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08 Mai 2012 Fiz compras no Continente com 61% de desconto e só pago no próximo mês!
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Fiz compras no Continente com 61% de desconto e só pago no próximo mês!

No dia em que o país tentou ir às compras no Pingo Doce para aproveitar a campanha de 50% de desconto na loja toda, apenas nesse dia, eu fiz compras no Continente com 61% desconto!

Não tenho nada contra o Pingo Doce, nem contra aquela campanha. Acho muito bem que o Pingo Doce tenha feito esta campanha inédita, ainda que no 1.º de Maio, e considero que foi um sucesso. Senão vejamos:

- Até hoje, a promoção do Pingo Doce continua a ser assunto de conversa entre as pessoas e entre os comentadores.

- Deu projecção brutal à marca. Reparem no seguinte gráfico do Google Trends, ferramenta que mede a popularidade das palavras chave nas pesquisas na Internet e nas notícias para a marca Pingo Doce…

http://www.google.pt/trends/?q=pingo+doce&geo=prt&sa=N

- Não gastaram um tusto com publicidade comercial! A campanha inicial foi sumariamente comunicada de véspera e tiverem uma semana em que não se falou noutra coisa em toda a comunicação social.

- Fez esquecer a transferência da empresa mãe para a Holanda – assunto pouco comentado nesta semana.

- Anulou a fortíssima campanha do principal concorrente – o Continente, com  75% de desconto em cartão, durante cerca de uma semana, que pelo menos no 1.º de Maio ficou às moscas… Convém recordar que a campanha do Continente que estava a ter um efeito dramático nas vendas do Pingo Doce do primeiro trimestre.

Mas a campanha foi um sucesso porque ela não é assim tão melhor do que a do Continente, apesar de parecer… Conto-vos a minha experiência pessoal.

Nesse primeiro de Maio eu também fiz compras, no Continente, gastei 204,31€.

Fi-lo depois de ter tentado ir ao Pingo Doce e ter desistido à porta de entrada porque havia fila para entrar. Na verdade tentei ir ao Pingo Doce por duas vezes a dois supermercados distintos, uma vez antes da hora de almoço e outra logo depois da hora de almoço, mas em ambas desisti à porta do Pingo Doce porque superava o meu nível de tolerância a confusões, que até é um nível bastante elevado.

Fui ao Modelo/Continente que estava ali ao lado e estava vazio. Dessas duas centenas de euros de compras, 29,50€ foram de crédito que já tinha no cartão de compras anteriores e 174,81€ foram pagos com cartão de crédito, que na verdade só pago, na integra, no próximo mês, sem qualquer custo adicional.

E fiquei com 124,78€ em cartão, sendo 82,19€ para gastar em Maio (7 a 31) e 41,09€ para gastar em Junho.

Ora, já está a decorrer uma outra promoção extra de 10% no Continente, em todos os produtos, que ocorre periodicamente e onde poderei utilizar o valor que tenho em cartão para pagar essas compras.

As compras que fiz no Continente no dia 1 de Maio foram racionais! Não comprei tudo o que queria porque, como habitualmente, alguns preços não eram interessantes e podia viver com outras alternativas. Não comprei coisas que não precisava, mas antecipei compras que não faria se não existisse o desconto de 75%. Por exemplo, comprei lampadas.

Concluindo, o Pingo Doce fez uma campanha fabulosa porque conseguiu publicidade impagável, ainda que com um custo relevante. Anulou a fabulosa campanha do concorrente directo, criando-lhe seguramente problemas de tesouraria e logística.

Esta campanha do Pingo Doce demonstra ainda 2 coisas: como as contas nem sempre são fáceis de fazer nas campanhas e como os portugueses valorizam a liberdade de escolha dos produtos que querem, em vez de estarem limitados aos produtos em promoção.

Mas esta situação fez-me novemente tomar consciência de como podem ser socialmente injustas estas campanhas. Mesmo com o desconto de 50% na hora do Pingo Doce, conheço pessoas que me disseram à posterióri que nem foram ao Pingo Doce porque não tinham 50€ para adiantar para compras.

