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08 Mai 2012 Fiz compras no Continente com 61% de desconto e só pago no próximo mês!
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Fiz compras no Continente com 61% de desconto e só pago no próximo mês!

No dia em que o país tentou ir às compras no Pingo Doce para aproveitar a campanha de 50% de desconto na loja toda, apenas nesse dia, eu fiz compras no Continente com 61% desconto!

Não tenho nada contra o Pingo Doce, nem contra aquela campanha. Acho muito bem que o Pingo Doce tenha feito esta campanha inédita, ainda que no 1.º de Maio, e considero que foi um sucesso. Senão vejamos:

- Até hoje, a promoção do Pingo Doce continua a ser assunto de conversa entre as pessoas e entre os comentadores.

- Deu projecção brutal à marca. Reparem no seguinte gráfico do Google Trends, ferramenta que mede a popularidade das palavras chave nas pesquisas na Internet e nas notícias para a marca Pingo Doce…

http://www.google.pt/trends/?q=pingo+doce&geo=prt&sa=N

- Não gastaram um tusto com publicidade comercial! A campanha inicial foi sumariamente comunicada de véspera e tiverem uma semana em que não se falou noutra coisa em toda a comunicação social.

- Fez esquecer a transferência da empresa mãe para a Holanda – assunto pouco comentado nesta semana.

- Anulou a fortíssima campanha do principal concorrente – o Continente, com  75% de desconto em cartão, durante cerca de uma semana, que pelo menos no 1.º de Maio ficou às moscas… Convém recordar que a campanha do Continente que estava a ter um efeito dramático nas vendas do Pingo Doce do primeiro trimestre.

Mas a campanha foi um sucesso porque ela não é assim tão melhor do que a do Continente, apesar de parecer… Conto-vos a minha experiência pessoal.

Nesse primeiro de Maio eu também fiz compras, no Continente, gastei 204,31€.

Fi-lo depois de ter tentado ir ao Pingo Doce e ter desistido à porta de entrada porque havia fila para entrar. Na verdade tentei ir ao Pingo Doce por duas vezes a dois supermercados distintos, uma vez antes da hora de almoço e outra logo depois da hora de almoço, mas em ambas desisti à porta do Pingo Doce porque superava o meu nível de tolerância a confusões, que até é um nível bastante elevado.

Fui ao Modelo/Continente que estava ali ao lado e estava vazio. Dessas duas centenas de euros de compras, 29,50€ foram de crédito que já tinha no cartão de compras anteriores e 174,81€ foram pagos com cartão de crédito, que na verdade só pago, na integra, no próximo mês, sem qualquer custo adicional.

E fiquei com 124,78€ em cartão, sendo 82,19€ para gastar em Maio (7 a 31) e 41,09€ para gastar em Junho.

Ora, já está a decorrer uma outra promoção extra de 10% no Continente, em todos os produtos, que ocorre periodicamente e onde poderei utilizar o valor que tenho em cartão para pagar essas compras.

As compras que fiz no Continente no dia 1 de Maio foram racionais! Não comprei tudo o que queria porque, como habitualmente, alguns preços não eram interessantes e podia viver com outras alternativas. Não comprei coisas que não precisava, mas antecipei compras que não faria se não existisse o desconto de 75%. Por exemplo, comprei lampadas.

Concluindo, o Pingo Doce fez uma campanha fabulosa porque conseguiu publicidade impagável, ainda que com um custo relevante. Anulou a fabulosa campanha do concorrente directo, criando-lhe seguramente problemas de tesouraria e logística.

Esta campanha do Pingo Doce demonstra ainda 2 coisas: como as contas nem sempre são fáceis de fazer nas campanhas e como os portugueses valorizam a liberdade de escolha dos produtos que querem, em vez de estarem limitados aos produtos em promoção.

Mas esta situação fez-me novemente tomar consciência de como podem ser socialmente injustas estas campanhas. Mesmo com o desconto de 50% na hora do Pingo Doce, conheço pessoas que me disseram à posterióri que nem foram ao Pingo Doce porque não tinham 50€ para adiantar para compras.

Na verdade, 50€ é 25% de muitas pensões de reforma, é cerca de 10% do salário mínimo, é imenso para quem não tem qualquer fonte regular de rendimento e é mais do que um número significativo de pessoas têm disponível no actual contexto económico, mesmo no início do mês. As pessoas que verdadeiramente precisam de desconto nos bens essenciais não têm acesso a cartão de crédito para pagar no próximo mês… O crédito só existe para quem o pode dispensar…

Nota final: Num contexto em que os bancos não dão crédito para nada, recibi há poucas semanas uma carta do banco estrangeiro do meu cartão de crédito que me aumentou ainda mais o plafond… Mensalmente não uso mais do que 8% do plafond disponível e pago 100% no mês seguinte sem qualquer juro associado, mas não deixa de ser caricato que velhos hábitos das entidades bancárias persistam, tentando fazer cair na ratoeira do crédito fácil os incautos…

22 Dez 2011 Estou a precisar de adicionar uns links para o CasamentosLisboa.com
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Demoraria uns bons minutos a explicar porque preciso de fazer este post… Em vez de o fazer convido-vos a uma visita às galerias de imagens porque vale a pena.

Vestidos

Penteados

Acessórios

Bouquets

Decoração

Bolos

Lembranças

Convites

Fatos de Noivo

Acompanhantes

 

01 Nov 2011 7 000 000 000 seres humanos
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O planeta viu ontem pela primeira vez o número de seres humanos vivos atingir os 7 mil milhões de indivíduos. Estes indivíduos distribuem-se, grosso modo, por 1,3 mil milhões na China; 1,1 mil milhões na Índia; 0,5 mil milhões na Europa e 0,3 mil milhões nos Estados Unidos da América.

http://www.indexmundi.com/map/?t=0&v=21&r=xx&l=pt

Com o crescimento económico da Ásia verifica-se uma mudança acelerada do poder económico para este continente. Mesmo que o crescimento económico da Ásia não fosse muito significativo, que é, o mero peso dos grandes números fazia com que essa mudança de enfoque económico tivesse de acontecer.

Este crescimento populacional é no entanto muito desequilibrado no mundo com muito diferentes rácios de fertilidade, com uma generalizada queda da mortalidade e um maior tempo médio de vida. O nível de desenvolvimento é muito diferente nos diversos países e é certo que o mundo não tem recursos suficientes para permitir que todos os seus habitantes humanos tenham o nível de consumo que os residentes no mundo ocidental usufruem actualmente.

É já evidente que a água, o petróleo, o terreno arável disponível, os recursos minerais e a própria comida não são suficientes para que todos possam ter o mesmo nível de consumo que actualmente têm os países ocidentais.

Mas não será justo que todos tenham o direito a este nível de conforto? Como se chegará a um equilíbrio justo? Desenvolvimento de novas técnicas mais eficientes de utilizar os recursos ou equilíbrio por nivelamento por baixo dos europeus e norte americanos e subida de todos os demais?

Vivemos num mundo onde o acesso à informação é universal. O segredo já não é a alma do negócio e nada pode ser mantido à margem da cópia e replicação em massa. Sem órgãos de governo, de polícia e de justiça verdadeiramente globais não existe forma de proteger quaisquer direitos de autores a nível global.

28 Out 2011 Foi há apenas 4 meses
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Depois de ouvir o que disse Alfredo Barroso na Sic Notícias, não resisto a rever o debate Sócrates / Passos Coelho de Junho / 2011. Visto 4 meses depois não deixa de ser muito, muito interessante. Recomendo.

28 Out 2011 Diz-me o que vais ler e dir-te-ei para onde vais…

Estive a escolher os livros que vou ler durante os próximos anos. Depois de olhar para as escolhas que fiz detectei padrões interessantes nas minhas escolhas. Indicadores sobre o caminho que pretendo seguir.

Conhecimento Geral:     48.9%     vs         Conhecimento Operacional:   51,1%

Informática:    50,7%     vs          Gestão ou outros:   49,3%

Na Informática:

       Software:    96,6%     vs          Hardware:        3,4%

       Open Source e Conhecimento Aberto:  96,7%       vs        Tecnologias Proprietárias:    3,3%

 

Obviamente não vou comprar todos estes livros… Eu sou subscritor do Safari Books Online. Uma ferramenta de leitura e pesquisa dos mais actualizados livros técnicos na área da gestão e informática por cerca de 40€ por mês.

O Safari Books Online tem mais de 17 000 livros publicados desde o ano 2000. Escolhi de entre estes 3000 livros. Fazer esta selecção é importante porque permite-me fazer pesquisas por texto no interior destes livros e não noutros que não me interessam, o que melhora a qualidade dos resultados da pesquisa.

As minhas escolhas por áreas técnicas.

