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Archive for ◊ Abril, 2009 ◊

22 Abr 2009 Conselho Consultivo – inutilidade superveniente
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Em Junho de 2007, a Moção Global dizia:

2. Conselho Consultivo
O Conselho Consultivo desempenhará um papel extremamente relevante no
futuro imediato do partido. Cada membro pode apresentar propostas à Direcção
política do PS-Madeira. O Conselho Consultivo, para além do simbolismo que
representa, deverá empenhar-se activamente na condução política do PS-Madeira,
reunindo – se, de dois em dois meses, com o Presidente do PS-Madeira e
Secretariado.
São membros do Conselho Consultivo as seguintes personalidades:
- O Presidente Honorário do PS-Madeira;
- Os ex-Presidentes do PS-Madeira;
- Os ex-Líderes Parlamentares da Assembleia Legislativa da Madeira;
- Os antigos parlamentares da Assembleia da República e do Parlamento Europeu;
- Os membros do Governo da República inscritos no PS-Madeira;
- Cinco personalidades indicadas pelo Presidente do PS-Madeira.
A participação política das principais personalidades do PS-Madeira,
estimulará a vida partidária, reforçando a unidade e a coesão internas. São esses
sinais que nós precisamos para podermos efectuar o nosso trabalho político em
todos os patamares de intervenção.

22 meses depois, João Carlos Gouveia anuncia que já não vai ser criado
A minha dúvida é se alguma vez João Carlos Gouveia precisou de conselhos para que decidisse dizer ou fazer o que diz e faz? João Carlos Gouveia mudaria de opinião com base nesses “conselhos”? Então para que serviriam a João Carlos Gouveia os conselhos dados por tão relevantes dirigentes?
O Conselho Consultivo para este presidente sofre de inutilidade superveniente, pelo que acho muito bem que não seja criado… neste mandato.

22 Abr 2009 Descolando para um voo sobre o Funchal
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Aqui estou eu a descolar para um voo sobre o Funchal. Foi no passado Domingo!






22 Abr 2009 Chão da Lagoa -> Fajã da Ovelha
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Vejam lá este filme do Décio Abreu desde o Chão da Lagoa até à Fajã da Ovela! Incrível!

21 Abr 2009 Miguel Fonseca o “destravado”
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Miguel Fonseca, o “destravado“.

:-D

21 Abr 2009 A Evolução da Rita em 1 ano
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Ainda não temos as fotos do aniversário da Rita para colocar, mas aqui fica uma comparação gira, a Rita quando nasceu e no dia da sua 1ª festa de aniversário:

A Evolucao da Rita

20 Abr 2009 Para uma Candidatura Institucional e de Transição
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Declaração Política
Para uma Candidatura Institucional e de Transição

(…)
Da minha parte, estou inteiramente disponível e fortemente motivado. Isto é,
estou disponível para assumir, cumprir e honrar os compromissos inerentes a uma
candidatura nos moldes expostos, manifestando publicamente a minha total
disponibilidade para encabeçar uma “Candidatura Institucional e de
Transição”, com um objectivo claro de recuperar o eleitorado nos três próximos
actos eleitorais e de preparar o partido para o Congresso de 2009.
Há ainda que referir o carácter pragmático de uma candidatura deste género. Está
condicionada pela conjuntura actual e direccionada para resolução de problemas
concretos, destituída do cunho reformador inerente a uma competição
democrática normal. Sendo uma candidatura “institucional” e uma candidatura de
“transição” não faz sentido que o seu principal protagonista participe, em termos
de disputa eleitoral, no Congresso subsequente, em 2009.
(…)

João Carlos Gouveia
Sede do PS-Madeira, 14 de Maio de 2007


No Congresso Regional de 2007, a primeira frase do meu discurso foi: “Apoio o João Carlos Gouveia no seu projecto Institucional e de Transição.”

20 Abr 2009 Que lata

A ser verdade isto e se essa prática fosse generalizada, então a Lei da Paridade teria o efeito de piorar a desigualdade, rebaixando as candidatas que o eram para depois não assumir o mandato.

