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Archive for Junho 17th, 2009

17 Jun 2009 As coisas que ele diz…

Caro Eduardo,

Misturar alhos com bugalhos não melhora a qualidade dos teus argumentos, antes pelo contrário.

O objectivo da educação é que os alunos aprendam. Isso mede-se pelos resultados destes. Construir escolas novas e com boas condições é bom, ninguém disse o contrário, mas as estruturas físicas são o meio e não o fim.
Eu andei na Madeira numa escola pré-fabricada e com fibrocimento (o tal que provoca cancro) e quando chovia lá fora também chovia dentro de algumas salas… Agora a APEL tem instalações novas, óptimo!
No Instituto Superior Técnico também tive algumas aulas em pré-fabricados, trabalhei muitas horas nos computadores das caves (que chamavamos catacumbas) em salas tremendamente quentes com uma dúzia de computadores, pouco espaço e sem qualquer circulação de ar. Também tive aulas em que os alunos enchiam todo o anfiteatro, o chão e as escadas. Não porque gostassem das condições, mas porque o professor da sala ao lado, apesar de estar a dar a mesma matéria, explicava muito pior (e ganhava o mesmo salário).
Agora o departamento de informático do Técnico tem novas instalações em Oeiras. Óptimo!
O objectivo da educação é que os alunos aprendam, não é necessáriamente o conforto, apesar de obviamente as boas condições facilitarem o sucesso escolar.

É indiscutível que este governo regional tem uma obcessão pela obra física e descura a gestão eficiente dos recursos. Contestas isto? Quantos exemplos queres?

Em relação à colocação de professores, devo lembrar que foi o governo trapalhão do PSD-CDS/PP que fez a grande confusão na colocação dos professores atribuindo depois a culpa ao programa informático. E foi o governo do PS que resolveu a trapalhada.

Em relação à percentagem de pessoas com formação superior, os meus dados não estão desactualizado. No documento que referiste vê-se que na população 35-64 anos são 7,5% os que têm formação superior. Na população com 25-34 anos são 18%. Se fizeres a ponderação verás que a média total fica próxima dos 10%.
Nada disse contra o ensino técnico e ensino profissional. Sou totalmente a favor da sua necessidade e da utilidade da extensão deste ensino.

Em relação às notas dos exames recomendo-te a leitura disto.

Em relação à saúde, um sem abrigo no continente tem uma declaração de IRS que faz com que não tenha de pagar taxa moderadora.
Mas por acaso até sou contra a existência de taxas moderadoras em determinados tipos de serviços de saúde em que ninguém recorre sem necessidade, pelo que a taxa moderadora não serve para moderar a utilização de absolutamente nada.
Já quando falamos do sistema regional temos a inacreditável situação de o Governo Regional estas disponível, através da convenção, para pagar aos médicos no privado o que não está disponível para lhes pagar no serviço público, nem querer estabelecer separações claras entre o desempenho de funções num e noutro âmbito.
Os que têm de recorrer ao serviço público tem de esperar sem fim nas consultas de recurso porque nem conseguem ter médico de família.
Os que podem pagar as consultas privadas (com preço convencionado) têm os médicos disponíveis e a Região paga bem por esse “serviço” e aos mesmos médicos que algumas horas antes estavam no serviço público… Lindo, não é?

Em relação à percentagem de famílias com computadores. Então a diferença na Madeira é apenas de mais seis décimas percentuais?
E cá já começamos há tanto tempo? Não te parece que devia ser “ligeiramente” superior?

Caro Eduardo, sobre cunhas devo lembrar o que o teu chefe disse nos últimos congressos da JSD.
No antepenultimo disse que os JSD’s tinham de deixar de contar com emprego na administração pública porque as vagas estavam a escassear. Tinham de procurar alternativas.
No penúltimo disse que “tinhamos de nos comportar como uma máfia no sentido positivo” referindo-se especificamente ao emprego e à inter-ajuda.
No último congresso retomou a temática da máfia como oportunamente aqui escrevi, tentando dar a volta à ponta do prego.

Em relação à minha opinião sobre o actual líder do PS. Ela é consistente e clara desde o início do mandato. Quem esteve no último congresso ouviu o que eu disse e ficaram claras quais eram as minhas expectativas para este mandato. Eu não sou cão de fila de ninguém! Eu penso pela minha cabeça e tenho opinião própria.
Se a tua opinião é só e apenas a que diz o teu chefe, isso é problema teu.