#Livros %Livros Áreas

404      13,5% Software Engineering, Architecture, Implementation, Tests

287       9,6% e-Business

202       6,7% e-Marketing

190       6,3% Security

180       6,0% Web 2.0, Web 3.0, Redes Sociais, Redes Semânticas

168       5,6% Game Development

136       4,5% Dinheiro online, Gestão Financeira

134       4,5% Mobilidade, Equipamento Móvel, iPhone, iTab, Blackberry, Android

134       4,5% Project Management

123       4,1% Javascript

112       3,7% Web Development, HTML, XHTML, CSS

88       2,9% DataManagement, Datawarehouse, Data Mining, MySQL

84       2,8% PHP

67       2,2% Conteúdo Web, Produção e Distribuição, Imagens, Video

58       1,9% Política, História e Ciência

55       1,8% XML

48       1,6% Requirements & Analysis

46       1,5% Office

41       1,4% PHP Frameworks

38       1,3% e-Commerce

37       1,2% Web Design, WordPress Themes

37       1,2% Ajax

37       1,2% Networks

35       1,2% Object Oriented & Patterns & Aspect

34       1,1% Matemática

34       1,1% Programação

25       0,8% Search Engine Optimization (SEO)

22       0,7% Google Technologies

22       0,7% Flash

20       0,7% Windows

16       0,5% Content Management, WordPress

14       0,5% Cloud Computing

14       0,5% Hardware

14       0,5% Apache

13       0,4% Human Resurces

11       0,4% PDF

5       0,2% Regular Expressions

4       0,1% Risk Management

4       0,1% WordPress Plugins

2       0,1% Knowledge Management

2995 100%

27 Out 2011 Repensar o Partido Socialista
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Na sequência do último Congresso Nacional do PS, o Secretário-geral António José Seguro lançou o desafio de repensar o PS e implementar as mudanças necessárias para a melhoria do partido.

Aqui vai um contributo…

 

Contributos para a Reforma do Partido Socialista

 

Considerações Gerais

  1. Reformar uma estrutura com a dimensão e a importância do Partido Socialista deve ser uma tarefa construída num novo patamar sem destruir as estruturas actualmente existentes.
    As actuais estruturas estão consolidadas nas mentes dos militantes (secções, concelhias, federações e órgãos nacionais) e mal ou bem lá vão tentando funcionar.

As actuais estruturas têm muitos defeitos, mas destruí-las não pode ser o ponto de partida para a melhoria do partido.

O risco de insucesso na construção de novas estruturas é grande, porque estas têm de singrar pelos seus próprios méritos e virtudes demonstrados na prática e não por mera concepção teórica.

Destruir para construir de raiz não é um bom caminho.

Como dizia Isaac Newton “Se vi mais longe foi por estar de pé sobre ombros de gigantes.”

 

  1. Considero que o mundo está prestes a evoluir para uma nova ordem mundial. Assim como o “mundo comunista” desmoronou em 1991 depois da queda do muro de Berlim em 1989, também o “mundo capitalista” está prestes a ruir na sequência da crise do sub-prime de 2008.
    Uma nova ordem mundial, um Governo Mundial, um sistema de justiça global, um plenário de representação legitimamente eleito, um conjunto de leis base aceite por todos.

Neste contexto de construção de um mundo novo não nos devemos constranger pelas dificuldades das mudanças, pelo esforço hercúleo da tarefa ou pelas impossibilidades da realpolitik.

O mundo está em modo pré-revolucionário e todas as mudanças podem acontecer muito mais rapidamente do que se julga.

Se duvida de que assim seja, retorne em pensamento a 2007 e diga-me lá se lhe parecia possível o mundo ocidental estar no contexto em que se encontra hoje…

Temos de ser ambiciosos e tentar criar uma visão global, ambicionar algo bem maior do que nós próprios e sonhar em grande.

“Nunca duvides que um pequeno grupo de cidadãos cheios de ideias e empenhados pode mudar o mundo. Na verdade, essa é a única via que conseguiu produzir mudanças até agora.” – Margaret Mead (Antropóloga Norte Americana)

 

  1. As soluções que aqui proponho são fortemente baseadas na Internet e em sistemas de informação.
    É provavelmente um defeito profissional, uma vez que sou engenheiro informático… Como dizia Abraham Maslow “Se a única ferramenta que tens é um martelo, tudo começa a parecer-se com um prego.”
    No meu ponto de vista, o futuro do debate político passa por construir as ferramentas informáticas que facilitarão o debate e a democracia.
    Essas ferramentas, tanto quanto sei, ainda não existem …
    Compete-nos a nós políticos dizer os requisitos para que os informáticos construam essa(s) ferramenta(s). O que deve permitir? O que deve impedir? Como deve ser estruturada?
    Grande parte desta minha proposta assenta nessa ferramenta informática que permite estruturar o debate democrático.

 

Reforma do PS nos domínios:

A – Ideológico

O debate ideológico gira em torno de temas, causas e valores.

Definir que temas e que causas são as mais importantes é um dos passos principais na definição de um quadro de opções políticas que constituem uma ideologia.

Na tal ferramenta informática na Internet a construir deveria ser uma rede social, ou seja, um site onde cada utilizador se regista e associa-se aos seus amigos (conhecidos).

Deveria ser possível a cada cidadão (do mundo) registar-se com a sua própria identidade e não escondido atrás de nenhum pseudónimo. O anonimato permite o insulto fácil e irresponsável com dificuldade de actuação judicial. Não deve ser permitida a inscrição de uma mesma pessoa com diferentes utilizadores no sistema porque isso desvirtuaria a democracia das votações que existirão na ferramenta.

Cada utilizador deve ter um perfil onde pode facultativamente acrescentar informação relevante sobre o local onde vive (no mundo); idade; género; a sua área profissional; a sua formação e a forma como se posiciona politicamente nas classificações clássicas (liberal; comunista; social democrata; etc.); línguas que consegue entender e línguas em que se consegue exprimir de forma escrita; etc.. Todas estas opções devem ser com base em alternativas fechadas. Estas classificações são importantes para o sistema de filtragem colaborativa que é sucintamente descrito abaixo.

Temas e Causas

Os temas devem ser gerais e abstractos, podendo um utilizador propor a criação de um novo tema, que recolhendo o apoio de um determinado número de utilizadores passará a estar disponível para todos os utilizadores.

As causas são ideais expressos de forma simples, por exemplo: “garantir o pleno emprego”, “assegurar que ninguém morre de fome”, “promover o desenvolvimento sustentável”, “combater as desigualdades”. Também as causas devem poder ser propostas nos mesmos moldes que os temas, ainda que existam muito mais causas do que temas.

A ferramenta deverá funcionar de forma similar para os temas e para as causas, pelo que em seguida apresento apenas o funcionamento para uma delas.

A ferramenta deve permitir a cada utilizador escolher diversos níveis de temas. Cada utilizador pode indicar quais os temas que para ele são de 1.º nível, 2.º, 3.º, 4.º, etc.

O utilizador não tem de classificar todos os temas que são disponibilizados pela ferramenta, mas apenas aqueles que quer valorizar, podendo classificar nos diversos níveis tantos temas quantos pretender.

Todos os temas devem ser passíveis de tradução para as diversas línguas, uma vez que esta ferramenta visa ser uma ferramenta de âmbito global.

Os temas abstractos podem ainda ser subdividido em subtemas e em sub‑subtemas numa forma de hierarquia flexível em que cada utilizador pode estruturar como ententer.

Cada subtema deve ser a base para um fórum de discussão (moderado ou não) como os muitos que existem na Internet.

Cada utilizador deveria poder valorizar cada comentário feito pelos demais utilizadores no âmbito do fórum, por exemplo classificando de 1 a 5 para os critérios de qualidade da informação que abaixo apresento (eventualmente outros e com nomes mais simples):

  • Grau de concordância
    • Total
    • Parcial
    • Oposição
  • Qualidade da informação intrínseca
    • Exactidão
    • Objectividade
    • Credibilidade
    • Reputação
  • Qualidade da informação contextual
    • Relevância
    • Valor acrescentado
    • Relevância temporal
    • Completude
    • Quantidade de informação
  • Qualidade da informação representacional
    • Facilidade de interpretação
    • Facilidade de compreensão
    • Escrita consisa
    • Representação consistente
  • Qualidade da Informação ao nível da acessibilidade
    • Língua
    • Média (texto; áudio; vídeo)
    • Restrições de Nivel de Acesso (para organizações dentro da ferramenta)

Seria provavelmente interessante disponibilizar por omissão apenas o grau de concordância e apenas para os utilizadores mais interessados acederiam à página de classificação do conteúdo “avançada” classificando alguns ou todos os critérios de qualidade da informação disponibilizados pela ferramenta.

Com base nas classificações dos diversos utilizadores seria possível implementar algoritmos de filtragem colaborativa que permitissem a um utilizador seguir as linhas de discussão no fórum mais relevantes para si.

Os conteúdos no fórum poderiam ser revistos pelo autor, criando uma nova versão do mesmo conteúdo, mas em que as classificações feitas anteriormente teriam de ser revalidadas. As versões antigas seriam guardadas e podiam ser visualizadas a pedido.

Valores

Já no que respeita a valores, entendo-os mais numa perspectiva do indivíduo, ainda que a hierarquização dos valores seja relevante para hierarquização de crimes, criação das leis e a resolução de dilemas éticos.

Qualquer pessoa tem uma hierarquia distinta de valores e nenhuma pode ser considerada mais certa do que outra porque todas são aceitáveis.

Conhecer os valores que mais valorizados e os que os outros mais valorizam tornam-nos mais tolerantes e compreensivos para com as diversas visões e posicionamentos face a uma determinada questão em concreto.