É preciso ter uma lata monumental para sequer sugerir esta solução! Se não querem cumprir a Lei da Paridade, as únicas penalizações que podem ter são: eleitoral (caso exista) e financeira (perdendo uma % do apoio público para estas eleições consoante o grau de incumprimento).

20 Abr 2009 Os melhores 100 filmes

O meu camarada e amigo Rui Caetano diz estar “cansado, mas muito cansado de assistir sempre ao mesmo filme!!

Por isso recomendo-lhe que mude de filme!
O New York Times sugere 100 filmes que considera os melhores de sempre.

Parece-me que mesmo para gostos muito selectivos, garantidamente muitos deles serão melhores do que o filme actual…

Um grande abraço!

20 Abr 2009 Carlos Pereira indisponível para Funchal
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Foi hoje tornado público que Carlos Pereira está indisponível para ser candidado à Câmara Municipal do Funchal. Aparentemente, tal foi comunicado ao Presidente do PS-Madeira no sábado passado, o mesmo dia em que André Escórcio se demitiu de líder parlamentar.

Uma vez que a justificação oficial para a saída de André Escórcio é a “falta de condições para o exercício das suas funções” e a da Carlos Pereira são “razões pessoais”, pode ser, no campo das hipóteses, que o facto de terem acontecido no mesmo dia seja mera coincidência… :-/

Espero que esta indisponibilidade de Carlos Pereira seja temporária, até que outras questões pendentes fiquem resolvidas…

Parece-me que a solução de João Carlos Gouveia para este problema, tal como para a liderança parlamentar, vai ser anunciar-se como candidato ao Funchal…

20 Abr 2009 Passatempo: Quem disse? (2)
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Mais um desafio na linha dos anteriores

Quem é que na passada sexta-feira disse: “Se querem guerra vão tê-la!

20 Abr 2009 Fim de semana a voar…
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Depois de um fim de semana a voar de parapente, parece-me que esta vai ser uma semana muito mexida e cheia de actividades, factos e eventos interessantes…

Entretanto, na prova deste fim de semana, a 2.ª prova do Campeonato da Madeira, fiquei em 16.º com 173 pontos (em 27 pilotos que pontuaram).

Digam lá se com tanta curva e contra-curva não é para ficar enjoado… :-)

19 Abr 2009 André Escórcio demite-se
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Depois do conteúdo da entrevista ao Diário de Notícias de Agostinho Soares, confesso que já estava à espera que surgisse alguma demissão… simplesmente porque as coisas ditas tinham impacto e consequências.

Hoje demite-se André Escórcio da liderança do grupo parlamentar.
Ainda não tenho informação para comentários adicionais, mas já começo a imaginar as justificações criativas por parte da direcção.

Se para Victor Freitas a justificação inventada foi traição.
Se para Jaime Leandro a justificação inventada foi fraude.
Se para José Manuel Coelho a justificação inventada foram razões pessoais deste.
Para André Escórcio a justificação será… questões de saúde? desacerto estratégico? apeteceu-lhe demitir-se sem qualquer justificação?

A ver vamos…

15 Abr 2009 Provas de Parapente
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É já neste fim de semana que se realiza a prova de parapente do Funchal – Associação Académica da UMa. É a segunda prova do campeonato de 2009!

Estretanto já avançam os preparativos para o grande evento internacional, o V meeting de parapente da madeira, que tal como no ano passado se realiza em Outubro.

15 Abr 2009 Notícias do Parapente
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Parapente faz levar Qt.ª Grande ao Mundo

Empresas internacionais têm escolhido este local para testar parapentes
Data: 15-04-2009

Falésia do Cabo Girão, na Quinta Grande, é conhecida há muito internacionalmente.

Com a procura constante dos jovens irem ao encontro de vários clubes ou associações para poderem ter uma prática desportiva regular, a freguesia da Quinta Grande tem no parapente a sua única fonte no que concerne ao desporto local.

Sem qualquer praticante, a verdade é que esta freguesia conseguiu em poucos anos ser promovida desportivamente em termos internacionais, graças à sua magnífica falésia que permite voos em parapente simplesmente magníficos e numa zona que é um dos melhores locais da Europa, sendo a única falésia de tamanha altura sobre o mar.