Eduardo, devo dizer-te que as tuas referências à minha pessoa são absolutamente abjectas e insultuosas. Não me conheces minimamente, nem o meu percurso político no interior do PS, académico ou profissional, mas se há coisa de que nunca beneficiei ou sequer pedi para mim ou para alguém foram cunhas!

Já não é a primeira vez que o dizes e sempre com diferentes protagonistas. Já falaste de contrapartidas com o Gregório Gouveia (meu pai), de viagens a Lisboa com o Bernardo Trindade, do José António Cardoso, do Jacinto Serrão. Enfim, vais dizendo coisas que toda a gente percebe que não tem qualquer fundamento e que não fazem sequer qualquer sentido temporal, lógico ou outro… mas vais insistindo nessa linha por falta de outros argumentos. Enfim, são limitações que entendo que tenhas, mas que não aceito que uses.

Já me tinha esquecido porque é que nunca mais tinha trocado palavras contigo pelos blogs… É por causa da qualidade e nível da tua argumentação, pelo que vou voltar a colocar-te na prateleira da irrelevância durante uns meses para ver se te passa.
Tchau, até para o ano!

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17 Jun 2009 Air France A330

Continua a não haver explicações para a queda do A330 da Air France.
A Airbus, fabricante do avião da Air France que caiu no Atlântico com 228 pessoas, evitou hoje especular sobre as possíveis causas da tragédia.

Segundo a Folha de São Paulo, 95% dos cadáveres apresentavam fraturas no terço medial das pernas, nos braços e na região do quadril. Na avaliação dos médicos legistas, esse é um indício de que alguns passageiros estariam sentados nas cadeiras no momento da queda. Outro sinal é a baixa incidência de traumatismo craniano. Se o avião tivesse caído de bico, dizem os peritos, as vítimas deveriam apresentar ferimentos mais severos na cabeça.

Também foram detectadas petéquias (lesão de cor avermelhada) nas mucosas de grande parte dos cadáveres. Embora estejam associadas à morte por asfixia, elas podem surgir em outras situações, como politraumatismo. “Sabemos que houve despressurização da cabine, conforme indicou uma das mensagens enviadas pelo avião. Mas ainda é cedo para afirmar que as vítimas morreram em função disso, mesmo tendo sido encontradas petéquias em muitos dos corpos”, disse um legista.

Permanece o mistério sobre o que aconteceu naquele voo fatídico.

O Airbus A330 saiu do Rio de Janeiro no domingo (31/Maio), às 19h (horário de Brasília), e deveria chegar ao aeroporto Roissy – Charles de Gaulle de Paris no dia 1/Jun às 11h10 locais (6h10 de Brasília).

De acordo com nota divulgada pela FAB, às 22h33 (horário de Brasília) o vôo fez o último contato via rádio com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III). O comandante informou que, às 23h20, ingressaria no espaço aéreo de Dakar, no Senegal.

Às 22h48 (horário de Brasília) a aeronave saiu da cobertura radar do Cindacta, segundo a FAB. Antes disso, no entanto, a aeronave voava normalmente a 35 mil pés (11 km) de altitude.

A Air France informou que o Airbus entrou em uma zona de tempestade às 2h GMT (23h de Brasília) e enviou uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília). A equipe de resgate da FAB foi acionada às 2h30 (horário de Brasília).

O que quer que tenha acontecido aconteceu em voo, a 11 000 metros de altitude, durante uma tempestade e sem aviso prévio ou possibilidade de reacção.

Continuo a acreditar, apesar de não ter novos indícios, que a razão para o acidente deverá estar no fenómeno meteorológico chamado Blue Jets. É o que faz mais sentido tendo em conta os procedimentos actuais da aviação perante uma tempestade.