Proponho-vos um exercício! Da seguinte lista de valores proponho que escolham os 10 ou os 20 que são mais importantes para vós (alguns dos valores até podem ser discutíveis…). Ao compararem a vossa escolha com a dos demais verão que nenhum de nós tem a mesma selecção de valores…

Abertura, Aceitação, Afecto, Alegria, Amor, Aprendizagem, Autenticidade, Aventura, Beleza, Bondade, Camaradagem, Colaboração, Competência, Compromisso, Confiança, Conhecimento, Contribuição, Cooperação, Coragem, Crescimento, Criatividade, Curiosidade, Dar Poder (Empower), Desafio, Desenvolvimento, Determinação, Devoção, Dinheiro, Disciplina, Diversão, Eficácia, Eficiência, Empatia, Entusiasmo, Envolvimento, Equilíbrio, Espiritualidade, Estabilidade, Estatuto, Excelência, Excitação, Família, Fé, Flexibilidade, Generosidade, Gratidão, Harmonia, Honestidade, Honra, Humildade, Humor, Independência, Influência, Inspiração, Integridade, Intuição, Jogar, Justiça, Lealdade, Liberdade, Liderança, Moderação, Natureza, Ordem, Paciência, Paixão, Parceria, Paz de Espírito, Perdão, Perseverança, Pertença, Prazer, Preocupar-se / Cuidar dos outros, Prestígio, Qualidade, Realização, Reconhecimento, Reflexão, Respeito, Responsabilidade, Riqueza, Sabedoria, Saúde, Segurança, Ser Genuíno, Serenidade, Sucesso, Ter Poder, Tolerância, Trabalho de Equipa, Tradição, Variedade, Verdade.

A escolha de valores que cada utilizador faz na ferramenta pode ser uma informação adicional a apresentar no perfil e pode ainda funcionar como critério de filtragem colaborativa.

Assim, seria possível ver como é que as pessoas que são mais próximas de nós (ou de outrem) em termos de valores classificam os conteúdos do fórum para os vários temas e causas. Ver quem são as pessoas que partilham o mesmo conjunto de valores é também uma mais-valia que a rede social desta ferramenta proporciona…

Filtragem Colaborativa

Uma filtragem colaborativa simples já existe no facebook com o “like”, bem como no Google +1.

Ao associar as nossas classificações às dos nossos “amigos” na rede social acrescentamos relevância e valor à informação, o que permite mostrar a cada utilizador uma informação muito mais interessante do ponto de vista de relevância da informação.

A ferramenta a construir deve permitir utilizar as informações que são introduzidas pelos utilizadores no seu perfil (local; idade; género; perfil político; etc.) para analisar como é que uma determinada segmentação (um ou mais critérios) valoriza as opiniões expressas na ferramenta na discussão de uma determinada área ou tema.

Assim, para um determinado tema ou causa, é possível ver os comentários melhor classificados pelas “mulheres, comunistas, de Barcelona” e compará‑los, por exemplo, com o de “homens, socialistas, de Freixo de Espada à Cinta”. Se faz sentido ou não essa comparação fica ao critério de quem a faz…

Também seria possível ver o posicionamento dos temas ou causas nos diversos níveis para uma determinada filtragem “homens, Portugueses, com mais de 50 anos” com base em médias ponderadas das classificações para cada filtragem.

Outro critério muito relevante é a língua em que são expressos os comentários, apenas apresentando a cada utilizador aqueles comentários que estão na língua que ele entende.

A filtragem colaborativa permite conhecer as opiniões de forma segmentada, o que é uma excelente solução de sondagem das opiniões para os mais diversos públicos alvos e para a definição de uma política de comunicação.

A filtragem colaborativa permite valorizar os políticos que apresentam melhor as suas opiniões e testar o seu nível de concordância com as mesmas.

A filtragem colaborativa é um verdadeiro laboratório de ideias!

Organizações

A ferramenta deveria ainda permitir a criação de organizações, por exemplo, o Partido Socialista Português ou sub-grupos desta organização (p. ex. Secretariado Nacional), permitindo que a determinados temas ou causas públicos no fórum de discussão só tivessem acessos os membros dessa organização ou sub-organização.

Isto permitiria que numa mesma estrutura aberta de temas e causas existisse a discussão privada para grupos.

Cada utilizador pode pertencer simultaneamente a diversos grupos (mais ou menos numerosos), podendo alguns deles ser de adesão livre não moderada e outros sujeitos a aprovação de entrada com base em regras próprias.

Seria também possível ver como classificam a informação expressa nos fóruns para os diversos temas e causas a globalidade dos membros de uma organização.

B – Organização

Se os cidadãos do mundo participassem nesta ferramenta, quer o Partido Socialista, como todos os demais partidos e organizações, teriam uma infra‑estrutura de promoção e discussão de ideias, de filtragem dos conteúdos de forma colaborativa e segmentáveis por multi-critérios.

Seria uma utilização que quebrava o peso do critério geográfico das freguesias que ainda hoje domina a estrutura hierárquica do partido. Permitiria a participação livre e num âmbito global na discussão dos mais diversos temas.

Como se faz a síntese?

Caberia aos órgãos legitimamente eleitos do partido a definição das opções políticas para as mais diversas áreas. Permitir-se-ia às organizações (ou sub-organizações) a colocação de conteúdos que veiculavam a cada momento a posição oficial dessas estruturas.

C – Democrático

Pode esta ferramenta substituir as actuais estruturas do Partido?

Em teoria sim. É possível representar todo o território, todas as áreas temáticas, todos os géneros, etc. Logo é possível ter na ferramenta uma amostra representativa do debate em curso sobre os mais diversos assuntos.

No entanto esta ferramenta assume o uso fluente da Internet e ainda apenas 40% das casas dos Portugueses tem computador…

Como se fariam votações na ferramenta?

Parece-me que não sentido votar ideias. Todas as ideias podem ser classificadas pelos diversos utilizadores com base nos diversos critérios de qualidade da informação que apresentei acima.

Como se poderiam fazer votações para pessoas?

Poderiam existir listas completas como acontece actualmente, mas penso que o melhor método era o da escolha directa individual.

Imagine que cada utilizador de uma organização tinha 100 votos e que os podia distribuir pelos diversos membros da organização da forma que melhor entendesse. Assim, poderia utilizar a ferramenta para avaliar quais os membros com maior mérito, que lhe mereciam maior confiança, etc. Atribuiria em seguida N votos ao utilizador A, M ao B, etc.

As regras de cada organização podem estabelecer limites sobre o número máximo de votos a poder atribuir a cada membro, ou mesmo dizer que apenas pode dar um voto a cada membro…

Seriam eleitos os mais votados em número absoluto de votos.

Ainda que deva ser mantido o secretismo de voto, deveria ser possível ao eleito ver as classificações dos conteúdos da ferramenta pelos olhos dos que votaram nele, com possibilidade de segmentação multi-critérios, ainda que com limites para garantir o secretismo de voto dos membros.

D – Programático

Esta ferramenta recentrava a discussão política nas ideias, nas causas e na discussão temática.

Ainda que pouco relacionado com o disse atrás, gostaria de aqui abordar a estrutura de um futuro governo socialista. Gostaria de aqui defender que em vez de ministérios funcionais e extremamente hierárquicos existisse alternativamente uma estrutura governamental em Matriz sobre a qual se implementavam projectos.

Num dos eixos da matriz existiriam os grupos de competências profissionais (informáticos, médicos, professores, juristas, economistas, administrativos, auxiliares, motoristas, etc.). Os grupos profissionais teriam grande mobilidade no final de cada projecto.

No outro eixo da matriz estariam desafios estratégicos como por exemplo: conhecimento, equilíbrio orçamental, bem estar, globalização, sustentabilidade, etc.

Os projectos, permanentes ou limitados temporalmente, juntariam equipas do eixo das competências com as equipas dos desafios estratégicos (políticos) para a definição e implementação de projectos com um responsável claro e com objectivos mensuráveis e prazos de execução bem determinados.

26 Out 2011 Pensões só até 2030
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Na sequência da revisão das previsões macro-económicas e do orçamento de estado para 2012, o Ministro da Segurança Social (do CDS/PP) veio informar que com os dados actuais, a segurança social só terá dinheiro para pensões até 2030.

http://www.ionline.pt/orcamento-estado-2012/seguranca-social-sem-fundos-pager-pensoes-2040

Isto significa que quando me reformar, lá para 2040, não poderei contar com nenhuma pensão e, pior ainda, que o meu esforço solidário para o pagamento das actuais pensões terá sido em vão, pois não existirão pessoas mais jovens suficientes para solidariamente contribuir para o pagamento da minha pensão.

Não estou surpreendido! Há muito tempo que tinha a convicção que isto ia acontecer.

A reforma da segurança social tinha previstos ajustes automáticos que faziam decidir quanto é que podiam subir ou descer a cada ano. Ora, no primeiro ano em que os resultados das formulas deram a instrução de descer as pensões, o governo decidiu que nesse ano não desciam as pensões… e lá se foram os ajustes automáticos… O mesmo governo que fez a reforma da segurança social, e muito bem, criou o precedente para a destruir.

A minha geração está perante um dilema terrível: ou contesta os pagamentos que faz para a segurança social e que na prática significam parte das pensões dos seus próprios pais, ou não contesta e além de ter salários mais baixos do que as gerações anteriores, de ter mais impostos a pagar por causa da crise, de ter mais desemprego, de ter menos benefícios sociais, arrisca-se ainda a não ter pensões no final da sua vida activa.