Avelino Silva, presidente da Associação de Voo Livre da Madeira, explicou ao DIÁRIO a beleza da falésia da Quinta Grande, assim como o impacto que tem tido em termos de promoção da Madeira além-fronteiras.

“A primeira prova realizada no Cabo Girão, e com a descolagem a ser feita no terreno privado, onde o proprietário cedeu gentilmente o espaço, foi em 2004, evento denominado por I Meeting de Parapente da Madeira de âmbito nacional. Contudo, seria no ano seguinte, no II Meeting de Parapente da Madeira, que a zona seria conhecida internacionalmente. Daí para cá, para além das provas regionais, o Cabo Girão prepara-se este ano para o seu V Meeting Internacional.”.

No que diz respeito à promoção: “A prova da internacionalização do Cabo Girão pode ser vista em vários filmes no ‘youtube’, várias referências em fóruns internacionais e nalgumas revistas. Para além disso, existem já alguns contactos de marcas e fabricantes de asas de parapente para virem testar novos equipamentos. O último contacto foi da empresa NOVA, uma das maiores empresas mundiais na venda de asas, que estiveram interessados em testar novas asas no Cabo Girão o ano passado e fazerem depois fotos para o catálogo deles”, concluiu.

Paulo Vieira Lopes
http://www.dnoticias.pt/Default.aspx?file_id=dn04011001150409&id_user=

P.to Moniz oferece instrumentos

Os apoios para o torneio de parapente foram apoiados por unanimidade
Data: 15-04-2009

A sétima reunião ordinária da Câmara Municipal do Porto Moniz, teve como principais notas de destaque, as deliberações aprovadas dos instrumentos musicais “baixo eléctrico” e de um “baixo electrónica”, à Escola Básica e Secundária do Porto Moniz e a atribuição de apoios à realização do ‘Torneio Parapente Porto Moniz – Prova Campeonato Madeira de Parapente 2009′ e ao ‘V Meeting de Parapente da Madeira – Evento Internacional’.

Estes dois últimos eventos caberá a Associação de Voo Livre da Madeira juntamente com o Clube Naval do Seixal, dividir o apoio garantido de 5 mil euros, tudo com a intenção de ajudar a suportar os custos de organização e estadias dos participantes no referida iniciativa. Os vereadores presentes do PSD e do PS aprovaram por unanimidade, entendendo que “o aumento das vendas do comércio local, o aumento da taxa de ocupação hoteleira e divulgam igualmente o município em termos turísticos”.

Neste encontro quinzenal do executivo camarário, outro facto notório foi a presença da vereadora Maria Fátima Cal, quarta figura da lista do PS às autárquicas de 2005 em substituição de Nélio Rodrigues por se encontrar ausente da Região. Depois de Rodrigues substituir Emanuel Câmara, ontem, foi a vez da autarca substituir o jovem socialista.

Finalmente, houve tempo ainda para a adjudicação do concurso público para a “Concessão da Exploração do Bar de Apoio à Praia da Laje – Seixal” e apresentação do balancete que acusa em disponibilidades financeiras orçamentais de 265.947,43€ em operações orçamentais e 14.566,51€ em operações de tesouraria.

Victor Hugo
http://www.dnoticias.pt/Default.aspx?file_id=dn04010107150409&id_user=

14 Abr 2009 O petroleo do Iraque e a guerra
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14 Abr 2009 Rir com a crise
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14 Abr 2009 A Rita fez anos há uma semana
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É verdade! A Rita fez anos no passado dia 7, mas tenho andado tão ocupado nestes dias (sobretudo com ela ou por causa dela) que nem o mencionei no blog.

Juntámos a família e os amigos mais próximos e fizemos uma festa catita… para celebrar e para mais tarde recordar.

De qualquer forma aqui vai a menção e quando houver oportunidade lá aparecerão fotos e filmes actualizados.

14 Abr 2009 Em prol do PS-Madeira…
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Devo dizer que concordo com o Rui Caetano.