Na verdade, 50€ é 25% de muitas pensões de reforma, é cerca de 10% do salário mínimo, é imenso para quem não tem qualquer fonte regular de rendimento e é mais do que um número significativo de pessoas têm disponível no actual contexto económico, mesmo no início do mês. As pessoas que verdadeiramente precisam de desconto nos bens essenciais não têm acesso a cartão de crédito para pagar no próximo mês… O crédito só existe para quem o pode dispensar…

Nota final: Num contexto em que os bancos não dão crédito para nada, recibi há poucas semanas uma carta do banco estrangeiro do meu cartão de crédito que me aumentou ainda mais o plafond… Mensalmente não uso mais do que 8% do plafond disponível e pago 100% no mês seguinte sem qualquer juro associado, mas não deixa de ser caricato que velhos hábitos das entidades bancárias persistam, tentando fazer cair na ratoeira do crédito fácil os incautos…

08 Out 2011 A Rita organiza-se
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Ontem, a Rita Matilde voltou a surpreender-nos de forma extraordinária!

Compramos na MoviFlor quatro módulos de gavetas de tecido para o novo quarto da Rita para que a pudéssemos iniciá-la na ideia de boa arrumação dos seus brinquedos.

Para nossa grande surpresa não só a Rita aderiu à ideia de forma entusiasmada, como agrupar os brinquedos por tipos e arrumá-los de forma estruturada, foi uma tarefa que fez com enorme prazer e praticamente sozinha, depois da explicação inicial.


O antigo quarto da Rita era tão pequenino que não existia qualquer hipótese de guardar os brinquedos de forma organizada, nem pendurando no teto… Na nova casa, e com um quarto maior, novas possibilidades de organização passaram a ser possíveis.

Este pequeno móvel foi uma excelente compra, não apenas porque o móvel em questão está neste momento com 75% de desconto (pesquisar por IRIS em www.moviflor.pt porque o site não permite um link direto para os produtos), mas também porque a ideia de boa organização dos brinquedos foi adotada de imediato pela Rita.

Com 24 (6×4) compartimentos removíveis de um tamanho que os três anos e meio da Rita permitem manejar, passou a haver espaço lógico, compartimentável, acessível e transportável para os diversos brinquedos.

Confesso que quer eu, quer a Ana, estamos fascinados com as melhorias de organização que temos conseguido seguindo os conselhos do livro “Organizing from inside out”. Já o temos há quase dois anos e continuamos a voltar a ele para o processo de melhoria contínua na organização. Com a mudança de casa tem sido ainda mais precioso…




O livro defende, e eu posso testemunhá-lo pelo que li e experimentei, que organizar-se é um processo simples, repetível e acessível a todos que o queiram aprender.

Consiste apenas em 3 passos:

  1. Analisar os problemas descobrindo o que está a funcionar e o que não está a funcionar. É necessário descobrir as nossas verdadeiras necessidades e compatibilizá-las com a nossa forma de ver o mundo e os constrangimentos que temos (tempo, espaço, quantidade de coisas).
  2. Criar uma estratégia de atuação adequada ao que pretendemos organizar desde uma secretária, uma divisão da casa em concreto ou uma organização qualquer que ela seja. O segredo da estratégia de atuação está em ordenar e agrupar de forma lógica, purgar o que não interessa, colocar os objetos onde eles são utilizados, tendo para cada objeto um local próprio de armazenamento. Adquirir as embalagens adequadas aos espaço a organizar para facilitar a guarda e acesso rápido ao que necessitamos e quando necessitamos.
  3. Por mãos à obra e implementar o que é realista de ser implementado no tempo que podemos disponibilizar para essa tarefa de organização. Melhorar a organização tem de ser feito passo a passo e não mudar o “mundo” todo de uma vez porque isso é impossível e só resulta em organizações adiadas e frustrações.

Organizar o que quer que seja é possível, mas exige tempo e esforço continuado, pelo que tem de ser feito na medida da disponibilidade e dos constrangimentos que cada um de nós tem.


Ontem pudemos resolver a organização dos brinquedos da Rita. Amanhã retomamos objetivos mais ambiciosos…

Tal como diz o provérbio chinês: “Antes de começar o trabalho de mudar o mundo, dá três voltas dentro de tua casa”.

09 Mai 2011 Novo motor 3,5 vezes mais eficiente
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É um novo motor 3,5 vezes mais eficiente que os demais motores de combustão interna com base numa nova abordagem (Wave Disk Generator). Esta tecnologia permite um melhor uso do combustível (60% versos os 15% dos motores normais). O motor tem poucas partes moveis e pode fazer diminuir as emissões em 90%.
É pequeno e leve, o que pode fazer reduzir o peso de um carro em 450Kg.

http://www.msnbc.msn.com/id/42460541/ns/technology_and_science-innovation/

04 Mai 2011 Ideia para captar água
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Aqui fica uma ideia para captar água em local onde existe nevoeiro com frequência:

http://www.gizmag.com/mit-fog-harvesting-water-collection/18499/

22 Out 2010 Conferência de imprensa de hoje
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18 Out 2010 O sucessor do plástico – cogumelos!
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17 Out 2010 Economic Reality Check
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Fomos persuadidos a gastar dinheiro que não temos,
para comprar coisas que maioritariamente não precisamos,
para impressionar de formas não duradouras,
pessoas que não temos em alta consideração.