O cenário é terrível! As soluções não são fáceis… Não é com plano de poupança reforma que se conseguirá fazer a diferença porque as famílias de hoje não conseguem poupar o suficiente para que isso faça a diferença. E se forem planos privados o cenário é ainda mais arriscado!

Parece-me que as únicas soluções são ter maior inflação e ter muitos mais crianças a nascer para que o sistema de pensões seja sustentável.

13 Out 2011 Falar ou ficar calado?
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Gostaria de começar por agradecer os cumprimentos e os elogios de militantes sobre as minhas intervenções quer neste blog, quer nos órgãos do partido, no dia de ontem.

Na verdade, a única reação azeda às minhas opiniões foi a de Maximiano Martins que adjetivou e vociferou contra a minha opinião publicada. Curiosamente, segundo o próprio, fez essas referências sem ter lido o que eu escrevi, mas apenas com base no que lhe foi transmitido pela “sua equipa”. Ou seja, Maximiano, à semelhança do que fez ao longo de toda a campanha, continua a falar o que André Escórcio e Carlos Pereira lhe vão segredando ao ouvido sem sequer ter o cuidado de verificar a veracidade ou a correção do que lhe dizem, o que, tal como aconteceu na campanha, o leva a cometer erros grosseiros. Isso não fica bem a quem quis se promover com base no “rigor”.

Reafirmo que tudo o que aqui escrevi é verdadeiro, nada pode ser desmentido, aconteceu, espantou os que viram e é comprovado por quem participou na campanha. É por ressonar com tanta força que estas palavras são tão bem recebidas pelos militantes do partido. Sabem que falo verdade e ninguém de boa-fé dúvida do meu amor e dedicação ao partido.

Também existem reações de militantes a pedir que não diga nada publicamente. Que a ignorância de todos sobre o que algumas pessoas fazem no PS protege-nos de males piores. Eu compreendo estas posições, respeito o sentimento de proteção ao partido que encerram, mas existem limites que não podem ser ultrapassados sob pena de querendo defender o acessório, não defender o essencial.

Exemplos:

  • Programa Político
    • O programa político do PS-Madeira foi atempadamente elaborado por uma equipa, foi discutido esse programa nos órgãos próprios, ainda que com os constrangimentos temporais colocados pelas eleições legislativas nacionais e foram feitas muitas sugestões de melhoria. Tudo correto!
    • Na sequência dessa discussão o coordenador do programa, de nome André Escórcio, recusa integrar qualquer dessas sugestões de melhoria.
    • Na sequência disso, o Secretariado, órgão a quem compete a orientação política, elabora uma nova proposta de onde expurga os itens com que discorda e coloca esse novo documento à votação, sendo aprovado na comissão política por unanimidade. Procedimento correto!
    • Em seguida, o coordenador do programa, agora em funções de membro da comissão técnica eleitoral, em vez de integrar no material de propaganda as propostas que foram aprovadas na comissão política, apresenta as propostas iniciais que foram explicitamente recusadas…
    • Existe ou não uma falha grave na democraticidade? Existiria ou não uma falha grave na seriedade por parte deste elemento?
    • Deve um militante consciente disto ficar calado?
  • Definição da Campanha
    • A Comissão Técnica Eleitoral (CTE) é constituída por 8 elementos eleitos na Comissão Política.
    • Entre esses elementos estão Maximiano Martins, André Escórcio, Carlos Pereira e eu próprio.
    • A partir da segunda reunião da CTE, as reuniões desta comissão passaram a ser precedidas de uma outra pré-reunião com apenas 3 elementos, os primeiros três do ponto anterior, onde filtravam os conteúdos, tomavam opções e celebravam contratos à margem das reuniões da CTE. Por vezes apenas traziam essas decisões à CTE a título informativo, outras vezes faziam-no quando já não havia tempo de introduzir qualquer alteração nos jornais, manifestos ou cartazes. Por vezes escondiam a informação totalmente. Este foi um comportamento reiterado, mesmo depois da intervenção ao mais alto nível para parar estas práticas ilegais e imorais.
    • Consideram este comportamento aceitável? Devo ficar calado?
    • Eu sou o mandatário financeiro para esta campanha e ainda hoje desconheço os detalhes de alguns dos contratos que supostamente foram feitos nessas reuniões prévias, os valores e os serviços em concreto que foram contratados.
    • O mandatário tem obrigações legais muito severas que podem acarretar penalizações pessoais caso não cumpra integralmente as regras.
    • O que deve o mandatário financeiro fazer? Cumprir com o estabelecido nos estatutos (artigo 8.º 1. G) ) e na Lei que regula as campanhas eleitorais e denunciar estes abusos ou fazer de conta que eles não existiram?
  • Pedidos para realizar atos de corrupção
    • Na discussão dos nomes dos candidatos a deputados. Na discussão do nome de uma determinada pessoa que está a ser proposta para candidato a deputado, é demonstrado por documentos e testemunhos pessoais diretos, que pediu para outros solicitarem atos de corrupção em benefício dessa pessoa ou não aceitaria ser candidato a uma Câmara Municipal (2009 – Funchal).
    • Que esse pedido não foi aceite e consequentemente não foi candidato.
    • O que fazer quando essa informação de comportamento totalmente reprovável e indigno é desconsiderada e essa pessoa é integrada na lista.
    • O que fazer quando posteriormente, uma pessoa que teve este comportamento é indicada como putativo Secretário Regional da Economia?
    • O que deve ser feito? Ficar calado e ser conivente com este comportamento ou denunciá-lo para que essa pessoa não tenha condições para o desempenho de cargos públicos?
  • Prepotência de quem não tem a competência
    • Muito poucos dias após a aprovação da lista de candidatos a deputados pela Comissão Política passa-se a seguinte cena.
    • Entra na sala de reuniões do Partido um destacado militante (e candidato) e cumprimenta a meia dúzia de pessoas que já tinha chegado (onde eu me encontrava, bem como André Escórcio e Maximiano Martins).
    • Ao estender a mão para cumprimentar André Escórcio este diz-lhe mais ou menos isto “Nunca mais me dirija a palavra na vida. Nunca mais! Nunca mais!”. Assim mesmo, sem qualquer outra palavra que antecedesse a cena.
    • Intervim protestando e dizendo que aquilo não era forma de tratar os militantes.
    • E o André Escórcio vocifera então com o dedo em riste “Tu, tu e tu vão ser eliminados da lista de candidatos a deputados.” (um dos tu’s era eu). Devo fazer notar que todos estes tu eram dirigentes com elevadas responsabilidades no PS-Madeira e todos membros do Secretariado de onde André Escórcio se tinha demitido.
    • Incrédulos com a prepotência risível deste cavalheiro trocamos palavras agrestes, mas o que mais me espantou foi que Maximiano Martins em vez de condenar a atitude de Escórcio defendia-o.
    • Pouco tempo depois, o cavalheiro Escórcio, pessoa que se tem por ser a fina flor da sociedade, mestre em educação e membro de uma qualquer elite que desconheço, estava com uma cadeira no ar a ameaçar jogá-la à minha pessoa que permanecia sentado e sossegado a três filas de distância aguardando a ver se se concretizava a agressão física, para além da verbal que já tinha acontecido.
    • Devo dizer que Maximiano e outros tentaram evitar a agressão, mas Maximiano nunca teve qualquer palavra de condenação destes atos.
    • É isto normal? O André Escórcio decide quem entre ou quem sai do que quer que seja no Partido Socialista?
  • As bases e as elites
    • Maximiano Martins apresentou ontem uma tese em que estava a ser feita uma campanha dentro do PS das bases contra as elites.
    • Discordo totalmente! Primeiro porque a campanha de esclarecimento que está em curso é contra os comportamentos de apenas 3 pessoas que fizeram um golpe de estado (que foi sendo consentido para evitar o escândalo público) e que têm a lata de não assumir a plenitude das suas responsabilidades, continuando a atuar como fossem decidir o que quer que seja no futuro do PS.
    • Depois a campanha não é de bases ou de elites, é de sobrevivência de PS-Madeira face a comportamentos que não respeitam a democracia, a decência e a dignidade do PS-Madeira.
    • Se querem ter capacidade de decisão submetam-se a eleições internas no XV Congresso Regional do PS e não se escondam atrás de nenhum outro candidato à espera do melhor momento para perpetrar mais um golpe. Demostrem lá aos militantes os méritos das vossas propostas!

Perante os assuntos que atrás expus qual é a atitude correta: falar ou ficar calado? Pactuar com estes comportamentos ou denunciá-los, com o intuito de que não voltem a acontecer?

Quem é que deve ser alvo de repúdio público? Quem faz os delitos ou quem os denuncia? Acham que criticar o mensageiro faz com que a mensagem perca força?

Estou certo que nos próximos dias teremos desenvolvimentos sobre quem são os cúmplices e quem são os portadores de esperança para um futuro melhor.

11 Out 2011 Análise eleitoral das Regionais 2011
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Tenho mesmo de falar das eleições de Domingo? Pois… Tem de ser… Não posso fazer de conta que não aconteceram, pois não?

