O Diário de Notícias de hoje traz um artigo onde conta de forma errada o número de iniciativas do PS nos primeiros 6 meses de 2010.
O Diário de Notícias só conseguiu contar 12 iniciativas do PS. Utillizou critérios diferentes para os diversos partidos. Para uns conta as iniciativas dos deputados e não deputados, para outros conta apenas deputados. No caso do PS exclui o Presidente do Partido da contagem e conclui que o PSD é o que faz mais e o PS o que faz menos iniciativas de todos os partidos.
Os números certos do PS são:
- Desde o início do actual mandato até 30 de Junho o PS realizou 118 iniciativas.
- Dessas iniciativas 77 foram realizadas por deputados do PS na ALRAM.
- Foram 48 as iniciativas realizadas no exterior, ou seja, fora das sedes.
- Foram 27 as iniciativas realizadas no exterior e por deputados.
O DN só conseguiu contar 12…
A agenda política de quem dirige a redacção do DN é muito clara no que respeita ao PS. Por um lado não gostaram do resultado das eleições internas no PS e tentam agora fazer no seu trabalho diário, que de acordo com a linha editorial oficial deveria ser isento, o que não conseguiram nas eleições do PS… desde logo porque não votam. As notícias de quem dirige a redacção do DN tem um alvo claro – o Presidente do PS-Madeira. Em relação a todos os demais dirigentes e deputados do PS é garantido o destaque na medida do seu protagonismo, mas ao Presidente do PS-Madeira só é dado protagonismo (fotos, títulos, dimensão da notícia e primeira página) em assuntos incómodos ou quando existem criticas. As notícias por encomenda têm sempre uma orientação clara no que respeita ao Presidente do PS-Madeira.
O DN, enquanto órgão de comunicação social privado pode ter opções políticas, apesar da sua linha editorial dizer o contrário, mas devem ser opções assumidas, como fazem outros órgãos de comunicação social pelo mundo fora. O mesmo não pode acontecer com os órgãos de comunicação públicos que têm a obrigação de ser isentos.
O que não faz sentido é existirem orientações políticas que vão sendo apresentadas de forma subrepticia aos leitores mais distraídos, sob a falsa capa de isenção, em vez de as assumir claramente.
Assim, desafio quem dirige a redacção do DN a assumir publicamente a vossa orientação editorial no que respeita ao Presidente do PS-Madeira. Já agora, assumam também que têm um delfim preferido para a sucessão do Alberto João Jardim no PSD. Assumam também qual é o líder partidário da vossa preferência. Digam-no de forma clara e depois podem continuar a implementar a vossa agenda política já sem problemas de consciência (se é que chegam a os ter).



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