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11 Set 2009 Motivação : o que descobriu a ciência
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Os incentivos extrínsecos (chicotes ou cenouras) para motivar ao bom desempenho só são eficazes para as tarefas claras, repetitivas e focadas.
Para este tipo de tarefas quanto maior a recompensa melhor é o desempenho.

Nas tarefas que requerem criatividade, imaginação e inovação, o afunilamento com base no tempo de realização fazem com que o resultado seja inferior: em qualidade e em tempo. Isto acontece porque o enfoque para resolver o problema rapidamente com base nas ferramentas mais conhecidas bloqueia o raciocínio criativo, a observação e a descoberta que são necessários para encontrar soluções diferentes para problemas não conhecidos.
Ou seja, quando o que está em causa são competências cognitivas e criatividade, maior recompensa resulta em menor performance. Surpreendidos?

Esta é uma conclusão das ciências sociais que tem sido reiteradamente demonstrada nos últimos 40 anos e em diversas culturas por todo o mundo. No entanto continuamos a não utilizar esta descoberta devidamente nas nossas empresas e nas nossas vidas. Porquê?

Como são as tuas tarefas diárias? Repetitivas e mecânicas ou criativas e inovadoras? Dependendo do tipo de tarefas do teu trabalho, consoante o sistema de incentivos que são mais eficazes ser utilizados.

Para as tarefas cognitivas e criativas, os melhores mecanismos de motivação são os intrínsecos. Estamos a fazer algo porque acreditamos que isto é o melhor para mim e para os outros. Estamos a fazer algo que nos faz feliz, que é interessante, que faz parte de algo importante, útil, bom!

As variáveis em causa para a motivação intrínseca são:
Autonomia (autonomy) – decidir as nossas próprias vidas
Especialização (mastery) – o desejo de ser cada vez melhor em algo relevante
Finalidade (purpose) – justificar o que fazemos pelo serviço a uma causa superior a nós próprios

Aqui fica a conferência que fala de um problema de cera… (não é da estátua do Cristiano Ronaldo)

Como os restos de cera fora da caixa facilitam a resolução do problema…

O que é que disse o Deco na conferência de imprensa em relação ao aumento do bónus do Gilberto Madaíl / Federação Portuguesa de Futebol ?

Como se justificam as remunerações milionárias dos gestores das grandes empresas?

Porque é que na Google os engenheiros podem utilizar 20% do seu tempo de trabalho a fazer a actividade criativa que quiserem e não actividades ordenadas pelos chefes? Obviamente têm de apresentar posteriormente aos colegas (e chefes) o trabalho que fizeram… Metade dos novos produtos que surgem anualmente da Google têm origem nestes 20% dedicado ao trabalho criativo…

E que conclusões revolucionárias daqui se retiram?
Querem ver que os pressupostos base do capitalismo que tão bem funcionaram para o século XX da industrialização (tarefas mecânicas e pouco criativas) não funcionam para o século XXI da Sociedade da Informação (tarefas cognitivas e criativas)…

Meu Deus… será que estou a propagar uma revolução de carácter socialista com este post?
Isto dá para uma longa conversa, mas não tenho tempo agora… tenho de voltar às minhas tarefas remuneradas e cronometradas… :-)

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