Aqui vai o que me apraz dizer em público, neste momento, para que possamos coletivamente tirar ilações para o futuro deste resultado. As partes mais suculentas ficam para as reuniões internas no PS que começam amanhã…

De uma forma sintética:

  • Foi uma má opção o PS-Madeira ter apresentado Maximiano Martins como candidato a presidente do Governo Regional.
  • Foi uma má opção essa candidatura ter escondido e ostracizado o PS-Madeira durante 80% do tempo da campanha.
  • Foi uma má opção basear a campanha numa figura providencial (de Maximiano Martins), sobretudo quando o PSD tem no seu líder o ponto mais forte da sua proposta eleitoral.
  • Foi uma má opção essa candidatura fazer campanha negativa dizendo que a Madeira faliu acompanhada de uma foto irada do candidato (até a minha filha de 3 anos disse que o cartaz era estranho porque o Maximiano não tinha riso, ao contrário da sua imagem habitual).
  • Foi uma má opção basear a campanha em pessoas (equipa de governo) com pouca notoriedade política, independentemente da mais valia que, em alguns casos, possam constituir num projeto político consistente.
  • Não faz sentido apresentar uma equipa completa de governo, o que presume obter maioria absoluta, e depois apresentar como objetivo retirar a maioria absoluta ao PSD. Não faz sentido esconder os candidatos a deputados, opção invertida seletivamente nas últimas 2 semanas de campanha e apenas ao nível concelhio.
  • Na génese destas posições estão ideias absolutamente erradas sobre a forma de fazer política na Madeira, tais como:
    • O contacto com o povo não é essencial – a campanha pode ser feita pela comunicação social.
    • O curriculum académico é um fator primordial para a valoração dos políticos.
    • A estrutura partidária não é essencial para uma campanha eleitoral com sucesso.
    • Algumas das pessoas dessa candidatura (abaixo identificadas) consideram-se superiores aos demais, pelo que não ouvem o que lhes é dito por aqueles que consideram “inferiores”, evitam o contacto com o povo e até com os militantes, limitam as suas ações e contactos a um grupo fechado e limitado de pessoas, têm atitudes de sobranceria em plena campanha face aos demais militantes e apoiantes. Tudo isto lhes tolda a perceção do que está a acontecer e de como as pessoas estão verdadeiramente a reagir aos fatos políticos durante a campanha.

O PS perdeu copiosamente nestas eleições e o único ponto positivo que consigo retirar daquela terrível noite eleitoral foi o de André Escórcio não ter sido eleito deputado. É o único ponto que me dá esperança de um melhor futuro para o PS-Madeira, num cenário de total calamidade eleitoral para os socialistas.

Estas eleições decorreram num cenário muito promissor para o Partido Socialista. Foi decisivo o escândalo nacional (e até internacional) da ocultação da dívida regional e das trapalhadas que lhe estiveram associadas neste contexto de austeridade e intervenção externa da troika no país. Com estas relevantes novidades eram apoucados os dois principais ativos do PSD-Madeira: “Alberto João Jardim” e a “obra feita”. Convém lembrar que a ocultação da dívida não era conhecida na altura que o Presidente do PS-Madeira decidiu não se candidatar a Presidente do Governo Regional… Nessa altura o contexto político externo ainda era o que resultada das eleições nacionais de Junho de 2011.

Em todas as eleições existe um contexto político externo que é preponderante para o resultado eleitoral.

  • Em 2007 as eleições regionais decorreram no contexto de uma Lei de Finanças Regionais e de uma demissão referendária que favorecia o PSD e prejudicava em especial o PS. O PSD subiu eleitoralmente (de 53,67% em 2004 para 64,20% em 2007), contrariando a natural tendência de descida que se verificava a cada eleição regional, e em 2007 praticamente toda a oposição (exceção para os dois novos partidos – MPT e PND), mas em especial o PS ( -12,10pp (pp=”pontos percentuais”), de 27,52% em 2004 para 15,42% em 2007).
  • Em Junho de 2011, as eleições nacionais decorreram num contexto de o país querer se ver livre de um primeiro-ministro socialista que já não dava conta do recado, mentia compulsivamente e, para agravar o caso, mantinha uma atitude de arrogância e sobranceira. Na Madeira o PS desceu 4,83pp (de 19,51% em 2009 para 14,68% em 2011) e o PSD e CDS na Madeira subiram estranhamente muito pouco (PSD +1,23pp de 48,16% em 2009 para 49,39% em 2011) (CDS +2,65pp de 11,09% em 2009 para 13,74% em 2011).
  • Nestas eleições de Outubro de 2011 o contexto externo foi decididamente o da dívida oculta. Tudo indicava uma hecatombe para o PSD-Madeira e até ocorreu com uma quebra de –15,64pp (de 64,20% em 2007 para 48,56% em 2011), mas quem teve a descida politicamente mais relevante foi o PS-Madeira que baixando “apenas” –3,92pp (de 15,42% em 2007 para 11,50% em 2011) passa para terceira força política no panorama regional.

Sobre o PSD…

  • Se considerarmos o ato eleitoral de 2007 como um momento anormal, verificamos que a quebra do PSD de 2004 para 2011 é de apenas -5,11pp em 7 anos (-0,73pp por ano). Se consultarmos os atos eleitorais anteriores verificamos que o PSD regista desde 1984 a cada grupo de 4 anos quebras médias anuais de -1,52pp, -1,17pp, -0,03pp, -0,21pp, -0,56pp. Daqui resulta a conclusão de que a quebra de -0,73pp por ano no período 2004-2011 não é assim tão significativa, o que é verdadeiramente preocupante sobre a forma como os madeirenses vêm a actual governação regional.

Sobre o CDS/PP, que tem uma enorme subida e é um dos “vencedores” das eleições, gostaria de fazer notar o seguinte:

  • Se o PS tivesse obtido nestas eleições apenas 17,63%, como obteve o CDS/PP, estaria a lamentar-se do fraco resultado eleitoral e por não ter conseguido afirmar-se como partido alternativo ao PSD. Seguramente os habituais críticos exigiriam a demissão de Jacinto Serrão perante tão fraco resultado…
  • A idolatria que agora é feita a José Manuel Rodrigues e ao CDS/PP só demonstra quão pequeno tem sido o CDS/PP. Quanto ao futuro a ver vamos, uma vez que já para a semana vem o orçamento e o plano de constrangimentos especiais para a Madeira…
  • Ao não resistir à tentação de ficar na Assembleia da República, José Manuel Rodrigues comete um erro crasso porque não vai conseguir demarcar-se da posição nacional, nem fazer mudar a posição do governo de que faz parte o CDS/PP e não terá coragem de votar em sentido diferente do seu partido nessas posições nefastas para a Madeira (como já demonstrou em votações anteriores).