Esta é a história colectiva de uma quantidade muito grande de pessoas nos últimos anos!
Poupamos cada vez menos, consumimos acima dos nossos rendimentos. A ruptura tinha de acontecer mais cedo ou mais tarde.

Obtido da conferência TED de Tim Jackson designada “Economic reality check”
http://www.ted.com/talks/tim_jackson_s_economic_reality_check.html

Como superar esta situação?

Não ter receio da mudança, mas ter consciência do que é importante manter inalterado.
Devemos focar-nos no que é essencial para cada um de nós.
Devemos criar valor nas nossas acções diárias, quer na economia monetarista, quer na economia não monetarista, que continua a ser muito maior do que a primeira (aprender; educar; ensinar; colaborar; participar em causas que apreciamos; criar; construir; discutir em conjunto).

16 Out 2010 26 de Outubro de 2010 – Incêndios e Reflorestação
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A inexperiência é uma coisa terrível… Fiz a gravação do vídeo de hoje à chuva e ficou sem som. O que disse foi mais ou menos isto:

Hoje é sábado, dia 16 de Outubro, e esta manhã estive nas serras do Funchal com uma equipa da Associação de Voo Livre da Madeira a colaborar na recuperação da floresta que ardeu no verão pasado, para recuperar o belo verde que caracteriza a nossa montanha e que tanta falta nos faz, desde logo para o turísmo que é a nossa principal área de actividade económica.

Gostaria de fazer um apelo à participação de todos neste esforço de recuperação porque o trabalho que cada um de nós consegue fazer é uma parte ínfima numa grande área ardida, mas o risco de aluvião é muito grande e é necessário o contributo de todos para minorar este risco.

Mas falando sobre estes incêndios de verão vamos juntando dia após dia um conjunto de informações chocantes sobre a má actuação no combate aos incêndios. Quem esteve directamente envolvido nesse combate aponta erros dos superiores e uma atitude de deixar arder quando tinha sido possível fazer muito melhor, quer na prevenção, quer na intervenção.
Enquanto político tenho o dever de divulgar estas queixas para quem de direito investigar e actuar.

Não se compreende, por exemplo, que poços que existem na montanha para combater os incêndios tenham sido deixados com a torneira aberta, fazendo com que não existisse uma gota de água quando os incêndios surgiram no Verão.
Também não se compreendem as intervenções que deixam incêndios fáceis de controlar avançar porque estão lentamente a descer a encosta e existem ordens para não os combater.
Também as prioridades são questionáveis. Porque é que na Fundação Social Democrata estavam os maiores autotanques existentes na Madeira parados em fila vindos de diversos Concelhos, enquanto que mais acima eram necessários para apagar o fogo e nada era feito.

As pessoas estão revoltadas com estas prioridades, com estes negócios obscuros que ganham com o terreno a arder, com este regime em ruptura onde impera o salve-se quem puder. Já sabemos que nesta terra ninguém é responsável por nada, porque a cultura da irresponsabilidade é cultivada a partir do topo do regime político. Tem de ser o povo a mudar!

20 Set 2010 Costa Rica – a nova referência para o mundo?
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Segundo um estudo realizado por todo o mundo, as coisas que as pessoas mais apreciam são:
1.º – Felicidade
2.º – Saúde
3.º – Amor
4.º – Riqueza

Robert Kenedy disse em tempos “O PIB (PNB) mede tudo expecto aquilo pelo qual vale a pena viver”.
Até que ponto estamos a usar os indicadores certos de desenvolvimento? Será que medir a produção é o indicador mais indicado para o século XXI? Foi seguramente após a II Guerra Mundial onde o maior problema era a escassez de meios.
E hoje? Podemos construir uma sociedade mais orientada para a felicidade, saúde e amor, deixando a geração de bens (que é o que medimos como riqueza) para um mero quarto lugar das prioridades?