De facto, é necessário unir esforços e não andar a criticar o PS-Madeira (presente e passado), sobretudo estando perante três actos eleitorais…

Uma vez que o post do Rui Caetano foi escrito no domingo, não foi uma resposta a Agostinho Soares na segunda, mas até foi apropriado por antecipação…

Porque o que temos visto por parte do Presidente e agora do Secretário Geral, é que são eles os causadores dos conflitos internos por via das suas declarações e acções deliberadas.

Porque é que “meia dúzia de militantes descontentes”, segundo o Secretário Geral, justificam tamanhos ataques ao próprio PS, ao próprio passado recente do PS. É inacreditável!

Depois existe a vontade em participar versus a vontade de excluir.

O que pensa o meu caro camarada e amigo Rui Caetano do facto do meu número de telefone ter sido há algum tempo retirado da lista de SMS de mobilização para as acções de campanha?

Ainda há 15 dias fiquei a saber de uma acção de campanha em Santa Maria Maior na véspera, porque por acaso estava na sede… e lá estive no Mercado dos Lavradores, na Travessa do Pomar e na Lindinha a fazer campanha pelo PS…

13 Abr 2009 Passatempo: “Quem Disse?”

Na linha do desafio do Miguel Fonseca aqui vão duas respostas e seis desafios.

Respostas

1.
Quem disse “Sei que um dia morrerei violentamente. Só nessa altura é que me vergarei…”?

A resposta é Sá Carneiro!

http://apdeites2.cedilha.net/?p=1323

(O google ajuda os que não têm idade para se lembrar…)

2.
Quem disse “Isto são 2 anos, passam num instante”?
O militante do PS não nomeado na entrevista de Agostinho Soares ao DN-Madeira é…
Duarte Gouveia! :-D

Pois é! Este que vos escreve, na sua intervenção no Congresso foi muito claro sobre o que sentia e o que achava do rumo que estava a ser seguido.
Além de ironizar sobre a velocidade a que passariam os dois anos do mandato institucional e de transição também disse que esperava ver o efeito da poção mágica mágica no nosso Asterix na luta dessa aldeia Gaulesa contra os romanos… Infelizmente logo no primeiro confronto, exactamente numa aldeia também Gaulesa, viu-se o resultado…
Mas isso não quer dizer que eu desista de lutar para que o PS tenha o melhor resultado possível! Até porque “estes romanos são loucos!”

Agora os desafios!

1. Quem foi o militante que se demitiu do PS (quando não gostou do resultado interno) e alguns anos mais tarde voltou (quando o resultado interno era mais promissor)?

2. Na entrevista ao Diário de Notícias – Madeira, Agostinho Soares disse que João Carlos Gouveia defendeu as eleições primárias, a eleição directa do presidente do partido e o fim das inerências.
Sabendo que todas estas mudanças não foram implementadas no congresso que elegeu João Carlos Gouveia, a pergunta é “Quem é que as propôs e as fez aprovar em Congresso? Em que mandato(s) isso aconteceu?”

3. Quem disse?
Na primeira noite, eles aproximam-se e colhem uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem, pisam as flores, matam o nosso cão. E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra sozinho na nossa casa, rouba-nos a lua, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, já não podemos dizer nada.

Este desafio é especialmente dedicado ao Cláudio Torres por causa deste post.

4. Já agora… Quem disse?
“Mais do que o grito dos maus, é o silêncio dos bons que me preocupa…”

5. Quem disse?
“Durante mais de 30 anos, o PSD dava tácticas e ensinava o PS, assumo isso, mas agora mudou”

Este não é seguramente institucional…

6. Qual foi o líder do PS-Madeira que em todos os seus discursos do seu final de mandato dizia “Só fazem falta os que cá estão.”?

13 Abr 2009 A entrevista de Agostinho Soares
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A entrevista de Agostinho Soares ao Diário de Notícias de hoje é tão interessante que a publico aqui na integra.

Este é um daqueles posts que há de merecer muitas referências ao longo do tempo neste blog dada a quantidade de afirmações interessantes que contém. Uma coisa é certa, nesta entrevista o jornalista pergunta e o entrevistado responde sem a habitual conversa da treta que muitos políticos gostam de usar.