Sobre o PS…

  • Maximiano Martins relevou-se pior candidato do que o esperado. Para além das propriedades organoléticas da sua voz que já eram conhecidas, foram as incoerências no discurso, o discurso redondo, enfadonho e sem energia que utilizou em grande parte da campanha que mais o prejudicou.
  • Ler textos escritos por André Escórcio nas conferências de imprensa matam qualquer candidato, mas quem é que assim quis fazer?
  • Maximiano Martins disse na primeira reunião da Comissão Técnica Eleitoral (CTE) que não tinha experiência em campanhas, mas também não tinha vícios. A experiência demonstrou que herdou todos os vícios do André Escórcio!
  • Não fazer comícios com o Quim Barreiros, como estava contratado, foi um erro crasso porque não permitiu diferenciar o PS dos pequenos partidos. Ter medo dos comícios é uma falta de audácia inaceitável.
  • Maximiano Martins não assumiu ainda as suas responsabilidades nesta campanha que começaram na escolha André Escórcio e Carlos Pereira como seus principais conselheiros. Enquanto não houver a confissão do pecado não há lugar a indulgências por parte dos militantes.
  • Estou convencido, mas é impossível provar, que se o Jacinto Serrão tivesse sido candidato no contexto que veio a ser esta campanha o resultado teria sido substancialmente diferente, ainda que provavelmente não seria suficiente para que continuasse a ser Presidente do PS-Madeira para além do presente mandato.
  • Na primeira reunião da CTE (30 de Junho), André Escórcio iniciou dizendo “Tenho à minha frente o plano de comunicações para todos os dias da campanha até 9 de Outubro”. Começou aí o descalabro…  Era, segundo ele, um “plano perfeito”, ainda que totalmente desligado da realidade verificada na campanha, porque foi feito por uma mente que se julga iluminada e melhor do que todos os demais… exceto Carlos Pereira e Maximiano Martins por inerência de funções.
  • Desde o início da campanha foi deliberado por parte desta troika (Maximiano, Andre Escórcio e Carlos Pereira) que tomou conta das opções políticas da campanha o esconder Jacinto Serrão e o PS e evitar o contacto com o povo. Foi opção deliberada e não afastamento do Partido da candidatura, como mais tarde tentaram fazer crer entre os militantes.
  • Desde a primeira ação de campanha que Carlos Pereira e André Escórcio nem sequer cumprimentam os militantes que participam nas ações de campanha. Chegam, cumprimentam apenas a sua troika e fecham-se em concílio ignorando tudo o que se passa à sua volta.
  • Nesta campanha vários membros da “equipa” da candidatura tiveram a oportunidade de experimentar pela primeira vez na sua vida “vinho com laranjada”. A experiência deste elixir dos arraiais madeirense enquadrou-se na visita antropológica que estavam a fazer às festas, arraiais e campanha eleitoral. Tudo experiências novas e que seguramente gerarão conversas de café animadas.
  • Memorável no mau sentido foi a festa no Caniçal onde a “equipa” depois de experimentar o tradicional vinho com laranjada a acompanhar a espetada, a “equipa” preferiu ir buscar vinho alentejano para o seu círculo fechado enquanto as demais dezenas de militantes assistiam à cena estupefactos e continuavam no modo tradicional dos arraiais madeirenses. O mais grave é que nem deram conta da segregação que estavam a fazer…
  • Carlos Pereira foi fazer campanha para a saída de missas e nunca lhe passou pela cabeça que tinha de levar material de campanha. Quando constatou na saída de missa que não o tinha, telefonou irado a perguntar onde estava o “empregado” que lhe levaria o material de campanha?
  • Cena similar aconteceu no Santo da Serra quando lhe foi solicitado que viesse ao carro de campanha buscar mais material. Recusou fazê-lo porque isso não era tarefa para um candidato com o seu “estatuto”. Patético…
  • Depois de em reunião de Secretariado (onde participou Maximiano Martins) ter sido explicitado de forma assustadoramente clara (com documentos e testemunhos pessoais) as exigências de Carlos Pereira para ser candidato em 2009 à Câmara Municipal do Funchal, vê-lo ser escolhido por Maximiano Martins para Secretário Regional da Economia é arrepiante… Será cumplice?
  • Ainda sobre essas eleições autárquicas de 2009… No mesmo dia em que o então Presidente do PS-Madeira João Carlos Gouveia diz que Carlos Pereira não será candidato à CMF (porque não houve acedência às exigências), quem é que se demite de Presidente do Grupo Parlamentar do PS-Madeira? André Escórcio… pois claro…
  • Em 2011 André Escórcio demitiu-se de Vice-Presidente do PS-Madeira, no dia em que Jacinto Serrão diz que vai reponderar a sua candidatura a Presidente do Governo Regional, depois de ter dado a entender que não seria candidato.
  • Em todas as eleições em que André Escórcio tinha cargos de responsabilidade institucional e que ele próprio não era candidato, demitiu-se sempre a menos de 100 dias do acto eleitoral.
  • Dois dias depois da demissão de André Escórcio, Jacinto Serrão cede à pressão e anuncia que Maximiano Martins será o candidato a presidente do Governo pelo PS, opção que nunca foi discutida ou votada pela Comissão Política, exceto na aprovação da lista (meados de Agosto). Nunca faltou apoio à candidatura de Jacinto Serrão quer no Secretariado, quer na Comissão Política.
  • A única notícia negativa do PS na Comunicação Social com origem interna foi a demissão de André Escórcio depois de um ano e meio em que o Presidente e direção foram sistematicamente atacados pelo Diário de Notícias – Madeira.
  • Tal como os ataques bombistas da FLAMA cessaram com a subida ao poder de Alberto João Jardim, também as críticas do Diário ao PS-Madeira terminaram assim que o André Escórcio conseguiu que o golpe de estado que promoveu foi consumado.
  • O Diário de Notícias – Madeira foi durante parte substancial da pré-campanha uma espécie de Jornal da Madeira do PS. Algo nunca visto… Muitos acharam que era uma bênção dos céus, outros, onde eu me incluo, uma forma de evitar que o PS reagisse contra o golpe palaciano que havia sido perpetrado.
  • Entre Maximiano Martins, André Escórcio e Carlos Pereira há um facto comum. Entraram no Partido como candidatos a altos cargos (Presidência de Câmara e Deputado) e não como militantes de base que sobem na hierarquia com base no mérito político demostrado e não com base no mérito político presumido. Estou absolutamente convencido que quem não faz um percurso partidário da base para o topo, terá inevitavelmente uma visão enviesada do que é o Partido Socialista…
  • Vou parar de escrever sobre esta gente que já estou enjoado…

Sobre o PTP e o PND

  • Foi com tristeza que vi o Helder Spínola ser primeiro candidato do PND, mas ainda mais surpreendente foi vê-lo tentar fazer uma campanha séria que manifestamente não é compatível com o estilo do PND. De qualquer modo foi eleito… parabéns.
  • José Manuel Coelho foi para mim uma surpresa e também uma lição do peso da popularidade. Oco nos conteúdos, conseguiu fazer eleger 3 deputados, entre os quais está a sua filhota… Assim, sempre que agora se referir ao Jaime Ramos e filhote terá replica apropriada. É a vida…
  • Só compreendo o voto no PTP e no PND numa lógica de falta de esperança da oposição em mudar este regime e que nesse contexto goza com o mesmo. Não me parece uma solução com futuro, mas enquanto lá estiver AJJ terão espaço político para actuar.

Sobre a CDU e o BE…

  • O capitalismo está a ruir, ou pelo menos a mudar de forma, mas o contexto europeu continua a não estar muito favorável para as opções tradicionais da esquerda, onde a defesa do Estado Social é central.
  • Os novos partidos com posturas mais humorísticas e em certa medida radicais, retiram o protagonismo a quem tenta fazer política de forma séria num contexto regional de palhaçada.
  • Para a próxima será melhor…

Sobre o MPT e o PAN…

  • Nem vou comentar…

Uma nota final sobre o meu papel enquanto Secretário-geral neste processo. Sendo um democrata radical, aceitei todas as decisões que a maioria circunstancial tomou em todas as fases deste processo, mas argumentei e tentei persuadir no limite das minhas capacidades para que não fossem estas as opções do Partido. Perdi essa luta, pelo que também saio derrotado neste processo.

Como não comecei por aí, termino dando os parabéns aos vencedores PSD e CDS/PP.

 

09 Out 2011 Método de Hondt – passar dos votos ao número de deputados
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Instruções de uso em Português abaixo…

Método de Hondt (ou mais correctamente Método da média mais alta de Hondt)

Instruções de Uso:

1. Indique o número de mandatos de deputado a atribuir em “There are ? seats to assign”. No caso das eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira 2011, o número de deputados é 47.

2. Adicione os diversos partidos concorrentes às eleições carregando no botão “Add”  e indicando o nome do partido em “Party” para cada linha que for adicionando. No caso das eleições para a Assembleia Legislativa da Madeira 2011 os partidos concorrentes são: (por ordem alfabética) BE CDS/PP CDU MPT PAN PND PS PSD PTP

3. No campo “Votes” em frente de cada partido indique o número de votos obtidos ou a percentagem obtida (o resultado é o mesmo quer utilizando uma informação quer outra). O cálculo é imediato e surge por baixo a atribuição do número de mandatos a cada partido consoante o resultado introduzido.

4. Os resultados mostram os partidos ordenados do que obteve mais mandatos/votos ao que obteve menos mostrando o nome, a percentagem de mandatos atribuídos e o número de mandatos atribuídos, como se pode ver na imagem de exemplo abaixo.

A percentagem de mandatos atribuídos não é exactamente igual à percentagem de votos expressos porque é necessário atribuir um número inteiro de deputados a cada partido concorrente. Aliás é essa a motivação inicial para que se utilize um método como o da média mais alta de Hont para a transformação dos votos expressos em mandatos.

Uma frase muito informativa e interessante é a que surge imediatamente por baixo dos resultados onde diz, por exemplo: “The next party to obtain a seat would be Partido 2 instead of Partido 3 for 2 votes.”

Neste exemplo significa: o Partido2 obteria o último deputado atribuído se tivesse tido mais 2 votos. (ou 2% ou 0,2% ou 0,02% consoante tiver sido utilizada a parcentagem ou a percentagem multiplicada por 10 ou 100). O partido que elegeu o último deputado disponível foi neste caso o Partido3.

Nota 1: Esta ferramenta não aceita casas decimais no número de votos e isso pode fazer falta se estiver a utilizar percentagens. Para ultrapassar este problema multiplique todos os valores percentuais por 10 ou 100, consoante estiver a trabalhar com 1 ou 2 casas decimais. O resultado apresentado será correcto porque é mantida a proporcionalidade.

Nota 2: Os votos brancos e os votos nulos não têm qualquer efeito na atribuição de deputados.

Nota 3: Caso o resultado do último deputado atribuído seja muito aproximado, ao ponto de os arredondamentos estarem a ser decisivos nos cálculos, convém utilizar o número de votantes final em vez da percentagem. O resultado final oficial apenas é “decidido” na mesa de apuramento geral que se reúne na próxima terça-feira onde se fazem as verificações dos votos nulos.

Nota 4: É possível guardar um determinado resultado para referência futura de forma fácil. Por exemplo, para ver as simulações das últimas sondagens para as eleições da Madeira pode utilizar os seguintes links:

Eurosondagem – Diário de Noticias Madeira: http://icon.cat/util/elections/ChMtHLkYar

Intercampus – TVI http://icon.cat/util/elections/afMtAekYvx

CESOP Univ. Catolica – RTP http://icon.cat/util/elections/GKMtzYkYoW

O link directo para a ferramenta é este: http://icon.cat/util/elections

Método de Hondt feito “à mão”

Se não confia em ferramentas informáticas que fazem tudo automaticamente sem se perceber como e, pelo contrário, quer fazer os cálculos à mão, aqui vão as instruções:

1. Faça uma grelha com os diversos partidos na primeira linha e nas linhas abaixo as linhas de divisores (1, 2, 3, 4, 5, 6, … ) como mostrado na imagem de exemplo abaixo.

2. Coloque na linha do divisor 1 (na imagem acima é a linha pintada de amarelo) os resultados obtidos por cada partido (em número de votos ou em percentagem).

