoais.”Contam os diários que Jardim verberou aquelas “palhaçadas de uns analfabetos, na Assembleia Regional”. Apontando-lhes “impotência” e “indigência cultural e política”, disse que têm por objectivo “tentar abandalhar os trabalhos da assembleia” e “são preparadas fora desta por conhecida burguesia ambiciosa”, a qual, “se tivesse rédea solta, voltar-se-ia à exploração do povo como no passado”. Para cortar o mal pela raiz, isto é, o comando exterior, o presidente do parlamento, Miguel Mendonça, ordenou que houvesse uma “décalage de cinco minutos” na transmissão do “plenário online”, para poder impedir o visionamento de “cenas desprestigiantes”.Um dos primeiros episódios nada prestigiantes aconteceu logo no final da primeira legislatura, quando o parlamento ainda funcionava no antigo salão nobre da Junta Geral do Distrito, com deputados sentados em carteiras escolares. O padre Martins Júnior, então deputado eleito pela UDP, foi violentamente agredido no interior da assembleia. Identificou como autor da agressão, confirmada por relatório médico, um deputado do PSD, mas o inquérito acabou por ser arquivado por falta de provas. Quase 30 anos depois, em Março de 2006, o secretário-geral do PSD, Jaime Ramos, terá tentado agredir o irmão daquele padre, Bernardo Martins (PS), no que foi impedido por outros deputados que participavam na conferência de líderes, no intervalo do plenário. Por “filho da puta”, entre outros impropérios, foi tratado o deputado do PS só porque se insurgiu contra a forma pouco cortês como Ramos reagiu a uma intervenção de Violante Saramago Matos. “Vai à merda”, rematou o número dois do PSD madeirense quando esta deputada do Bloco de Esquerda discordava da interpretação do regimento a adaptar numa sessão especial. Como noutras circunstâncias, o presidente do parlamento, Miguel Mendonça, lembrou que não tem “poderes disciplinares sobre os deputados” que, no quadro dos seus deveres, têm a obrigação de respeitar a autoridade da mesa”. Mas esta, lamentou, nem sempre é obedecida, “apesar dos apelos à contenção”. Mendonça, conforme revelaram deputados oposicionistas, terá sido mesmo insultado por um companheiro de partido, numa anterior conferência de líderes.Pouco cavalheiro tinha sido igualmente Ramos ao tratar por “cabra” outra deputada, Rita Pestana (PS), num plenário. Mais longe foi, no final da legislatura em 2004, na ameaça de “um tiro nos cornos” ao líder comunista Edgar Silva. Em debate estava a constituição de uma comissão de inquérito pedida pelo PCP à derrapagem da empreitada do Parque Temático de Santana, em que estariam envolvidas construtoras ligadas ao líder parlamentar do PSD.Por “tonto” tratou Jardim o antigo primeiro-ministro António Guterres e Jaime Gama, antes de o actual presidente da Assembleia da República descobrir que o líder insular passara de Bokassa a “supremo exemplo de democracia”. Na discussão do Plano e Orçamento para 1996, prolongados até de madrugada, Jardim, numa eufórica reacção pós-jantar, interrompeu várias vezes a intervenção de Gil França, chamando “burro” ao orador. Mas não gostou que o deputado do PS lhe devolvesse o epíteto “com a mesma simpatia”, e, em protesto, abandonou a sessão, o que, a qualquer pretexto, se repete na única vez que anualmente vai ao parlamento, para discussão do Plano e Orçamento. Dois anos depois, novamente num desses debates, o presidente madeirense classificou de “delinquentes potenciais” e “perigo social” os dois deputados do PCP, Edgar Silva e Leonel Nunes. Ainda em 1998, o deputado Coito Pita (PSD), em tom ameaçador, desafiou a “ir lá fora” Martins Júnior (então no PS), designando-o por “fantoche comunista”, numa troca de insultos que esteve à beira das vias de facto. A Martins Júnior o PSD levantou a imunidade para responder em tribunal pelas suspeitas levantadas ao desaparecimento de valiosíssimas pratas, em 1997, aquando da transferência do parlamento para a antiga Alfândega, a cargo de deputados da maioria que, não raras vezes, têm posto em causa as capacidades intelectuais de deputados das minorias. Em Fevereiro de 2002, o PSD aprovou na Assembleia um requerimento no sentido de proceder à “avaliação das faculdades mentais” do deputado João Carlos Gouveia, hoje líder do PS madeirense. “É próprio dos regimes fascistas e dos ditadores ameaçarem os seus opositores com a prisão ou com o hospital psiquiátrico”, comentou Bernardo Martins, líder da bancada socialista, ao apresentar um voto de protesto pela apresentação do requerimento e pela conduta do presidente ao admiti-lo para votação, “atentatória da dignidade dos deputados” e “desprestigiante para o parlamento e para a região”.Por