Vale a pena ver esta conferência!
http://www.happyplanetindex.org/

28 Jul 2010 Perigos do Multibanco?
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Excerto do programa “Nós por cá” da SIC

Nós por Cá

em que é relatado um caso insólito: Depois de uma compra numa loja Zara paga com Multibanco no valor de 9,90€, a cliente viu sair da sua conta 3€ adicionais quando no final do dia ao fechar a caixa as funcionárias da Zara verificaram que esses 3€ estavam em falta. Esse valor foi retirado sem conhecimento da cliente, mas com a autorização da UNICRE e implicitamente do banco (neste caso o MILLENNIUM BCP). Vale a pena ver o vídeo até ao fim…

15 Jul 2010 O crescimento populacional nos próximos 40 anos
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10 Mai 2010 Bolsa subiu 10%

Depois de 14 meses com as bolsas a cair, eis que a criação pela União Europeia de um mega-fundo de 750 000 milhões de euros por ano para garantir as contas públicas dos estados não ficarem sujeitos aos especuladores.

Eis que os mercados reagem com entusiasmo com subidas em todo o mundo!
Em Portugal subiu 10%! Um recorde!
Viva a intervenção dos Estados nos mercados de capitais!
Viva o capitalismo em fim de ciclo!

07 Fev 2010 Sociedades de Desenvolvimento
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A cada dia que passa vamos ficando a saber de novos dados que mostram-nos um cenário ainda mais pessimista do que julgavam possível os mais pessimistas.

A notícia de hoje do DN-Madeira confirma o que o PS vem dizendo há anos! As sociedades de desenvolvimento fizeram investimentos ruinosos que vão custar uma fortuna aos Madeirenses.

Os investimentos são tão ruinosos que as receitas que geram não chegam sequer para metade dos custos operacionais.

Que as receitas não chegavam para os custos operacionais já suspeitava há muito, mas que não chegasse a metade dos custos operacionais é inacreditável!

Quando o resultado operacional é negativo em 34,4 milhões (sem custos financeiros), rapidamente se percebe que a possibilidade de endividamento em mais 50 milhões da Lei de Finanças Regionais que foi aprovada na passada sexta-feira não resolve absolutamente nada!

Este é um cenário tenebroso!
Mesmo que por algum toque de magia os financiadores ou o Estado Central perdoasse estas dívidas e fizesse desaparecer a componente financeira dos custos das sociedades de desenvolvimento, continuariam a ser projectos de investimento ruinosos!

A cada dia que passa o prejuízo aumenta! E o que faz o governo?
Nada, anda calado e quieto.. Chego mesmo a duvidar se ainda estarão na Madeira ou já fugiram…

Lembro-me de um debate na Assembleia sobre o PDES – Plano de Desenvolvimento Económico e Social, em que o Vice-Presidente Cunha e Silva reafirmou que as investimentos das sociedades de desenvolvimento iam custar pouco porque as sociedades iam gerar receitas para pagar os investimentos.

Estes dados vêem mostrar o dramatismo da situação. Não apenas financeira, mas pior ainda – económica!
A irresponsabilidade financeira já era evidente para quem olhava para o que estava a ser feito com o mínimo de bom senso.
A irresponsabilidade económica só agora começa a surgir a público…
Foram investimentos ruinosos e os respectivos custos vão cair em cima da Região.

Porque é que tudo isto foi escondido durante tanto tempo!

Que solução apresenta o Governo Regional? Fazer uma dívida para pagar as prestações que têm de ser pagas, ou seja, multiplicar o custo do juro… Mas será que ainda existem entidades financeiras dispostas a isso?

Como é que isto se resolve?

O primeiro passo é não deixar o problema aumentar!
É necessário demitir estes responsáveis políticos do Governo Regional que andam há 30 anos a governar irresponsavelmente!

O segundo passo será muito doloroso! Demorarão anos até deixar de doer… Será necessário reduzir as despesas até ao essencial – o “estritamente essencial”… e mesmo assim serão anos para voltar a ter o problema financeiro em situação controlável…
E como fica a economia regional entretanto com tantas dívidas a fornecedores locais? Que calamidade!

Uma coisa é certa, os disparates governativos do estroina Alberto vão ficar marcados bem profundamente na memória dos madeirenses… Pelas piores razões imagináveis.

11 Set 2009 Motivação : o que descobriu a ciência
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Os incentivos extrínsecos (chicotes ou cenouras) para motivar ao bom desempenho só são eficazes para as tarefas claras, repetitivas e focadas.
Para este tipo de tarefas quanto maior a recompensa melhor é o desempenho.