3. Faça os cálculos dos divisores para cada partido dividindo o número de votos (ou percentagem) que se encontra na linha do divisor 1 pelo número divisor da linha em que se encontra. Faça-o para todos os partidos e tenha o cuidado de ser consistente no número de casas decimais para não se enganar.

Se isto já é trabalho manual em excesso utilize este ficheiro excel (hondt.xls) para auxiliar nos cálculos.

4. Para fazer a atribuição dos mandatos é necessário marcar de entre os partidos qual o maior divisor desse partido disponível, o que na atribuição do primeiro deputado eleito corresponde sempre ao partido mais votado. Segue-se o método de atribuição de mandatos escolhendo sempre o partido com o maior divisor ainda não utilizado, sendo que em caso de empate entre dois partidos com igual divisor é escolhido o partido que tenha nesse momento o menor número de eleitos.

Exemplo elucidativo

1. Nas imagens de exemplo que se seguem temos 5 partidos concorrentes e 13 mandatos a atribuir. O Partido1 teve 9508 votos; o Partido2 12013 votos; o Partido3 7213 votos; o Partido4 2377 votos; o Partido5 619 votos.

2. O primeiro passo consiste em atribuir o primeiro mandato ao maior divisor (o do partido mais votado) que marcarei a negrito para o Partido 2.

3. Neste momento o maior divisor do Partido 1 é 9508,00; do Partido 2 é 6006,50; do Partido 3 é 7213,00; etc.
O maior divisor disponível neste momento é o do Partido 1, pelo que será a atribuído o mandato a esse partido. Quando existe um partido com uma muito maior votação do que os demais pode acontecer ter vários mandatos atribuídos em seguida ao mesmo partido.

4. Em seguida é atribuído um mandato ao Partido 3.

5. O quarto mandato é atribuído novamente ao Partido 2.

6. Continuamos a aplicar os mesmos critérios de forma repetida e aborrecida e quando tivermos 9 mandatos atribuídos será este o cenário…

7. E quando tivermos 11 mandatos atribuídos será este o cenário…

8. Finalmente ao atribuir o 12.º mandato surge uma dúvida. Quer o Partido1 como o Partido4 têm como divisor 2377,00. A quem será atribuído o mandato? É atribuído ao partido que tenha o menor número de mandatos já atribuído, ou seja, ao Partido4 que neste momento ainda não tinha nenhum eleito enquanto o Partido1 já tinha 3 deputados eleitos.

9. Assim é atribuído o 12.º deputado ao Partido4

10. E depois é atribuído o 13.º deputado ao Partido1

Se o número de deputados a atribuir fosse 14 e não 13, o próximo deputado a ser eleito seria do Partido2 porque teria o maior divisor não atribuído (2002,17).

Quantos votos faltaram ao Partido2 para ter o último deputado?
Se o Partido2 tivesse obtido mais 2250 votos terei obtido o último deputado eleito em vez do Partido1
Como chego a este valor? Calculo a diferença entre o divisor do último deputado eleito (Partido1 2377,00) e o divisor não atribuído (Partido2 2002,17). A diferença é 374,83 e tem de ser multiplicado pelo número do divisor actualmente aplicável ao Partido2, que é o divisor 6, arredondar por excesso (que neste caso não altera o valor) e somar +1 voto porque este partido tem mais mandatos atribuídos do que o partido que elegeu o último deputado (Partido1). (374,83 x 6 + 1 = 2250)

Quantos votos faltaram ao Partido5 para ter um deputado eleito?
A resposta é +1758 votos.
Como chego a este valor? Aplicando o mesmo critério, o Partido5 tem como divisor disponível 619,00. A diferença para o divisor do Partido1 é (2377,00-619,00=1758,00). Multiplicando 1758,00 pelo número actual do divisor do Partido5, que é 1, temos 1758 x 1 = 1758, que arredondado por excesso não altera o valor. Neste caso não é necessário somar +1 voto porque o Partido5 tem menos eleitos do que o partido que elegeu o último deputado (Partido1).

Quantos votos faltaram ao Partido3 para ter um deputado eleito?
A resposta é +2295 votos, ou seja, tinha de ter o mesmo resultado eleitoral que o Partido1…
Como chego a este valor? Aplicando o mesmo critério, o Partido3 tem como divisor disponível 1803,25. A diferença para o divisor do Partido1 é (2377,00-1803,25=573,75). Multiplicando 573,75 pelo número actual do divisor do Partido3, que é 4, temos 573,75 x 4 = 2295, que arredondado por excesso não altera o valor. Neste caso não é necessário somar +1 voto porque o Partido5 tem menos eleitos do que o partido que elegeu o último deputado (Partido1).

Neste exemplo o Partido5 não elege nenhum deputado.

O que aconteceria se dois partidos obtivessem o mesmo número de votos e ficassem empatados na atribuição do último deputado. Ou seja, apenas um deles poderia eleger o último deputado…
Li algures que perante este caso o que acontece é a abertura de uma vaga extra no órgão e entrarem ambos os partidos, mas da única vez que vi isso acontecer o que aconteceu de facto foi repetir as eleições. Não encontro qualquer referência na lei a esse caso excepcional. Alguém me pode ajudar? (duarte.gouveia@gmail.com)
 

08 Out 2011 A Rita organiza-se
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Ontem, a Rita Matilde voltou a surpreender-nos de forma extraordinária!

Compramos na MoviFlor quatro módulos de gavetas de tecido para o novo quarto da Rita para que a pudéssemos iniciá-la na ideia de boa arrumação dos seus brinquedos.

Para nossa grande surpresa não só a Rita aderiu à ideia de forma entusiasmada, como agrupar os brinquedos por tipos e arrumá-los de forma estruturada, foi uma tarefa que fez com enorme prazer e praticamente sozinha, depois da explicação inicial.


O antigo quarto da Rita era tão pequenino que não existia qualquer hipótese de guardar os brinquedos de forma organizada, nem pendurando no teto… Na nova casa, e com um quarto maior, novas possibilidades de organização passaram a ser possíveis.

Este pequeno móvel foi uma excelente compra, não apenas porque o móvel em questão está neste momento com 75% de desconto (pesquisar por IRIS em www.moviflor.pt porque o site não permite um link direto para os produtos), mas também porque a ideia de boa organização dos brinquedos foi adotada de imediato pela Rita.

Com 24 (6×4) compartimentos removíveis de um tamanho que os três anos e meio da Rita permitem manejar, passou a haver espaço lógico, compartimentável, acessível e transportável para os diversos brinquedos.

Confesso que quer eu, quer a Ana, estamos fascinados com as melhorias de organização que temos conseguido seguindo os conselhos do livro “Organizing from inside out”. Já o temos há quase dois anos e continuamos a voltar a ele para o processo de melhoria contínua na organização. Com a mudança de casa tem sido ainda mais precioso…




O livro defende, e eu posso testemunhá-lo pelo que li e experimentei, que organizar-se é um processo simples, repetível e acessível a todos que o queiram aprender.

Consiste apenas em 3 passos:

  1. Analisar os problemas descobrindo o que está a funcionar e o que não está a funcionar. É necessário descobrir as nossas verdadeiras necessidades e compatibilizá-las com a nossa forma de ver o mundo e os constrangimentos que temos (tempo, espaço, quantidade de coisas).
  2. Criar uma estratégia de atuação adequada ao que pretendemos organizar desde uma secretária, uma divisão da casa em concreto ou uma organização qualquer que ela seja. O segredo da estratégia de atuação está em ordenar e agrupar de forma lógica, purgar o que não interessa, colocar os objetos onde eles são utilizados, tendo para cada objeto um local próprio de armazenamento. Adquirir as embalagens adequadas aos espaço a organizar para facilitar a guarda e acesso rápido ao que necessitamos e quando necessitamos.
  3. Por mãos à obra e implementar o que é realista de ser implementado no tempo que podemos disponibilizar para essa tarefa de organização. Melhorar a organização tem de ser feito passo a passo e não mudar o “mundo” todo de uma vez porque isso é impossível e só resulta em organizações adiadas e frustrações.

Organizar o que quer que seja é possível, mas exige tempo e esforço continuado, pelo que tem de ser feito na medida da disponibilidade e dos constrangimentos que cada um de nós tem.


Ontem pudemos resolver a organização dos brinquedos da Rita. Amanhã retomamos objetivos mais ambiciosos…

Tal como diz o provérbio chinês: “Antes de começar o trabalho de mudar o mundo, dá três voltas dentro de tua casa”.

06 Out 2011 Homenagem a Steve Jobs
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19 Ago 2011 Kunami fresquinho
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Kunami fresquinho! Fruta tropical delicada para paladares sofisticados.

08 Jun 2011 Análise dos resultados eleitorais das Legislativas Nacionais de 2011
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Análise dos resultados eleitorais das Legislativas Nacionais de 2011

Comecemos pelo óbvio. O PS teve um resultado insatisfatório, quer na Madeira, quer no país.
O PSD e o CDS subiram e conseguem em conjunto maioria absoluta. Foram por isso os vencedores destas eleições. Os meus parabéns aos vencedores.

O PS e o BE desceram percentualmente e perderam deputados por isso são perdedores nestas eleições. Desta vez o PS, com José Sócrates, teve um resultado pior do que o PSD tinha tido com Manuela Ferreira Leite ou Pedro Santana Lopes.