condenar “o comportamento de verdadeiros garotos” dos seus companheiros de partido, Virgílio Pereira foi alvo de processo disciplinar ordenado por Jardim e afastado da vice-presidência da comissão política do PSD, num congresso extraordinário convocado expressamente com esse objectivo. “Que me demitam, se quiserem. Não sou eu que prejudico o partido, o que prejudica o PSD são certos comportamentos”, respondeu Pereira. “Talvez seja o político que menos insultou os adversários, algo que, pelos vistos, se tornou hábito na Madeira. Nunca utilizei termos como ‘burro’ ou ‘tonto’ para me dirigir aos meus opositores, por exemplo”, lembrou, numa indirecta a Jardim, aquele antigo presidente da Câmara do Funchal e ex-eurodeputado. “Se não respeitamos a dignidade dos cargos, não dignificamos a política”, advertiu.Quando, também em 2005, o Tribunal do Funchal condenou João Carlos Gouveia por crime de difamação a Jardim, a defesa do deputado contrapôs com os “excessos verbais” do governante que mereceu do jornal espanhol El Mundo o título de “o mestre português do insulto”. A sentença reconheceu que “o contexto político da Madeira é caracterizado por uma particular contundência, à qual não é alheio o discurso político do próprio” presidente do governo regional. Aliás, imitado pelos seus pares. “Burro” chamou Ramos, em Dezembro de 2004, ao líder do PS, Jacinto Serrão, na discussão do programa de governo. Interrompido por constantes apartes do chefe do governo, Serrão lembrou a Jardim que na véspera ouvira em silêncio o seu discurso de duas horas e meia, tão longo que, disse, faria “adormecer rinocerontes”. A este comentário reagiu energicamente Ramos, que endereçou ao dirigente socialista os epítetos de “rinoceronte”, “gatuno” e “burro”.Aconselhando Ramos a não entrar pelo “caminho da zoologia”, Serrão acusou o também secretário-geral do PSD de chegar a “milionário ao fim de dez anos”, quando antes era “vendedor de sifões de retretes”. “Jaiminho, Jaiminho, onde arranjaste o dinheiro?”, questionou. O ambiente aqueceu tanto, com troca de impropérios imperceptíveis, que ficou impróprio para prosseguir o debate. No longo discurso de abertura, Jardim acusou o PS de “colonialista”, o PCP de “polícia política” e o BE de “partido das tias de Cascais”, além dos habituais ataques a Lisboa, esteja no poder o PS ou o PSD. Em Julho de 2005, quando Jardim quis expulsar os chineses da Madeira, o PSD aprovou no parlamento um voto de protesto pelo pedido de desculpas à China apresentado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros. O documento mostrava estranheza “não só ela demência de tal medida, bem como pela pessoa que a produz”, o “sr. Diogo” [Freitas do Amaral].Um mês antes, os deputados sociais-democratas aplaudiram, de pé, os insultos de Jardim aos “bastardos, para não lhes chamar filhos da puta”, da comunicação social, que noticiaram a acumulação da reforma com a totalidade do vencimento de presidente do governo, benesse já então abolida a nível nacional. Indignados, os deputados da oposição classificaram a atitude social-democrata de “garotice”, “palhaçada” e “própria de uma república de bananas”, tendo o líder do CDS-PP proposto que a gravação dos aplausos “fosse enviada para a Quinta Vigia [residência oficial do governante] e para a Coreia do Norte”.”As provocações (diz o sr. Melício) eram acompanhadas de murros sobre as carteiras. Quadro esplêndido!” Eça parece descrever a sessão comemorativa dos 25 anos da autonomia, celebrada a 1 de Julho de 2002, durante a qual a maioria reagiu às críticas das oposições ao “poder absoluto e autocrático” na Madeira, ruidosamente, com “todas as variedades sonoras de uma argumentação eloquente!” Um dos convidados, o ministro da República, Monteiro Diniz, foi demovido de abandonar a sessão presidida pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, quando Jaime Ramos o atacou como “resquício do colonialismo”. Terá sido para evitar a reedição da cena que o Presidente Cavaco Silva a não incluiu no programa da sua primeira visita oficial à região, uma sessão de boas-vindas no parlamento, como fez nos Açores. O chefe de Estado seguiu o conselho de Jardim, para quem “era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa”. E recebeu no hotel onde se hospedou os representantes das oposições que este conselheiro de Estado também trata por “rafeiros”, “subversivos idiotas”, “malandros”, “canalhas”, “tarados”, “psiquicamente doentes”.Advertência final de Eça: “Não queremos que acusem as Farpas de parciais! Não se dirá que foi a nossa pena, exaltada pela fantasia e pela ironia, que desenhou os contornos de uma sessão memorável na Câmara!”