A entrevista do actual secretário geral deixa tudo muito claro: as motivações da actual direcção, os seus actuais adversários, as suas ambições, os seus objectivos eleitorais, e a sua estratégia de poder interno. Apenas constato e para já evito adjectivar mais…

http://www.dnoticias.pt/Default.aspx?file_id=dn04010102130409
Entrevista com Agostinho Soares
Jogadas começaram “no dia do congresso”
Secretário-geral do PS-M garante que há quem esteja à espera de um mau resultado eleitoral, desde o último congresso. Gouveia já não é líder de transição e a meta é 2011.

Neste momento é o ‘Novo PS’ que manda no PS-M? O ‘Novo PS’ acabou com a primeira vitória do Jacinto Serrão. Naturalmente que aquilo que me ligava politicamente ao PS eram as ideias que o João Carlos Gouveia defendia, a propósito da situação regional, da concepção que tem da vida interna e democrática dos partidos.

Ideias que nem sempre foram compreendidas.
Alguma comunicação social regional tem desvalorizado o papel e a importância que o João Carlos Gouveia tem, e teve, na concepção democrática dos partidos. O João Carlos Gouveia ganhou o partido recentemente, mas as suas propostas são antigas. As grandes vitórias do ‘Novo PS’ foram as eleições primárias – ainda não estão institucionalizadas mas se estivermos cá até 2011 essa questão será colocada -, a eleição directa do presidente do partido, o fim das inerências… Estas foram propostas inovadoras que nenhum partido, ao nível nacional, defendia e que o primeiro a fazê-lo foi João Carlos Gouveia.

Todas essas propostas de mudança geraram anticorpos no partido? Muitos anticorpos, muitas fracturas, muita contestação a este movimento, mas o partido também foi sacudido. Havia uma certa passividade. Estes trinta e tal anos de poder são muito mérito do PSD, mas também há alguma passividade, uma aceitação quase fatalista por parte do PS. Era uma teoria de ‘perder por pouco’.

Fez referência a estar por cá em 2011. Essa é uma questão polémica, porque há muitos militantes que recordam que a candidatura de João Carlos Gouveia era de transição e limitada no tempo, até 2009. O que é que mudou? Quando o João Carlos Gouveia apresentou uma candidatura ao congresso, que foi aceite pelo partido, era transitória e institucional. A partir do momento em que, dentro daquilo que era considerada a institucionalização dessa liderança, houve fractura, falta de solidariedades políticas, falta de aceitação e de confiança, tudo mudou. Não eram, apenas, críticas nos lugares próprios, mas jogos e estratégias que vimos que passavam das questões de liderança. Estava quebrada a ideia de uma candidatura institucional.

Assumem que vão ao próximo congresso para discutir a liderança e para levar o partido até às eleições de 2011? Sim, isso é assumido.

Essas questões de falta de confiança tiveram os efeitos mais visíveis no afastamento do líder parlamentar, Victor Freitas e do secretário-geral, Jaime Leandro. Não foi uma situação extrema, sobretudo para um partido que vem de resultados eleitorais traumáticos? Algumas pessoas até entenderam como tal. Há que ter em atenção que houve pessoas que se mantiveram no poder com o José António Cardoso, retiraram-lhe o tapete e continuaram, estiveram no poder com Jacinto Serrão e no final do mandato viu-se que as solidariedades políticas não existiam, continuaram…

Refere-se a Victor Freitas? Naturalmente. Essas pessoas continuaram com o João Carlos, que não tinha forma de chegar ao poder sem elas e acreditou que com ele seria diferente. Enganou-se, porque estavam a tentar comportar-se com ele como se comportaram com outros.

Foram só Victor Freitas e Jaime Leandro a estar envolvidos nas estratégias a que fez referência? Naturalmente que não são os únicos e têm junto a si mais meia dúzia de militantes, porque são pessoas que tinham algum poder interno. Acreditaram que tinham um pedacinho mais do que na realidade se viu. Isto tinha de ser feito, porque quando se aproximam eleições e disputa de lugares acontecem, sempre, estas manobras. Foi assim com o José António Cardoso que se demitiu depois de levar uma lista que não foi aceite pela comissão política. O PS-M e os próprios madeirenses não podem estar sujeitos, ciclicamente, a estes jogos.