Nas tarefas que requerem criatividade, imaginação e inovação, o afunilamento com base no tempo de realização fazem com que o resultado seja inferior: em qualidade e em tempo. Isto acontece porque o enfoque para resolver o problema rapidamente com base nas ferramentas mais conhecidas bloqueia o raciocínio criativo, a observação e a descoberta que são necessários para encontrar soluções diferentes para problemas não conhecidos.
Ou seja, quando o que está em causa são competências cognitivas e criatividade, maior recompensa resulta em menor performance. Surpreendidos?

Esta é uma conclusão das ciências sociais que tem sido reiteradamente demonstrada nos últimos 40 anos e em diversas culturas por todo o mundo. No entanto continuamos a não utilizar esta descoberta devidamente nas nossas empresas e nas nossas vidas. Porquê?

Como são as tuas tarefas diárias? Repetitivas e mecânicas ou criativas e inovadoras? Dependendo do tipo de tarefas do teu trabalho, consoante o sistema de incentivos que são mais eficazes ser utilizados.

Para as tarefas cognitivas e criativas, os melhores mecanismos de motivação são os intrínsecos. Estamos a fazer algo porque acreditamos que isto é o melhor para mim e para os outros. Estamos a fazer algo que nos faz feliz, que é interessante, que faz parte de algo importante, útil, bom!

As variáveis em causa para a motivação intrínseca são:
Autonomia (autonomy) – decidir as nossas próprias vidas
Especialização (mastery) – o desejo de ser cada vez melhor em algo relevante
Finalidade (purpose) – justificar o que fazemos pelo serviço a uma causa superior a nós próprios

Aqui fica a conferência que fala de um problema de cera… (não é da estátua do Cristiano Ronaldo)

Como os restos de cera fora da caixa facilitam a resolução do problema…

O que é que disse o Deco na conferência de imprensa em relação ao aumento do bónus do Gilberto Madaíl / Federação Portuguesa de Futebol ?

Como se justificam as remunerações milionárias dos gestores das grandes empresas?

Porque é que na Google os engenheiros podem utilizar 20% do seu tempo de trabalho a fazer a actividade criativa que quiserem e não actividades ordenadas pelos chefes? Obviamente têm de apresentar posteriormente aos colegas (e chefes) o trabalho que fizeram… Metade dos novos produtos que surgem anualmente da Google têm origem nestes 20% dedicado ao trabalho criativo…

E que conclusões revolucionárias daqui se retiram?
Querem ver que os pressupostos base do capitalismo que tão bem funcionaram para o século XX da industrialização (tarefas mecânicas e pouco criativas) não funcionam para o século XXI da Sociedade da Informação (tarefas cognitivas e criativas)…

Meu Deus… será que estou a propagar uma revolução de carácter socialista com este post?
Isto dá para uma longa conversa, mas não tenho tempo agora… tenho de voltar às minhas tarefas remuneradas e cronometradas… :-)

11 Ago 2009 No Diário de Notícias

Diário de Notícias – Madeira

Fazer negócio na internet

A Inforquali é o exemplo de que a partir de uma ilha é possível entrar num mercado à escala planetária e vender produtos concebidos na Madeira

Ana e Duarte são empreendedores veteranos. Daqueles que transformaram um sonho, um projecto, no negócio das suas vidas. Sem… subsídios ou outro tipo de incentivos.

“Nós saímos da universidade e decidimos criar uma empresa. A nossa lógica foi baixo investimento, baixo custo e investimentos os capitais próprios”. Olhando para trás, Duarte admite que não voltaria a fazer este percurso. “Não foi o caminho mais fácil, devíamos ter trabalhar de uma forma estável e conseguir mais experiência”.

A Inforquali surgiu em Novembro de 1997. “Já tem 12 anos”, regista Duarte Gouveia com surpresa, pelo tempo que já passou. E surgiu “para fazer desenvolvimento à medida, ou seja conceber soluções de software para empresas que têm necessidades concretas e não conseguem encontrar produtos no mercado”.

Depois de ter passado as férias de Verão a contactar com as empresas “para saber o que existia”, o então recém licenciado em engenharia informática teve “a percepção do que ainda não estava disponível no nosso mercado. Nós começamos com uma estratégia de nicho, na área para software de escritórios de advocacia, pois sentimos essa necessidade e apresentamos uma solução. Esse foi o nosso primeiro produto.e teve um razoável sucesso e ainda o vendemos”.

