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Identidade

Uma identidade é muito mais do que um nome completo, uma nacionalidade, um número de identificação civil e uma fotografia. Uma identidade define-se pelo que uma pessoa é num determinado momento da sua história pessoal, mas também o que uma pessoa é consistentemente ao longo da sua vida.

Em 1996, com 22 anos, escrevi um documento relativamente longo a que chamei “Eu 22″.

Nesse documento apresentava as minhas opiniões sobre o mundo. Hoje, a maioria dessas opiniões mantêm-se válidas, mas mudou a minha perspectiva do mundo, o meu conhecimento sobre o que me rodeia, outros temas ganharam importância relativa, mudaram as minhas circunstâncias, pelo que o Duarte Gouveia de há 11 anos não é seguramente o mesmo Duarte Gouveia de hoje.

Não sei se foi por causa do “Eu 22″, mas 1997 foi um ano cheio de decisões muito importantes na minha vida!

 

  • Foi o ano em que acabei a licenciatura em Eng. Informática no Técnico. E ser licenciado aos 22 anos, quando as licenciaturas eram de 5 anos, não era muito comum…
  • Foi o ano em que decidi criar uma empresa que continua a operar (InforQuali), tendo assim ultrapassado a barreira psicológica dos 10 anos de vida, o que estatísticamente significa que a empresa viverá por muitos anos…
  • Foi o ano em que decidi que voltaria a viver na Madeira, apesar da minha namorada de então (que é a minha actual esposa) não poder me acompanhar de imediato na mudança, e de ser muito mais lucrativo trabalhar em Lisboa… Estávamos no boom da Internet antes do rebentar da bolha que viria a ocorrer em 2000.
  • Foi o ano em que decidi que iria reiniciar de forma empenhada a minha participação política. Passados 11 anos, os resultados do partido continuaram a ser os mesmos, mas a título pessoal dificilmente poderiam ser melhores. Desempenhei funções executivas da maior responsabilidade a nível local, concelhio e regional. Fui o mais jovem Vice-Presidente do PS-Madeira até hoje. Fui responsável/mandatário financeiro nas maiores campanhas eleitorais feitas pelo PS-Madeira até hoje. Fui deputado na Assembleia Legislativa da Madeira aos 30 anos, o que também é assinalável.

 

No “Eu 22″ previa que só existiriam os documentos “Eu 44″ e “Eu 66″. Escrevi nessa altura que aos 33 anos não teria tempo para escrever um documento daqueles porque estaria demasiado ocupado com a família e o trabalho.

De facto, tenho hoje uma filha com poucos meses e uma empresa para gerir que, se eu deixasse, ocuparia as 24 horas do meu dia. Hoje, por opção, a actividade política não me ocupa muito tempo. Ao fim de semana tento ir voar com a minha asa de parapente, mas o tempo continua a ser um bem escasso.

Não encontro no meu dia-a-dia o tempo disponível para poder levar a cabo o “Eu 33″, mas sinto necessidade de o fazer! Sinto a vontade interior de fazer mudanças, de tomar opções de vida. Como querer é poder, gostaria de poder utilizar este renovado site/blog para a pouco e pouco ir passando a escrito o meu Eu de hoje. As verdadeiras decisões acontecem primeiro dentro de nós e só depois se manifestam exteriormente… O “Eu 22″ foi uma busca interior e uma estruturação pessoal.  Quem sabe se não acontecerá o mesmo com o “Eu 33″?

O “Eu 22″ não está perdido pelos armários! Está bem guardado e quando tiver o “Eu 33″ pronto volto a torná-lo público, desta vez com uma divulgação mais vasta… a web!