14 Dez 2008 Bush atacado por jornalista no Iraque
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O jornalista atirou os seus sapatos a Bush (uma grande ofensa naquela zona do mundo) em plena conferência de imprensa. O nível de respeito pelo “libertador do Iraque” está mesmo baixinho, baixinho.
Bush veio despedir-se ao Iraque e de facto não vai ter vontade de ir a mais lado nenhum.

É como se os Iraquianos dissessem “vai e trás saudades que é coisa que cá não deixas”.

14 Dez 2008 Energia gerada em águas mansas
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Da Universidade do Michigan chegam novidades revolucionárias!

Os investigadores descobriram uma forma inovadora de produzir energia renovável com água a fluir a partir de 1 nó (1 nó = 0.514(4) metros por segundo). A generalidade das turbinas necessita de um fluxo de 5 a 6 nós para produzir energia de forma eficiente…
Isto abre enormes possibilidades, uma vez que a generalidade dos fluxos de água no mundo corre a uma velocidade inferior a 3 nós… Ainda ontem (ponto 7) eu dizia que não me parecia que houvesse forma de obter mais energia hidroelectrica em Portugal e já me estou a contradizer… Felizmente!

Já todos ouvimos falar de movimentos oscilatórios. Já todos vimos peixes a nadar em cardume.
Alguns de nós já ouviram falar em vortices. E que tal misturar isto tudo e ter uma teoria de como os peixes nadam e ter uma aplicação prática para obter energia a partir de água em movimento lento.

Movimentos oscilatórios
Já os Romanos sabiam que não se passa sobre pontes a marchar! O risco inerente a esse acto é que a marcha esteja sincronizada com a micro oscilação da ponte e estando sincronizada exista a amplificação do movimento ondulatório.

Desde há muitos anos que oiço a anedota da arma secreta dos chineses, que saltando em séries ordenadas de bancos com 1 metro de altura poderiam amplificar a vibração da terra e provocar terramotos do outro lado do planeta…

Os movimentos oscilatórios estão em toda a nossa volta, mas sempre olhamos para eles como algo a evitar e não algo com valor intrínseco. Os edifícios, as pontes e os carros são constuídos para evitar as vibrações!

