Se considerarem adequado, parece-me útil divulgar que a AMI tem uma rede de recolha de óleo alimentar usado com milhares de pontos de recepção em todo o País. Têm vários pontos de recolha no Funchal – listagem aqui (página 16).
Ver detalhes aqui
http://www.ami.org.pt/default.asp?id=p1p211p212p756&l=1
O uso deste óleo para fabricar biodiesel evita a contaminação de águas e solos e não contribui para a desflorestação, nem consome culturas potencialmente usadas na alimentação humana.
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O projecto de recolha de óleos alimentares usados da AMI conta já com a participação de cinco mil pontos de recolha em todo o país, incluindo restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, juntas de freguesia e câmaras municipais. As autarquias de Sintra e Amadora já instalaram oleões em espaços de acesso aos munícipes. Nos restantes concelhos do país, a entrega é feita em restaurantes e outros pontos de recolha, estando a listagem disponível aqui (página 16). No primeiro ano de funcionamento do projecto, já foram recolhidas 150 toneladas de óleos alimentares usados.
Durante o mês de Julho a AMI terá uma campanha de rua com o objectivo de apelar à participação de todos os cidadãos neste projecto.
Este projecto ambiental da AMI permite evitar, quer a contaminação das águas residuais, quando o óleo é despejado na rede pública de esgotos, quer a deposição dos óleos alimentares usados em aterro, quando colocados nos contentores de resíduos comuns.
Os óleos alimentares usados são transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo ainda para reduzir as emissões de CO2. Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.
São produzidos todos os anos em Portugal 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para produzir biodiesel equivalente a 42 milhões de litros de petróleo, o que corresponde a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar das populações.
As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.

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