acesso a zona privada

Archive for Agosto 22nd, 2009

22 Ago 2009 O que aconteceu realmente…
 |  Category: Desporto, Parapente  | One Comment
(actualizado)

Sobre o choque de parapentes hoje noticiado, o que aconteceu realmente foi o seguinte:

Primeiro, não foram parapentes, foram paramotores (parapentes com motor), um detalhe muito relevante que faz com que não façam parte da Associação de Voo Livre da Madeira e Federação Portuguesa de Voo Livre… Voo livre significa exactamente voo sem motor!

Os parapentistas decidiram não voar porque não estavam reunidas as condições meteorológicas adequadas ao voo em segurança. Pelo que arrumaram o material e voltaram de carro para casa.

Os dois paramotores, apesar de serem ambos pouco experientes, decidiram descolar.
Em voo, um deles pôs-se por detrás do outro, colocando a asa ao nível hélice e encostando-se. O resultado não podia ser outro, a asa enrola-se na hélice e entram em espiral.

É um acidente particularmente ridículo e inacreditável que tenha ocorrido. A razão do acidente foi erro de pilotagem do piloto que vinha atrás!

Um dos pilotos desprendeu-se do arnês e atirou-se à água, o que acabou por ser uma boa opção de segurança.

Se já é perigoso cair na água do mar com um parapente por causa da asa e dos muitos fios, com um paramotor é muito pior porque tem mais 20Kg peso no motor, hélices em movimento que ao bater e partirem-se na água são lanças atiradas com força…

Um dos pilotos saltou para a água e a respectiva asa foi voando sozinha em direcção à EEM, embatendo na sua fachada e depois caindo no passeio em baixo, onde felizmente não estava ninguém.

Quanto aos pilotos tiveram mazelas sem grandes consequências, mas um deles partiu o braço.

O outro piloto amarou e nunca se desprendeu em voo. Tendo sido rebocado para a rampa do Lobo Marinho.

Este é mais um exemplo de como não se pode facilitar no que respeita à segurança. A boa formação dos pilotos é essencial para a prática desportiva sem acidentes nestas modalidades que têm risco.

22 Ago 2009 Choque de parapentes no ar?
 |  Category: Desporto, Parapente  | One Comment

Acabei de ler no Diário de Notícias.
Dado o adiantado da hora não posso obter mais informações, mas uma coisa é certa: não foi por causa do vento que chocaram! O vento é igual para ambos os pilotos, pelo que não foi seguramente esse o motivo.

Pode ter acontecido:
a) um fecho de uma das asa (por más manobras de pilotagem ou por turbulência) levando a que se enrolasse na outra
b) estavam a rodar a mesma termica e aproximaram-se demais e chocaram e enrolaram-se
c) algo muito mais grave como uma tentativa de agressão de um piloto em relação ao outro como já aconteceu por um piloto alemão maluco lá para os lados do Arco da Calheta. Houve queixa crime, mas não foi possível provar nada e o caso foi arquivado… Será que ele voltou a fazer o mesmo?

Uma coisa é certa, a praia no Funchal é suficientemente grande para que dois pilotos aterrem ao mesmo tempo.
Se o choque aconteceu mesmo ao aterrar como é que os pilotos são recolhidos na pontinha? Provavelmente o choque não foi a baixa altitude, mas a alta altitude.
Aliás a notícia contradiz-se nesse ponto – o choque foi seguramente a grande altitude.

Outra coisa que não é clara na notícia é porque é que não lançaram o paraquedas? Não é obrigatório, mas a maioria dos pilotos tem essa protecção extra…

As quedas no mar são sempre complicadas porque os fios e o tecido da asa ficam extremamente pesados e é difícil libertar-se deles dentro de água. É maior o risco de afogamento do que o risco com a aterragem…

Aparentemente tudo acabou sem lesões graves!
Amanhã digo-vos o que se passou!


Casos do dia
Praticantes de parapente chocam e caem ao mar
Data: 22-08-2009

Dois praticantes de parapente chocaram ontem ao início da tarde quando se preparavam para aterrar na Avenida do Mar, no Funchal, acabando ambos por cair no mar. No insólito acidente, presumivelmente causado pelo vento, um dos pilotos sofreu ferimentos ligeiros – um hematoma num braço – ao passo que o outro saiu ileso.

A queda aconteceu quando os dois desportistas se embaraçaram na ar, ainda a altura considerável, como relatou ao DIÁRIO uma testemunha ocular. O piloto ferido acabou por saltar para a água, tendo o discernimento de coordenar os movimentos para um mergulho controlado. O que terá sido determinante para evitar outros males. O homem chegou ao calhau pelos seus próprios meios, tendo depois sido assistido pelos Bombeiros Municipais do Funchal, que procederam ao seu transporte em ambulância para o Hospital Central do Funchal. O parapente, que caiu na Avenida do Mar, foi recolhido por estes bombeiros.

O outro interveniente caiu à água juntamente com o parapente, o que acabou por amortecer o embate. Rapidamente foi recolhido por um bote (conjuntamente com o parapente), que o transportou ao molhe da Pontinha, onde era esperado pelos Bombeiros Voluntários Madeirenses. Contudo, dado não apresentar ferimentos, não houve necessidade de transporte para o hospital.

Nélio Gomes