O planeta viu ontem pela primeira vez o número de seres humanos vivos atingir os 7 mil milhões de indivíduos. Estes indivíduos distribuem-se, grosso modo, por 1,3 mil milhões na China; 1,1 mil milhões na Índia; 0,5 mil milhões na Europa e 0,3 mil milhões nos Estados Unidos da América.
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Com o crescimento económico da Ásia verifica-se uma mudança acelerada do poder económico para este continente. Mesmo que o crescimento económico da Ásia não fosse muito significativo, que é, o mero peso dos grandes números fazia com que essa mudança de enfoque económico tivesse de acontecer.
Este crescimento populacional é no entanto muito desequilibrado no mundo com muito diferentes rácios de fertilidade, com uma generalizada queda da mortalidade e um maior tempo médio de vida. O nível de desenvolvimento é muito diferente nos diversos países e é certo que o mundo não tem recursos suficientes para permitir que todos os seus habitantes humanos tenham o nível de consumo que os residentes no mundo ocidental usufruem actualmente.
É já evidente que a água, o petróleo, o terreno arável disponível, os recursos minerais e a própria comida não são suficientes para que todos possam ter o mesmo nível de consumo que actualmente têm os países ocidentais.
Mas não será justo que todos tenham o direito a este nível de conforto? Como se chegará a um equilíbrio justo? Desenvolvimento de novas técnicas mais eficientes de utilizar os recursos ou equilíbrio por nivelamento por baixo dos europeus e norte americanos e subida de todos os demais?
Vivemos num mundo onde o acesso à informação é universal. O segredo já não é a alma do negócio e nada pode ser mantido à margem da cópia e replicação em massa. Sem órgãos de governo, de polícia e de justiça verdadeiramente globais não existe forma de proteger quaisquer direitos de autores a nível global.

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