Não podendo ficar restritos a um único produto, a Inforquali passou a desenvolver “vários software’s de gestão para empresas. A determinada altura decidimos mudar completamente para uma gestão WEB. Hoje tudo o que desenvolvemos é para funcionar na internet e baseamos toda a nossa estratégia num produto interno que temos desenvolvido, que é uma ferramenta de geração de código.

Nós descobrimos, pela nossa experiência que todos nós passamos a maior parte do nosso tempo a fazer coisas repetidas. Aquilo que fizemos foi detectar as repetições e fazer ferramentas que nos permitisse gerar, automaticamente e muito facilmente tudo o que é repetido. O que nós fizemos foi criar uma ferramenta, que parametrizamos, geramos código, de modo a fazermos de uma maneira em que é possível adaptar às especificidades de cada cliente”.

A Inforquali é o modelo do que devem ser empresas em mercados pequenos e insulares. Porque competem num mercado global, para um cliente internacional. “Hoje fazemos 60% do nosso negócio no mercado internacional. Já vendemos projectos para a Indonésia, Estados Unidos, Noruega, Reino Unido, Austrália, Itália e Espanha”.

Para chegar ao mercado, a empresa madeirense recorre a sites na internet, onde está inscrita e onde as empresas pedem soluções de informática que não estão disponíveis. “Umas das nossas áreas de especialidade é o PHP e nós oferecemos os nossos serviços pela internet. Só que temos de apresentar soluções muito boas, em tempo recorde pois estamos a concorrer num mercado global, muito competitivo. Se não formos muito bom no que fazemos, não temos hipóteses”.

A crise também afectou esta micro empresa. E de que maneira. “Já fomos dez a trabalhar, hoje sou eu e a Ana. Neste momento estamos com imenso trabalho, sentimos que estamos sobrecarregados mas não vamos contratar enquanto a situação não der mais garantias”.

Portal de apoio aos casamentos

Ana Neto é mesmo empreendedora. De tal modo que se fez membro de uma rede internacional, representada em 53 países, com 26 mil membros. Uma rede de pessoas que partilham a sua casa nas férias, recebendo ou deslocando-se a casa de membros espalhados por todo o mundo. O casal já fez férias em dezenas de países. Na sua casa, na Madeira, já receberam americanos, polacos, britânicos, italianos, entre outros turistas. Pelo menos três trocas por ano fazem.

Mas o espírito empreendedor do casal levou-os a criar um portal (www.casamentosmadeira.com) que se especializou em disponibilizar informações sobre as cerimónias e festas de casamento.

Miguel Torres Cunha

30 Jul 2009 Programa Eleitoral de Manuela Ferreira Leite
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“Deixe o rico ir comprar o iate”
Manuela Ferreira Leite

Manuela Ferreira Leita pode não ter ideias, não ter propostas, não ter soluções, mas ao menos não tem dúvidas interiores sobre quais são as questões mais importantes para o país na sua perspectiva – os iates dos ricos.

Também no Jornal de Notícias.

27 Jul 2009 100 Milhões disponíveis para a Madeira

Uma excelente notícia para a Madeira!
Bernardo Trindade apresenta hoje!

25 Jul 2009 Soluções para o Trânsito no Funchal
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Ver mais no site da candidatura http://www.cidade-com-futuro.com

24 Jul 2009 Quanto vale um euro?
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Fonte: Semanário (2.º caderno) 17/Janeiro/1997

Ao longo do século, o escudo foi perdendo valor. Tudo se comprava com uma moeda que foi ficando mais pequena em proporção à cotação:

O que se podia comprar com 1 escudo?
1911 – 2 quilos e meio de massa
1920 – 1 martelo em 2.ª mão
1930 – 1 pão saloio
1940 – 1 copo de cristal
1950 – 200gr de arroz. Um diário
1960 – Um bilhete de metro em Lisboa
1970 – Uma caixa de pastilhas
1980 – Uma pastilha “pirata”
1990 – Com sorte devolvem a moeda no troco no hipermercado…

A 1/1/1999 foi criada oficialmente a moeda única – o EURO – que entrou em circulação a 1/1/2002.

24 Jul 2009 Constrangimentos à Competitividade
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Quais são os Constrangimentos à Competitividade?

- Qualificação da mão-de-obra
- Custo dos factores de produção
- Custos de financiamento
- Capacidade de Gestão e Inovação
- Burocracia
- Sistema Fiscal
- Infraestruturas
- Opções políticas públicas