Foi isso que conduziu a todos estes anos de derrotas eleitorais? Para além do valor do PSD, foi muito por isso. Não tenhamos dúvidas de que algumas pessoas tinham razão quando viam no PS o partido que geria lugares, listas e não passava disso.

O PS-M pode prescindir, como tem feito ao longo de muitos anos, de figuras mais mediáticas? Perdeu Rita Pestana, perdeu muitos outros, perde agora Victor Freitas e Jaime Leandro. O partido pode dar-se a esse luxo? Acha que foi um drama o PS ter perdido a Rita Pestana?… Em relação a estes militantes, reconhecemos um trabalho magnífico do Victor Freitas enquanto líder parlamentar, reconhecemos alguma capacidade e poder argumentativo ao Jaime Leandro. Outra coisa, são as confianças políticas que os lugares que ocupavam exigiam. O valor deles não se discute e ainda bem que o PS os tem como seus militantes.

Em função dessas mudanças, surgiram figuras quase desconhecidas nos órgãos do partido. Era a altura certa para lançar essas pessoas? Se ouvirmos os cidadãos, o que eles dizem é que estão cansados destes políticos e que até era bom aparecerem caras novas. É tudo gente com vontade de participar e com competência técnica nas suas áreas.

Outra questão polémica, associada às demissões, foi a área financeira, mais precisamente a venda da antiga sede. Já está tudo esclarecido? A Comissão Económica e Financeira está a analisar essas questões e muita coisa foi esclarecida. Do ponto de vista da gestão, naturalmente que houve coisas boas. A venda da anterior sede, no momento em que foi, foi um bom negócio, bem como a passagem para a nova sede. Agora, há uma ou outra questão que terá de ser clarificada.

Estamos num ano com três eleições, quais são os objectivos do PS-M? Nas ‘europeias’, é acreditar num bom resultado do PS, para que o dr. Emanuel Jardim Fernandes se aproxime de um lugar elegível. Quanto às eleições legislativas nacionais, dadas as circunstâncias eleitorais, ninguém que esteja bem intencionado pode exigir que o PS-M repita os resultados de 2005. Não se vive um momento de elevação de José Sócrates e também há o facto de o PSD estar a repetir, constantemente, o discurso da vitimização em que tudo é culpa do primeiro-ministro, por isso é muito difícil que consigamos os três deputados. O nosso combate é para que tenhamos dois deputados.

Um objectivo que também não é fácil. Sim, mas que está ao nosso alcance. Se não conseguirmos dois deputados é que será mau.

Para as autárquicas a meta é ambiciosa. Apostam na conquista de câmaras? Há concelhos em que, nas anteriores eleições, estivemos próximo de ganhar…

Santa Cruz foi um deles, mas parece difícil repetir o resultado. Em Santa Cruz é extremamente difícil ter o mesmo resultado, atendendo ao facto de o Filipe Sousa ter seguido um caminho próprio e ter sido a figura em que o PS apostou, durante vários anos. Foi uma figura que também se apoiou no PS para crescer eleitoralmente, mas que agora concorre como independente. Isso, naturalmente, terá repercussões. No entanto, penso que o candidato que vamos apresentar, que será uma surpresa agradável, é para tentar ganhar.

Não quer revelar o nome? Será uma surpresa, mas haverá outras. Quanto à câmara do Porto Moniz, é uma aposta para ganhar, em São Vicente concorre o líder do partido e também acreditamos que podemos ganhar. Na Ponta do Sol também tivemos um bom resultado e acreditamos que podemos repetir.
Sem José Manuel Coelho, que já disse que não concorre? Temos alternativas na Ponta do Sol. Ele era um candidato natural e é incompreensível o comportamento e as desculpas apresentadas, atendendo a que o partido sempre mostrou enorme solidariedade e disponibilidade para com o José Manuel Coelho.