Peixes a Nadar
Como é que nadam os peixes? É certo que eles movem o corpo num movimento ondulatório. É certo que esse movimento lhes permite propulsão e que as barbatanas são para movimentos de precisão.
Por exemplo, os lobos marinhos movem-se de forma fantástica apenas com a propulsão do corpo.
Apesar de saber isto, não tinha ideia de como é que isso funcionava. Foi no vídeo de apresentação desta nova
forma de produzir energia que percebi. Ao mover o corpo para um lado e para outro produzem vortices alternadamente de um lado e do outro e é com base nisso que se “apoiam” para avançar na água.
Ou muito me engano ou as aves e os insectos voadores fazem exactamente o mesmo. Mais do que utilizar a força bruta para obter velocidade suficiente para levantar voos, o sofisticado movimento das asas deve criar propositadamente vortices e empurrá-los para trás para dessa forma conseguir avançar. Só depois de ganhar altura é que as aves utilizam a forma biconvexa das suas asas para planar (como os parapentes).

Vortices Combinados
Os peixes nadam juntos não apenas por razões defensivas face a perdadores, mas para aproveitar os vórtices dos que lhe estão à frente. Os patos também voam em V e o que vai à frente é o que tem de fazer mais esforço. O mesmo acontece com os ciclistas… O lugar para pedalar com menos esforço é com a nossa roda da frente imediatamente após e ao lado da roda de trás do ciclista da frente…

Energia a partir de águas mansas
Tudo isto eu descobri ao ver esta notícia da Universidade do Michigan!
Com o método que descobriram e que já estão a tentar explorar comercialmente através da empresa Vortex Hydro Energy.

A ideia é bestialmente simples. Aproveitar a água que passa para fazer aumentar a amplitude do movimento oscilatório de umas simples barras. Na parte vertical das barras existe uma bobine e o movimento de um himen no interior da bobine produz uma pequena correntes eléctrica.

O produto chama-se VIVACE (Vortex Induced Vibration for Aquatic Clean Energy – Em português Vibração induzida por vórtices para energia aquática limpa)

Já estou a imaginar aplicações disto a inúmeros cenários. Por exemplo a Ribeira da Laje no Porto Moniz que deita dia e noite uma considerável quantidade de água à velocidade de 1 metro por segundo. E as ribeiras? São mais que muitas aquelas em que se poderia aplicar esta tecnologia com impactos reduzidos no ambiente.

Fantástico!

13 Dez 2008 Dois Jack Russell radicais
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13 Dez 2008 Salvem os ricos – Contemporaneos
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:-D

Salvem os Ricos dos Contemporaneos

Chegou a crise, não há razão para temer
É que nesta crise o Teixeira dos Santos vai-nos proteger
Mas neste mundo, injusto, o dinheiro está garantido
Para o pobre, o remediado e o sem abrigo

Mas pensa naqueles, os multimilionários
ficaram sem bancos e sem juro dos salários
E sem direito a indemnizações
Têm de pedir um aval
à sopa dos pobres dos ricos – o Banco de Portugal

O desespero tomou conta
de toda a Quinta da Marinha.
em vez de lavagante comem lambejinha

E vão ter de abandonar o Conselho de Estado
O quadro do Miró foi penhorado
Porque esse Portugal já não é neoliberal
Saberão que estamos no Natal

O SubPrime lipou-lhes muitos milhões
A Polícia trata-os como aldrabões
Saberão que estamos no Natal

Salvem os ricos
Salvem os ricos
Salvem os ricos

Ajudem os milionários
Salvem os ricos
Ajudem os milionários
Salvem os ricos
Ajudem os milionários

13 Dez 2008 Envolvimento nos Jogos de Computador
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Vi no Gamasutra um estudo interessante sobre a reacção dos jogadores ao longo de diversas situações em jogos de acção bastante conhecidos.

O estudo analisa as reacções corporais como as ondas cerebrais, o batimento cardiaco e o piscar de olhos para obter um valor indicativo do nível de envolvimento no jogo.

Achei a ideia de fazer este tipo de testes muito interessante.