Sobre o choque de parapentes hoje noticiado, o que aconteceu realmente foi o seguinte:
Primeiro, não foram parapentes, foram paramotores (parapentes com motor), um detalhe muito relevante que faz com que não façam parte da Associação de Voo Livre da Madeira e Federação Portuguesa de Voo Livre… Voo livre significa exactamente voo sem motor!
Os parapentistas decidiram não voar porque não estavam reunidas as condições meteorológicas adequadas ao voo em segurança. Pelo que arrumaram o material e voltaram de carro para casa.
Os dois paramotores, apesar de serem ambos pouco experientes, decidiram descolar.
Em voo, um deles pôs-se por detrás do outro, colocando a asa ao nível hélice e encostando-se. O resultado não podia ser outro, a asa enrola-se na hélice e entram em espiral.
É um acidente particularmente ridículo e inacreditável que tenha ocorrido. A razão do acidente foi erro de pilotagem do piloto que vinha atrás!
Um dos pilotos desprendeu-se do arnês e atirou-se à água, o que acabou por ser uma boa opção de segurança.
Se já é perigoso cair na água do mar com um parapente por causa da asa e dos muitos fios, com um paramotor é muito pior porque tem mais 20Kg peso no motor, hélices em movimento que ao bater e partirem-se na água são lanças atiradas com força…
Um dos pilotos saltou para a água e a respectiva asa foi voando sozinha em direcção à EEM, embatendo na sua fachada e depois caindo no passeio em baixo, onde felizmente não estava ninguém.
Quanto aos pilotos tiveram mazelas sem grandes consequências, mas um deles partiu o braço.
O outro piloto amarou e nunca se desprendeu em voo. Tendo sido rebocado para a rampa do Lobo Marinho.
Este é mais um exemplo de como não se pode facilitar no que respeita à segurança. A boa formação dos pilotos é essencial para a prática desportiva sem acidentes nestas modalidades que têm risco.

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