Foi mais uma ‘jogada’ dentro do PS-M? Tem a ver com isso, naturalmente. Tem a ver, já, com as estratégias de posicionamento de grupo.
O Funchal não é uma prioridade? Não é isso, o Funchal é, para nós, a primeira prioridade. Não posso é dizer que vamos tentar ganhar se, hoje, ainda não tenho a certeza da vontade do candidato.

Carlos Pereira ainda é uma possibilidade? A comissão política concelhia, em debate interno, mostrou vontade em que fosse o Carlos Pereira. Ele, por alguma estratégia política, entendeu que não era o momento ideal para confirmar. Quando for o momento exacto, esperamos que demonstre vontade em tentar ganhar a câmara.

Não é complicado apresentar um candidato que perdeu o mandato? O PSD tem apresentado, continuamente, pessoas que têm contas a prestar, não só à justiça como aos cidadãos. Em relação ao dr. Carlos Pereira e aos que perderam o mandato não houve, e isso é público, nenhum crime ou ilegalidade. Houve o não cumprimento de um preceito administrativo que deveria servir de exemplo, para não repetir o que se pode considerar um certo amadorismo.

O que se pode esperar das campanhas do PS-M? Vão ser muito direccionadas para o contacto entre candidatos e eleitores. Uma campanha com muito porta-a-porta e menos mediatismo. Vamos fazer dois ou três comícios, naturalmente com o habitual artista para animar, mas pensamos que isso é um espectáculo que faz parte do ritual da política, mas que não é fundamental.

Um dos problemas tem sido passar a mensagem de João Carlos Gouveia? Eu penso que o líder do PS tem uma mensagem simples. Os comentadores e jornalistas podiam estar mais atentos ao que acontece com o líder do PS, no contacto com as populações, e menos ao que se diz no espaço entre o ‘Apolo’ e a Assembleia.

O facto de João Carlos Gouveia fazer referência, sistematicamente, a acontecimentos de 1975 não complica a mensagem do PS? Foi fundamental, numa primeira fase, o líder ter um discurso forte e agressivo em relação ao fenómeno da corrupção. Explicou que a corrupção não era uma situação circunstancial, mas que estava ligada à instalação de um regime que começou nesses anos. Historicamente, não se pode explicar a situação que se vive, hoje, na Madeira, sem fazer referência a esses tempos. Ainda hoje tenho amigos que, quando falam comigo, falam baixinho e olhando para o lado. Como é que se explica isto? Só podemos explicar por todo um processo de mais de trinta anos. No entanto, se estiverem atentos, verificam que esse discurso acabou no final de 2008. Depois, o líder do PS passou para uma segunda fase do discurso, que é de alternativa e mudança.

Uma liderança que poderá ser posta em causa, em função dos resultados eleitorais. Admite que possa haver quem esteja à espera de um fracasso desta direcção? Naturalmente, desde a primeira hora, desde o dia do congresso. Quando um militante, que não vou nomear, disse ‘isto são dois anos, passam depressa’, expressou o que ia na alma de meia dúzia de outros militantes.

Gouveia não espera mais por Carlos Pereira

O gabinete de estudos do PS-M vai avançar, nos próximos dias, por iniciativa do líder. João Carlos Gouveia entregou a organização deste grupo de trabalho a Carlos Pereira, um independente mas, até hoje, não foi apresentada nenhuma equipa.
Agostinho Soares assegura que a direcção do PS-M “não vai esperar muito mais”. O gabinete de estudos avança, “com, ou sem” Carlos Pereira.
Parado também está o departamento de mulheres socialistas, envolvido numa disputa legal entre as listas candidatas. Uma situação que “não é da responsabilidade da direcção” e que, segundo o secretário-geral, “depende, apenas, de uma decisão do Conselho de Jurisdição Nacional”.
Na lista de organismos socialistas que não funcionam também está a associação de autarcas que, refere o dirigente do PS-M, enquanto foi presidida por Filipe Sousa – agora independente – “não funcionou”. O PS-M aguarda pelas eleições autárquicas para voltar a dinamizar esta associação.