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17 Jun 2009 Baby Boy Swim

Em resposta a este post do Eduardo / Baby Boy Swim gostaria que dizer que:

Na Madeira melhorou-se o parque escolar (feito de betão), mas os resultados dos alunos nos exames continuam uma desgraça – muito piores que a média nacional.
Na Madeira as vias de comunicação cresceram e evoluíram muito porque são feitas de betão e alcatrão.
Na Madeira, toda a população tem um centro de saúde no seu concelho (feito de betão), mas não tem consultas médicas em prazos razoáveis porque existe falta de médicos e enfermeiros…
No entanto, a Madeira tem o sistema de saúde mais caro do país sem que existam melhores resultados na saúde dos madeirenses… É um problema de gestão que não se resolve com betão…

Não é verdade que na Madeira todos tenham direito a um computador. O programa em causa, criado com apoio comunitário, teve até fraca adesão e o Governo Regional teve de o pagar na integra por causa das irregularidades que cometeu. Vê as estatísticas do número de famílias com computador na Madeira e verás que é muito similar ao que se passa a nível nacional.
Na Madeira, os funcionários públicos e os professores são bem tratados, com muitas tolerâncias de ponto, “bom” para toda a gente e com forte probabilidade de trabalhar próximo de familiares e amigos…
Na Madeira, quer os 10% que entram no ensino superior, quer os 90% que não o fazem, estão sujeitos a um regime de cunhas para conseguir emprego.

Caro Eduardo, há algum tempo que não interagia contigo, mas aproveito a oportunidade para registar com desagrado a evolução negativa do teu discurso. Está muito mais sectário, mais radical, mais irracional, menos objectivo, menos coerente, menos cordial. Não sei se é das companhias recentes, mas não estás a melhorar com o passar do tempo, o que é preocupante uma vez que tens um longo percurso à tua frente…

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17 Jun 2009 E como é a realidade privada?

Caro André Escórcio,

Li com muito interesse o seu post, mas gostava que reflectisse sobre qual é a realidade actual dos trabalhadores por conta de outrem no privado, e que corresponde a cerca de 75% dos trabalhadores…

1. Um outro licenciado que também fez o curso em 4 ou 5 anos, colega do que quis seguir a carreira docente, decidiu ir entrar no mercado de trabalho numa empresa privada.

2. No momento actual, se conseguir emprego, terá um salário de entrada a rondar os 700€. Se já tiver experiência profissional nessa área profissional pode ganhar mais… Mas não vale a pena ter ilusões com o que dizem os contratos colectivos de trabalho!

3. Será contratado com um contrato precário (a prazo) e terá de demonstrar um bom desempenho para se manter no lugar. Assim ficará 5 ou 6 anos, se não for despedido entretanto. Se for despedido volta ao ponto 2.

4. Trabalhará muito mais do que 35 horas semanais e ainda trará muito trabalho para casa, porque esse trabalho extra pode fazer a diferença face aos colegas. Pode ser a diferença entre ser promovido ou marcar passo. Pode ser a diferença entre ser despedido ou manter o emprego.

5. Pagará do seu próprio bolso a formação adicional que lhe é mais interessante e apenas esporadicamente usufruirá das 25h legais de formação por ano por parte da empresa e em áreas que podem não ser as mais interessantes para a sua carreira.

6. Adiará a opção por filhos porque a situação é precária. Ficará poucas vezes doente. E não terá muitos congressos, nem tolerâncias de ponto, nem férias grandes, nem artigos qualquer coisa…

7. Mesmo entrando para o quadro da empresa não terá qualquer garantia de progressão na carreira com base no tempo de serviço.
Toda a progressão ficará sujeita à evolução da economia, ao desempenho da empresa em que está inserido, ao desempenho dos colegas, ao seu próprio desempenho e ao reconhecimento e avaliação (objectiva ou subjectiva) dos superiores hierárquicos (que poderão até parcer uns “porcos capitalistas”). Se o desempenho da economia, da empresa, dos colegas ou pessoal piorarem ao longo do tempo pode perder o emprego e voltar ao ponto 2.

8. Não terá qualquer garantia de chegar ao topo da carreira e o mais provável é que o patrão um dia lhe diga que “Já não existem empregos para toda a vida”. Se for muito reivindicativo pode perder o emprego e voltar ao ponto 2.

9. Passados alguns anos com experiência e conhecimento do mercado pode decidir criar a sua própria empresa (por ter ido para o desemprego ou não). Se não seguir essa via então continuará no mesmo ciclo e um dia saltará para o ponto 11. Se passar a ser empresário então, em vez de trabalhar 45 horas por semana, passará a trabalhar 60 horas por semana, dormirá menos tranquilo e andará sempre mais preocupado. Passará a ser responsável não só com as despesas e pagamento a fornecedores, mas especialmente com seu salário e com salário dos seus colaboradores (e estes até poderão passar a olhar para ele como um “porco capitalista”).