O PCP-PEV, apesar de ter menos votos, sobe ligeiramente na percentagem e consegue eleger mais um deputado, pelo que tem uma pequena vitória, fortemente abaçanada pela nova maioria absoluta da direita.

Continuando na análise nacional, o PS perde deputados em 14 dos 20 círculos apurados, apenas mantendo o número de eleitos em:
• Vila Real e Bragança (Viva à auto-estrada transmontana! O PS perdeu 6,9 pontos percentuais em ambos os distritos, mas mantiveram-se os eleitos, também por serem círculos pequenos de 5 e 3 deputados.)
• Évora e Portalegre (o Alentejo foi nosso! O PS apenas conseguiu ser o partido mais votado em Beja, Évora e Portalegre. O PS perdeu 5,9 pontos percentuais em ambos os distritos, mas mantiveram-se os eleitos, também por serem círculos pequenos de 3 e 2 deputados.)
• Madeira (Viva o PS-Madeira! O PS perdeu 4,8 pontos percentuais na Madeira, o valor mais baixo do país, num círculo eleitoral que elege 6 deputados. Ainda assim, o resultado na Madeira é o mais baixo do país. Confirma-se o padrão de o PS na Madeira o PS ter menos 13 a 17 pontos percentuais do que a média nacional. Desta vez a diferença foi de 13,4.)

A análise no todo do país apresenta ainda alguns dados muito curiosos:

1. Foi na Madeira que o PS teve a menor queda em pontos percentuais, e foi nos Açores que a quebra foi maior.

Variação PS
-4,8 Madeira
-5,0 Beja
-5,9 Portalegre
-5,9 Évora
-6,2 Castelo Branco
-6,9 Setúbal
-6,9 Bragança
-6,9 Vila Real
-7,7 Guarda
-7,8 Aveiro
-7,9 Santarém
-8,0 Viseu
-8,7 Coimbra
-8,8 Lisboa
-8,9 Braga
-8,9 Faro
-9,5 Leiria
-9,8 Porto
-10,1 Viana do Castelo
-14,1 Açores

2. A Madeira foi, por enorme margem, o círculo eleitoral onde o PSD menos subiu em pontos percentuais. Ao contrário do que aconteceu em 2009, em 2011, a Madeira não foi o círculo eleitoral onde o PSD teve o melhor resultado percentual do país, tendo sido ultrapassada por Vila Real (51%) e Bragança (52%).

Variação PSD
12,3 Viana do Castelo
12,0 Leiria
11,6 Açores
11,4 Bragança
10,9 Viseu
10,9 Faro
10,8 Guarda
10,8 Santarém
10,3 Vila Real
10,0 Porto
9,9 Aveiro
9,6 Coimbra
9,3 Braga
9,0 Lisboa
9,0 Beja
8,8 Setúbal
8,6 Portalegre
8,5 Évora
8,2 Castelo Branco
1,2 Madeira


3. Para o CDS-PP, a Madeira foi o 3.º círculo eleitoral do país onde mais cresceu, sendo suplantado apenas por Lisboa e Setúbal.

Variação CDS
-1,5 Bragança
-1,4 Vila Real
-1,0 Viseu
-0,2 Viana do Castelo
-0,1 Aveiro
0,1 Guarda
0,2 Leiria
0,7 Porto
0,7 Braga
1,1 Santarém
1,1 Coimbra
1,2 Castelo Branco
1,6 Beja
1,8 Açores
2,0 Faro
2,2 Portalegre
2,3 Évora
2,7 Madeira
2,8 Lisboa
2,9 Setúbal

Perante estes resultados, e introduzindo agora também a Madeira no enfoque principal desta análise, o resultado na Madeira demonstra que o PS foi penalizado pelo contexto nacional avassalador, mas que essa onda foi fortemente atenuada na Madeira com duas nuances muito relevantes: o PSD sobe muito pouco na Madeira; o CDS-PP sobe consideravelmente.

O PND e o PTP que saíram moralizados das eleições presidenciais (39% na Madeira e 4,5% no país), tiveram uma gigantesca derrota nestas eleições, em que o factor de protesto podia continuar a fazer sentido.

Este voto de refúgio no CDS que se verificou na Madeira não é tão dramático como alguns têm afirmado. Seria bem pior para o PS se o voto de refúgio tivesse ido para a campanha de palhaçada (PND+PTP) – com quem o PS não pode se comparar, ou para a esquerda radical de onde o voto sairia com mais dificuldade.

O CDS-PP da Madeira tem pela frente meses muito difíceis. Por um lado terá o PSD-Madeira com o despesismo habitual a exigir dinheiro do governo PSD-CDS de Passos Coelho/Portas. Por outro lado terá o Governo da República a implementar medidas mais gravosas do que a troika exigiria.

O CDS-PP terá assim uma enorme e rápida erosão eleitoral, agravada pelo facto de o voto nestas eleições lhe ter sido atribuído por meras circunstâncias nacionais que não se repetirão em Outubro.

Assim,
• Foram perdedores destas eleições os militantes do PS que acharam no último Congresso Nacional (8,9 e 10 de Abril de 2011) que José Sócrates era a melhor solução para o PS na actual situação do país.
• Foram perdedores destas eleições os militantes do PS que não conseguiram convencer os seus irmão, país, demais familiares, amigos e colegas de trabalho de que a melhor opção de voto na Madeira era o PS, independentemente do contexto político nacional.
• Foram perdedores os militantes do PS que, podendo fazê-lo, decidiram não participaram nesta campanha, porque só é verdadeiramente perdedor quem desiste de lutar.
• Foram perdedores os que achavam que a melhor estratégia de campanha para o PS era alinhar por um estilo de campanha de palhaçadas e provocações, como fizeram o PND e o PTP.
• Foram perdedores os que achavam que a melhor estratégia de campanha para o PS era um discurso radical de esquerda, como fizeram o BE e a CDU.
Reservo para os órgão internos do Partido a análise sobre as opções de campanha e os comentários entretanto tornados públicos por alguns dirigentes e militantes.
No entanto, em termos gerais, tento em conta a opção por uma campanha modesta em termos financeiros, a campanha correu muito bem, sem gafes, com uma bela iniciativa de campanha quando veio à Madeira o candidato a primeiro-ministro do PS, actividades intensas todos os dias, um grande grupo de militantes na caravana regional, uma bela arruada a terminar a campanha.

Não resisto a comentar um dos argumentos que mais tem sido utilizados. O de que estes resultados se repetirão em Outubro… Pelo que expus atrás, não acredito que seja esse o cenário, mas apenas para efeitos de discussão vejamos a distribuição de deputados que daí resultaria no parlamento regional:

2007 2011
PSD 33 26 (-7)
PS 7 8 (+1)
CDS 2 7 (+5)
BE 1 2 (+1)
PCP 2 1 (-1)
PND 1 1 (=)
PTP 1 (+1)
MPT 1 1 (=)

Longe de ser um bom resultado, é um resultado muito melhor do que o que actualmente se verifica na Assembleia Legislativa da Madeira, com o PSD a perder a maioria qualificada e próximo de perder a maioria absoluta em deputados (em % já a teria perdido).

09 Mai 2011 Novo motor 3,5 vezes mais eficiente
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É um novo motor 3,5 vezes mais eficiente que os demais motores de combustão interna com base numa nova abordagem (Wave Disk Generator). Esta tecnologia permite um melhor uso do combustível (60% versos os 15% dos motores normais). O motor tem poucas partes moveis e pode fazer diminuir as emissões em 90%.
É pequeno e leve, o que pode fazer reduzir o peso de um carro em 450Kg.

http://www.msnbc.msn.com/id/42460541/ns/technology_and_science-innovation/

04 Mai 2011 Ou então este hidroavião por 27000€
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http://www.gizmag.com/flynano-microlight-aircraft/18411/

04 Mai 2011 Um heli para 2
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Um helicóptero para 2, muito giro, mas 65000€… Xissa!

http://www.gizmag.com/cavalon-fully-enclosed-gyrocopter/18444/

04 Mai 2011 Rumo à invisibilidade
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Aqui segue uma notícia dos últimos desenvolvimentos na área da criação de materiais que garantem a invisibilidade.

http://www.gizmag.com/tag/invisibility/

04 Mai 2011 Ideia para captar água
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Aqui fica uma ideia para captar água em local onde existe nevoeiro com frequência:

http://www.gizmag.com/mit-fog-harvesting-water-collection/18499/

22 Abr 2011 Sobre a Eficiência do Serviço Regional de Saúde
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No dia 8/10/2009 a minha filha Rita tinha a consulta dos 18 meses marcada no Centro de Saúde. Quando lá cheguei constatei que a consulta tinha sido cancelada, sem que me tivessem avisasado, pelo que apresentei uma reclamação. A questão foi rapidamente resolvida porque existiu uma vaga para o dia seguinte 9/10/2009.

Passados mais de 18 meses desde a data em que apresentei a reclamação eis que recebo ontem (21/4/2011) da Directora do Departamento de Apoio ao Doente, a resposta à minha reclamação no livro amarelo, que basicamente confirma os dados do que se passou e pede desculpa pela demora na resposta.

Conclusão deste caso, ao nível operacional a eficiência existe, o problema surge é quando se sobe na hierarquia…
Se a resolução estivesse dependente da intervenção da Senhora Directora a minha filha teria a consulta dos 18 meses aos 3 anos!