10. Se o projecto pessoal correr bem, óptimo! Poderá chegar a ganhar o mesmo que o seu colega ou até mais… Mas 90% das empresas fecham nos primeiros 10 anos de vida e nesse caso, o nosso licenciado volta ao ponto 2, mais velho e cansado e eventualmente com uma montanha de dívidas por pagar por causa do projecto empresarial que entretanto falhou. Uma vez que optou por ser empresário (ou seja, “porco capitalista”) não tem direito a subsídio de desemprego.

11. Chegado aos 70 anos (e provavelmente com 46 anos de serviço) poderá finalmente ter a reforma em muito piores circunstâncias do que o seu colega que optou pela carreira docente. Será que foi mais feliz? Será que teve mais mérito? Será que trabalhou mais? Será que ganhou mais? Parecem-me óbvias as respostas…

17 Jun 2009 Sondagens: auditar ou proíbir

Vale a pena ler o artigo do Pedro Magalhães (Universidade Católica) sobre o falhanço das sondagens publicado também no público de segunda-feira.

Eu não tenho dúvidas que a divulgação das sondagens afectam o comportamento dos políticos e dos eleitores. Se quanto aos primeiros não é muito grave, uma vez que actuam preventivamente face aos resultados esperados.
Já quanto aos segundos, os eleitores, que votam de forma “útil” ou tentando corrigir aquele se é o resultado eleitoral previsto pelas sondagens, temos um grave entorse à democracia.
As sondagens podem fazer com que um partido consiga uma maioria absoluta (para mais estabilidade governativa) ou não a tenha (por receios de abuso de poder). Um voto pode ser perdido (para a abstenção) porque as sondagens dizem que a vitória está garantida, mas também pode ser perdido porque não há hipóteses de ganhar. Pode fomentar uma coligação num sentido ou no contrário. Pode salvar um partido moribundo ou matá-lo precocemente.

Mas os resultados eleitorais são também analisados pelos políticos em relação às sondagens. Alguns partidos justificam os resultados eleitorais em relação às sondagens… Não foi tão mal como se dizia… Ou o resultado foi assim porque os eleitores ficaram em casa pensando que o resultado seria outro…

Os falhanços das sondagens são tão grandes, tão frequentes e os riscos tão altos que, na minha opinião, as sondagens deveriam ser proibidas nos 15 dias da campanha eleitoral. É melhor que o povo vote livremente de acordo com o seu juízo e não com calculismos eleitorais de como vão votar os outros.

17 Jun 2009 Não é verdade

O Diário de Notícias diz hoje que eu apresentei uma proposta de um congresso extraordinário na Comissão Política de segunda-feira e que a reunião teve ofensas, ataques pessoais e vozes exaltadas.

Ora, como é muito fácil de perceber para quem lá esteve, eu não apresentei proposta alguma e estive absolutamente tranquilo e sossegado.

Também não é verdade que tenham existido muitas vozes exaltadas, nem lavagem de roupa suja. Houve discussão sobre a capacidade efectiva da liderança de João Carlos Gouveia e por parte deste insinuações graves sobre diversas pessoas presentes.

Também não me parece que a proposta de Emanuel Jardim Fernandes tenha sido para apaziguar os ânimos, mas se calhar até foi com esse objectivo que ele a apresentou…

As fontes do DN-Madeira para esta notícia não transmitiram a informação correctamente! Podem riscar essa fonte da vossa lista, ou então marcá-la como pouco credível. Sempre é menos uma…

17 Jun 2009 Polícias e agricultura

Porque é que o “sindicato” da polícia reuniu com o Secretário Regional da Agricultura e Recursos Naturais?

Será que para este governo a polícia é um recurso natural?

17 Jun 2009 2.ª Circular do Caniço

Segundo o Presidente do Governo, o Caniço já tem uma 2.ª circular (como em Lisboa) ou uma Estrada da Circunvalação (como no Porto). É uma estrada com apenas 300 metros! Apenas 300 metros!

Se o ridículo pagasse imposto, o Alberto estava todo carimbado…

17 Jun 2009 Mais um filme da prova de Macedo de Cavaleiros
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Nordeste 2009 from Flytime on Vimeo.

Filme feito por Eduardo Lagoa